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março 19, 2012

Dia Mundial Sem Carne

O Dia Mundial sem Carne é um evento internacional, promovido pela FARM (Farm Animal Reform Movement), e seu objetivo é mostrar para a população em geral que é possível viver de forma saudável e prazerosa sem fazer uso de alimentos de origem animal. E que esta opção oferece inúmeras vantagens, tanto para o indivíduo quanto para o planeta. 
Farm

Veja:

Saúde
Quem não come carne corre menos riscos de sofrer distúrbios do coração, de contrair câncer (especialmente de cólon e do intestino) e de enfrentar problemas como obesidade, hipertensão e diabetes. E também fica livre das doenças diretamente relacionadas ao consumo da carne, tais como a salmonela, a toxoplasmose, a gripe do frango e a doença da vaca louca, que já fizeram milhares de vítimas no mundo todo.

Meio ambiente
Florestas inteiras são devastadas para darem lugar a pastos. A emissão de gás metano, expelido pelo gado bovino, é uma das principais causas de poluição do ar e da destruição da camada de ozônio. Além disso, a indústria da carne é a maior poluidora das águas e destruidora do solo. Essa devastação pode comprometer de maneira irreversível a sobrevivência das gerações futuras!

Fome mundial
A maior parte dos grãos e da soja produzidos hoje no planeta destina-se à produção de rações utilizadas na engorda dos animais de corte. Se estes grãos fossem usados diretamente na alimentação humana, haveria comida mais do que suficiente para todas pessoas do mundo. Parece utopia, mas não é: acabar com a fome é possível!



Respeito aos animais
Porcos, vacas, galinhas, perus, peixes, coelhos, cabritos... Todos estes animais, destinados majoritariamente ao abate, são sensíveis e inteligentes. Estudos científicos recentes comprovam: eles experimentam emoções como o medo e a angústia e sentem dor exatamente como nós, seres humanos. Ainda assim, todos os anos, a indústria da carne submete bilhões de animais a maus tratos, confinamento, manejo brutal e morte cruel. Será que isso está certo?


Iniciativa lançada nos EUA em 1985 pela FARM (Farm Animal Reform Movement), Dia Mundial Sem Carne
 é actualmente uma das maiores campanhas de sensibilização à dieta vegetariana realizada a nível mundial.
Neste dia, as pessoas são convidadas a fazer uma alimentação alternativa, à base de vegetais e frutas e sem a ingestão de qualquer tipo de carne ou peixe. É a celebração da chegada da Primavera de uma forma diferente.

Vantagens de uma alimentação sem carne:
  • Diminui o colesterol, reduzindo assim o risco de desenvolver doenças cardíacas, como um ataque cardíaco ou aterosclerose;
  • Ajuda na prevenção do cancro, diabetes, obesidade e outras doenças crónicas;
  • Evita que os animais sejam capturados, enclausurados, torturados, drogados e abatidos de forma agonizante.
  • Preserva as fontes de produção de alimentos e água utilizadas na alimentação dos animais, permitindo assim alimentar a fome mundial;
  • Diminui a poluição gerada pela utilização de pesticidas e adubos e libertação de gás metano (produzido pela fermentação do adubo orgânico) e gás de amónia (produzido pelo excremento dos animais);
  • Aumenta o nosso nível de energia, tornamo-nos então mais felizes e saudáveis.
O que se pode fazer neste dia:
  • Convidar a família ou amigos para ir a um restaurante vegetariano (descubra o restaurante mais próximo aqui );
  • Levar uns petiscos vegetarianos para o trabalho ou para a escola, para partilhar com os seus colegas (em receitas encontra muitas sugestões de receitas);
  • Distribuir folhetos sobre as vantagens de uma alimentação vegetariana (pode descarregar alguns exemplos aqui );
  • Assistir a um documentário que faça você refletir sobre as consequências do consumo de carne (TerráqueosA Carne é Fraca);
  • Ou quem sabe, a melhor de todas as alternativas... Adotar de vez uma dieta vegetariana!
  • Experimentar uma receita vegetariana. Para o Dia Mundial Sem Carne, o Centro Vegetariano sugere, por exemplo:



Arroz com feijão e cogumelos


Ingredientes (4 pessoas):
1 chávena de arroz branco
1 cenoura
250g de feijão vermelho (pré-cozido)
250g de cogumelos laminados
1 cebola média
6 dentes de alho
2 folhas de louro
2 tomate maduros ou polpa de tomate
azeite q.b
sal q.b
3 chávenas de água

Preparação:
Num tacho refogar no azeite a cebola picada e os alhos. Juntar o tomate picado e a cenoura às rodelas. Deixar refogar um pouco mais e juntar 3 chávenas de água. Quando a água estiver a ferver juntar o arroz e deixa cozer cerca de 10 minutos.

A meio da cozedura, adicionar o feijão e os cogumelos. Juntar o louro e um pouco de sal e deixar cozinhar até o arroz estar cozido. Servir acompanhado de uma salada colorida.


Espetadas de seitan e legumes


Ingredientes (4 pessoas):
350g de seitan
1 cenoura
1 pimento vermelho
1 pimento verde
1 cebola
1 curgete
2 dentes de alho
2 folhas de louro
molho de soja q.b
sumo de limão q.b
sal q.b
azeite q.b

Preparação:
Cortar o seitan em cubos de tamanho médio e colocá-los a marinar com alho, louro, sal, sumo de limão, molho de soja e um fio de azeite. Juntar à marinada a cenoura e a curgete às rodelas grossas e os pimentos e a cebola em pedaços.
Algumas horas depois colocar os pedaços de seitan alternados com os legumes em paus de espetada e levar a grelhar.
Acompanhar com arroz integral ou batata assada e uma salada.
Para qualquer informação adicional sobre este assunto:

Farm

Farm Animal Rights Movement (FARM) 
www.farmusa.org
Vegetarian Starter Kit www.vegkit.org
Animal Rights National Conference
www.arconference.org

The Great American Meatout

www.meatout.org
Meatout Mondays 
www.meatoutmondays.org
World Farm Animals Day (WFAD)
www.wfad.org
Gentle Thanksgiving
www.gentlethanksgiving.org


Citizens for Healthy Options In Children's Education (CHOICE)
www.choiceusa.net

Well-Fed World ( 
Hunger Solutions)

www.wellfedworld.org


 VO bumper stickers






maio 10, 2011

ÉTICA NA PRODUÇÃO ANIMAL

Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho1, Ana Maria Bridi2 e Maria José Hötzel1
Publicado no ZOOTEC 2007 (XVII Congresso Nacional de Zootecnia e IX Congresso
Internacional de Zootecnia), 29 de maio a 01 de junho de 2007, Londrina, PR.


INTRODUÇÃO

O fato de não sermos filósofos não nos desautoriza a comentar sobre “ética” na
produção animal. Afinal de contas, foi exatamente a sociedade civil organizada e seus
movimentos sociais que trouxeram preocupações éticas com a produção animal. Estas
preocupações, então, foram acompanhadas por reflexões e trabalhos de diversos
filósofos (SINGER, 1975, REGAN, 1983; ROLLIN, 1995).
Seria mesmo interessante um debate ético sobre a produção animal dentre os
profissionais da Zootecnia. Há muito que os conceitos de “neutralidade” e
“imparcialidade” na ciência aplicada não se sustentam, uma vez que “cientistas são
criaturas de uma cultura e de uma sociedade, como todo mundo” (BERREMAN, 1968).
Logo, nesse ambiente cada um(a) trará sua experiência, sua cultura, interesses, e fará
seu próprio juízo de valor. Nos apresentamos como professores / pesquisadores de uma
importante e emergente área da Ciência Animal: a Etologia Aplicada e bem-estar dos
animais zootécnicos. É evidente também que não somos “neutros”, e este trabalho com
certeza espelhará nossa visão de mundo. Entretanto, é um sério equívoco considerar que
a adesão a princípios éticos possa comprometer a utilização de critérios científicos
rigorosos (HURNIK, 1997). Ao contrário, ter consciência e assumir a “não
neutralidade”, nos dá melhores condições de ter objetividade científica na abordagem
de algum assunto.
A palavra ética tem origem grega (ETHOS) e significa modo de ser, o caráter. O ser
humano não nasce com a ética, esta não é uma característica adquirida geneticamente. É
uma realidade humana que é constituída histórica e socialmente a partir das relações
coletivas dos seres humanos nas sociedades onde nascem e vivem, por isso ela é
constantemente repensada e mudada.

maio 29, 2010

Dieta vegetariana no controle da diabetis. INFORME-SE!

 
Diabéticos precisam escolher cuidadosamente o que vão comer, já que sua escolha pode impactar na sua saúde. O diabetes afeta pessoas de todas as idades, de ambos os sexos e de qualquer raça. Quando não tratada corretamente, a doença pode atrapalhar no processo de cicatrização de feridas, pode acarretar cegueira e problemas nos rins. A dieta é uma das formas mais importantes de se controlar o diabetes, e o vegetarianismo (dieta de baixa gordura, rica em fibra e nutrientes) é bastante complementar.

Afetando mais de 30 milhões de pessoas em todo o mundo, essa doença inibe o corpo de processar as comidas corretamente. Geralmente, os alimentos que comemos são digeridos e convertidos em glucose, um açúcar que cai na corrente sanguínea e é usado para gerar energia. A insulina é um hormônio que ajuda a glucose a entrar nas células. Porém os diabéticos não conseguem controlar a quantidade de glucose no organismo, porque o mecanismo que converte o açúcar em energia não trabalha corretamente.

Pode haver uma total ausência ou quantidades insuficientes de insulina. Como resultado, a glucose se acumula na corrente sanguínea e leva a problemas como fraqueza, falta de concentração, perda da coordenação e visão embaçada. Mas os níveis de insulina podem despencar e, assim, o diabético sofrer  uma hipoglicemia, que se for sentida por tempo prolongado, pode levar a pessoa ao coma ou até a morte.

Uma alimentação vegetariana se aproxima bastante do que é recomendado pela Associação Britânica do Diabetes, já que é uma dieta rica em carboidratos complexos e fibra, que têm efeito benéfico no metabolismo de carboidrato, diminuindo assim os níveis de açúcar no sangue. A boa forma física dos vegetarianos também contribui para a redução da incidência de diabetes. A doença é frequentemente associada com altos níveis de colesterol e uma dieta vegetariana garante uma proteção contra o mau colesterol.

Embora incurável, o diabetes pode ser controlado com dieta exercícios físicos, medicamentos, injeções de insulina ou uma combinação entre os tratamentos. Ao invés de calcularem a quantidade de calorias, os diabéticos precisam calcular o total de carboidrato que ingerem, de modo que pelo menos metade da comida deles seja composta por carboidratos complexos.

Muitos vegetarianos diabéticos descobriram que uma dieta sem carne pode fazê-los consumir quantidades menores de insulina, o que dá à eles a sensação de poder e controle da doença.



Fonte: Vida Vegetariana

maio 14, 2010

Queijos, Pizzas e Sanduíches vegetais


Este mês, com a descoberta da primeira pizza 100% vegetal de Curitiba, com mais de 8 opções deliciosas a base de creme de tofu, resolvi me aventurar novamente nos queijos vegetais.

Níveis de antibióticos e ftalatos no organismo caem a pique depois de 5 dias de alimentação vegetariana

Fazer uma alimentação vegetariana durante apenas 5 dias reduz o nível de químicos tóxicos no organismo humano. Após 5 dias com esta alimentação, concretamente os níveis dos químicos que afectam a actividade hormonal e os níveis dos antibióticos utilizados no gado apresentavam-se mais baixos.
O estudo-piloto sugere que é possível reduzir a exposição a químicos potencialmente perigosos através de escolhas alimentares, tais como limitar o consumo de produtos de origem animal como carnes e lacticínios.

O que eles fizeram?
Vinte e cinco participantes viveram em um templo budista e adoptaram o estilo de vida dos monges - incluindo a sua tradicional dieta vegetariana - por cinco dias.

maio 11, 2010

USA: Escolas recebem prémio "Meatless Mondays"

Baltimore foi o único distrito a participar.


Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta) ama seus rankings, e eu não consigo resistir quando Baltimore acaba na lista. Desta vez,  peta2 , grupo de jovens dos direitos dos animais, diz que as escolas da cidade de Baltimore tem-friendly cafeteria nação mais vegetariano.
O sistema escolar Meatless Monday parece ter colocado Baltimore à frente de quatro outros distritos escolares na Geórgia, Virgínia e na Califórnia, na categoria escola pública.
Burgers para os vencedores. Brincadeirinha. As escolas receberão um certificado emoldurado e um cartão de agradecimento assinada por peta2
Baltimore foi o único distrito a participar em Meatless Monday, e oferece pratos como chili vegetariano, lasanha sem carne e nachos de feijão preto estilo Tex-Mex. Os juízes também observaram a parceria da cidade com os agricultores locais e distribuidores de alimentos que trazem frutas frescas, cultivadas localmente e legumes para os alunos.
"As escolas públicas de Baltimore permanecem como um modelo para os distritos escolares em todo o país quando se trata de educar os alunos sobre como suas escolhas de alimentos não afecta apenas a sua saúde, mas também o mundo à sua volta", disse o diretor da peta2 Dan Shannon em um comunicado. "Mais e mais jovens estão aprendendo que a melhor coisa que eles podem fazer para os animais, o planeta e para eles é serem Veganos".


Fonte

maio 10, 2010

CNN: "É segunda sem carne para alguns"



-
Matéria sobre a Segunda Sem Carne, publicada nesta segunda-feira (26.04), no site da CNN.

O site do canal americano de notícias CNN publicou nesta segunda-feira(26.04) uma matéria sobre a campanha mundial "Segunda Sem Carne". A notícia foi escrita por Sarah LeTrent e você pode ver logo abaixo a tradução feita pelo Vida Vegetariana.




É segunda sem carne para alguns

Se você se perguntar "onde está a carne?", pode ser uma segunda-feira.

Segunda Sem Carne é um movimento popular em crescimento em que carnívoros abdicam da cerne uma vez na semana, por questões de saúde e ambiental.

A campanha começou em 2003 como uma iniciativa de saúde pública, em associação com Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health e Johns Hopkins Center for a Livable Future em Baltimore, Maryland.

Mas por que sem carne e por que às segundas?

"Estudos sugerem que as chances de mantemos nossos hábitos quando iniciados às segundas-feiras é maior do que em outros dias da semana", segundo a campanha de saúde pública Healthy Monday.

Pesquisas afirmam que a iniciativa de deixar de comer carne ajuda a conservar a água, reduz as emissões de carbono e diminui a ingestão de gordura saturada.

"Certamente você não precisa comer carne para conseguir proteína. Carne é uma parte importante da sua dieta, mas você não precisa comê-la todos os dias", disse à CNN o diretor do projeto Healthy Monday [Segunda-feira Saudável], Ralph Logiscli.

Em 12 de abril, o restaurante do hospital Johns Hopkins passou a oferecer somente refeições vegetarianas às segundas-feiras.

Há algumas críticas.

Enquanto as escolas públicas de Baltimore adotaram a Segunda Sem Carne no ano passado como forma de reduzir gastos, o conservador Glenn Beck considera a medida como uma doutrina para as crianas e pensa que isso vai além das obrigações do governo.

"Americanos amam nossos bifes, amamos nossos hambúrgueres, minha última refeição será uma bife gigante, disse Beck.

O presidente do Instituto Americano da Carne, J. Patrick Boyle, escreveu que o movimento estava "privando as crianças e seus pais de determinar o que é apropriado para suas dietas, de acordo com suas preferências pessoais".

O conceito de Segunda Sem Carne não é novo. Durante a I Guerra Mundial, a Food Administration dos EUA fazia a "Segunda Sem Carne" e a "Quarta Sem Trigo". A medida visava salvar a produção de comida para que fosse enviada às tropas americanas.

O crescimento do número de pessoas que deixam de comer carne nos últimos anos é especulado como sendo culpa do "Efeito Oprah"[em menção a apresentadora Oprah Winfrey] e que conta com o aopoio de outras importantes celebridades.

O ativista alimentar e autor do livro "O dilema do onívoro", Michael Pollan", declarou no "The Oprah Winfrey Show" de abril de 2009 que ele participa desse fenômeno e encorajou os espectadores a fazerem o mesmo.

"A partir do momento em que puxamos a carne de lado e colocamos os vegetais no centro da nossa dieta, nós seremos muito mais saudáveis", disse.

A chef de cozinha e autora Katie Lee participa da Segunda Sem Carne, sempre sugerindo refeições livres de carne em seu Twitter (@katieleekitchen).

"Almoço delicioso de segunda sem carne em Sant Ambroeus... salada de rúcula comparmesão e mini espaguete arrabiata", ela escreveu em um Tweet recent. Já Gwyneth Paltrow envia uma newsletter em que compartilha receitas.

Em junho de 2009, até mesmo um Beatle entou na ação "tudo o que você precisa são os vegetais".

Paul McCartney e suas filhas, Stella e Mary, lançaram a Segunda Sem Carne no Reino Unido para alertar a todos os efeitos da produção e do consumo de carne para o aquecimento global.

"Ter um dia da semana livre de carne é uma grande mudança que qualquer um pode fazer", disse Paul, que é vegetariano.

"E isso não só ajuda no combate à poluição, como também melhora a saúde, o tratamento ético aos animais, contra a fome mundial e dá voz ao ativismo comunitário".

E não são só simples pessoas seguindo a dieta; cidades inteiras estão promovendo o novo hábito alimentar.

No dia 7 de abril, São Francisco se tornou oficialmente a primeira cidade a participar da Segunda Sem Carne nos Estados Unidos. A cidade aprovou uma resolução que obrigue os comércios a oferecerem opções vegetarianos ao menos às segundas.

maio 01, 2010

A dieta vegetariana e o seu lado “negro”


Dieta vegetariana
Apesar de promover alguns benefícios à saúde, pessoas que adotam uma dieta vegetariana podem estar mascarando transtornos alimentares. Essa conclusão foi obtida através de um estudo feito nos EUA com cerca de 2.516 jovens e adolescentes. A pesquisa mostrou que o dobro dos entrevistados vegetarianos confessou ter usado alguns métodos não-saudáveis para tentar emagrecer, isso em comparação com aqueles que não haviam adotado uma dieta sem carne. Cerca de 21% dos adolescentes que tentaram o vegetarianismo confirmaram ter usado remédios, laxantes ou diuréticos ou ter tentado provocar o vômito para emagrecer, enquanto 10% dos não-vegetarianos relataram ter recorridos a alguns desses métodos.
Para os jovens e adolescentes que vivem em briga com a balança, o vegetarianismo é vista como uma maneira de emagrecer e não uma forma saudável de alimentação. Segundo David Katz, da escola de Medicina da Universidade de Yale, esse é o lado negro do vegetarianismo.
Os vegetarianos que participaram da pesquisa eram mais propensos a desenvolver transtornos alimentares, apesar de que o vegetarianismo, e as outras dietas baseadas no consumo de plantas possam ser recomendados para essa faixa de idade. Quando os adolescentes optam por esse tipo de “dieta”, sozinhos, é importante ficar atento e descobrir os motivos, pois essa atitude pode ser mais um pedido de ajuda do que uma escolha de vida saudável.
Porém o estudou mostrou que, apesar de serem mais propensos a transtornos alimentares, os vegetarianos costumam ter menos sobrepeso do que seus colegas onívoros, além de pressão sanguínea mais regulada e taxa de colesterol baixa.
Os jovens e adolescentes vegetarianos possuem mais risco de desenvolver compulsões alimentares, enquanto os ex-vegetarianos podem aumentar de forma destrutiva o controle do peso. Os médicos e nutricionistas costumam grifar apenas o lado benéfico da dieta sem carnes, porém é necessário lembrar que ela pode trazer alguns riscos.

abril 30, 2010

Por que muitos profissionais de saúde têm preconceito contra o vegetarianismo? | ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais


Por Eric Slywitch
A falta de estudo e de atualização científica faz com que alguns profissionais de saúde não gostem da dieta vegetariana.
A formação acadêmica nas faculdades de nutrição e medicina deixa muito a desejar quando o assunto é vegetarianismo.
Muitos profissionais pensam que o vegetariano vive de salada. A maioria se sente perdido quando solicitado a montar um cardápio vegetariano.
O medo do desconhecido é natural para qualquer ser humano. Fica mais fácil dizer que é difícil ou nocivo ser vegetariano.
As alegações de que o vegetarianismo é uma dieta inadequada provêm de bases teóricas mal compreendidas a respeito de diversos nutrientes (ferro, proteína…), de estudos científicos mal desenhados ou mal interpretados e da falta de estudo de muitos profissionais de saúde.
Sobre as bases teóricas mal compreendidas:
Diversas teorias não se sustentam ao serem analisadas na prática. Dizer, por exemplo, que a proteína vegetal é inadequada para o organismo é uma teoria. A prática não demonstra isso. Estudos científicos (metanálise realizada em 2003) demonstram que não há diferença na assimilação da proteína em seres humanos quando ela provém de fonte animal ou vegetal.
O mesmo ocorre com o ferro. A ADA (American Dietetic Association), analisando os estudos bem desenhados, nos dá o parecer de que os vegetarianos não têm maior risco de apresentar deficiência de ferro quando comparados com não vegetarianos.
Sobre os estudos científicos:
Os estudos científicos antigos estavam preocupados em verificar se era possível a adequação nutricional com uma dieta vegetariana. Muitos profissionais ainda estão vivendo nesse passado. Atualmente não há dúvidas científicas quanto à adequação.
A comparação de artigos científicos que descrevem deficiências nutricionais em vegetarianos com artigos que demonstram o contrário mostra que a diferença está no planejamento da dieta e não na presença da carne.
Em 1997, a ADA (American Dietetic Association) revisou os trabalhos científicos bem desenhados sobre o vegetarianismo e se posicionou:
“O posicionamento da ADA (American Dietetic Association) é de que, quando planejada adequadamente, a dieta vegetariana é saudável, nutricionalmente adequada e resulta em benefícios à saúde e na prevenção e tratamento de certas doenças”.
Essa adequação é descrita para todos os estágios da vida (infância, idade adulta, senilidade, gestação e amamentação).
Em 2003, o parecer da ADA (American Dietetic Association) e nutricionistas do Canadá acrescenta a recomendação de que os profissionais de saúde têm o dever de incentivar e apoiar os indivíduos que expressam desejo de se tornarem vegetarianos.
Os estudos científicos atuais estão mais preocupados em demonstrar as implicações à saúde ao se adotar uma dieta vegetariana, visto que a adequação já está comprovada. Os benefícios são muitos .

Dr. Eric Slywitch é médico, coordenador do departamento científico da Sociedade Vegetariana Brasileira. Especialista em nutrologia (ABRAN) e nutrição enteral e parenteral (SBNPE). Pós graduado em nutrição clínica (GANEP). Especialista em nutrição vegetariana.

abril 10, 2010

Alimentação Vegetariana

Irina Maia – Bióloga e Vegetariana


A alimentação vegetariana tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos, apesar de continuar a ser minoritária entre nós. Aqui são apresentados argumentos de saúde, ambientais e económicos a favor do vegetarianismo, sendo a autora Bióloga e Vegetariana.

O vegetarianismo não é uma moda recente. Ao longo da história da humanidade houve pequenos grupos e povos inteiros, que por razões religiosas, económicas, culturais ou ambientais, seguiram uma dieta exclusivamente ou predominantemente vegetariana.
Moda recente é o destaque que os produtos de origem animal passaram a ter na nossa alimentação. Basta falarmos com os nossos pais e avós, para rapidamente percebermos que ainda há poucas décadas atrás, a carne e o peixe eram alimentos consumidos excepcionalmente em dias de festa e que o leite nem sequer fazia parte da sua dieta.
Uma vez que eram considerados “alimentos dos ricos”, assim que a melhoria nas condições de vida nos países desenvolvidos facilitou a acesso de mais pessoas a estes produtos, o seu consumo tornou-se generalizado e exagerado. Mas estes alimentos deveriam ter continuado a ser consumidos excepcionalmente, pois o seu consumo regular não é necessário à saúde e pelo contrário é causador de inúmeras doenças. 
Perante o cenário actual de uma população obesa e doente, assistimos agora a um esforço das autoridades médicas, de educação da população para que readquira hábitos mais saudáveis de alimentação, com redução dos produtos de origem animal e com predomínio de produtos de origem vegetal.
Muitas pessoas seguem esse conselho até ao fim, tornando-se vegetarianos e deixando pura e simplesmente de comer animais ou produtos derivados de animais.
Apesar da dieta vegetariana ser cada vez mais tema de capa de revista, a maior parte das pessoas ainda encara o vegetarianismo com desconfiança. Consideram esta dieta anti-natural e receiam que ao retirarem a carne do seu menu ficarão sub-nutridos.
Os milhões de vegetarianos que vivem e viveram ao longo da história da humanidade são a prova viva de que é possível viver só de plantas. Mas se dúvidas existiam sobre se essa vida seria saudável, inúmeros estudos científicos recentes demonstraram que não só os vegetarianos não são mais doentes, como em média são mais saudáveis e vivem mais tempo do que aqueles que comem produtos animais. 
A American Dietetic Association, publicou um artigo de revisão de todos os conhecimentos actuais sobre dieta vegetariana e concluiu que "dietas vegetarianas bem planeadas são saudáveis e nutricionalmente adequadas, sendo bastante benéficas na prevenção e tratamento de diversas doenças".
Mas como pode isso ser? Afinal de contas somos omnívoros!
É verdade, somos omnívoros. Mas o que significa isso exactamente?
Os nossos antepassados começaram por ser frugívoros (comiam apenas frutos), depois evoluíram para omnívoros, alargando a sua dieta a insectos e pequenos mamíferos e mais tarde tornaram-se pescadores e caçadores, passando a incluir no seu menu a carne de diversos animais. No entanto, durante a maior parte desse percurso evolutivo, os nossos antepassados basearam a sua dieta em plantas, sendo os produtos de origem animal um complemento da sua alimentação de onde retiravam calorias e proteínas extra.
Há quem atribua o desenvolvimento da nossa inteligência à ingestão de carne, mas foi o aumento progressivo dos cérebros dos nossos antepassados que criou a necessidade de ingestão de mais proteínas e gorduras, que a carne forneceu em abundância.
Milhões de anos depois, o ser humano inventou a agricultura e passou a produzir inúmeras variedades de cereais, leguminosas, oleaginosas, hortícolas e frutos, capazes de suprir as suas necessidades nutricionais e energéticas, de tal forma que hoje em dia, na maior parte do planeta, o ser humano já não precisa de comer carne para viver e ser saudável. 
Ao contrário do que comummente se pensa, ser omnívoro não implica que se tenha de comer de tudo para se sobreviver, mas sim que se pode sobreviver com um leque variado de opções alimentares. Um omnívoro consegue viver só de carne ou só de plantas, se apenas tiver disponível uma dessas opções para se alimentar. O facto de termos inventado a agricultura, dá uma nova dimensão ao facto de sermos omnívoros, pois oferece-nos a liberdade de escolha dos alimentos.
E porque é que devemos escolher comer plantas em vez de animais?
Se no passado todos os produtos de origem animal eram produzidos de modo tradicional e extensivo, com aproveitamento de solos e paisagens não-aptas para a agricultura, hoje em dia a grande maioria desses produtos são produzidos industrialmente, com enorme desperdício de recursos naturais e com graves consequências ambientais e sociais.
Além das questões dos direitos e do bem-estar dos animais, que cada vez mais devem ser debatidas e consideradas na forma como produzimos os nossos alimentos, as questões relativas ao impacto ambiental da produção animal devem levar-nos a questionar os nossos hábitos, principalmente se nos consideramos ecologistas e pretendemos reduzir a nossa pegada ecológica no planeta.
“É ecologista? Então porque ainda come carne?” É a questão provocadora que tem gerado acesos debates entre aqueles que se consideram ecologistas.
Há aqueles que, perante os dados que apontam a produção animal como um dos maiores problemas ecológicos dos nossos dias, se tornaram vegetarianos para reduzirem o seu impacto ambiental no planeta e há aqueles que, achando que a ingestão de produtos animais faz parte da nossa ecologia, não pretendem mudar os seus hábitos alimentares, embora concordem que a produção industrial destes produtos é anti-ecológica. 
Eis alguns dados perturbantes:
- Nos Estados Unidos, mais de metade de toda a água consumida é gasta na produção animal e outra estimativa aponta para que perto de 85% da água consumida no planeta seja gasta na produção animal. Para se produzir 1kg de batatas são necessários cerca de 50 litros de água e para se produzir 1 kg de trigo são necessários cerca de 42 litros, no entanto para se produzir 1kg de carne de vaca são necessários 43.000 litros de água!
- Os dejectos dos animais, que antes eram naturalmente integrados novamente nos solos, fertilizando-os, são agora produzidos em tamanha quantidade, que se tornaram um dos maiores problemas de poluição no mundo, contaminando de forma severa os solos e as águas.
- A criação de gado e a produção agrícola intensiva para alimentação desse gado, estão entre as principais causas de desertificação e de desflorestação do planeta.
Dois terços dos terrenos agrícolas são dedicados a pastagens e culturas para alimentar o gado. Estima-se que por cada quilo de carne que é produzido se percam 77 quilos de solo fértil e que 85% da erosão dos solos no mundo está associada a culturas destinadas à alimentação do gado e à produção de pastagens.
- Na actualidade, existe suficiente solo fértil, energia e água para alimentar mais do dobro da população humana existente. No entanto, entre as questões políticas e económicas que impedem milhões de pessoas de aceder aos alimentos produzidos, está também o facto de que metade dos cereais produzidos no mundo destina-se a alimentar animais para consumo em países desenvolvidos, em vez de servir de alimento aos seres humanos que passam fome em países sub-desenvolvidos.
- São necessários cerca de 7 kg de cereais e soja, para produzir 1 kg de carne nos Estados Unidos. Bastaria que os norte-americanos reduzissem o seu consumo de carne em 10%, para que mais 100.000.000 pessoas pudessem ser alimentadas com os cereais assim poupados. Foi demonstrado que se toda a população mundial fosse vegetariana, tudo aquilo que se dispende na produção animal poderia alimentar 10 biliões de pessoas, ou seja, mais do que a população humana que se prevê existir em 2050.
Devido à grande diversidade de ambientes que o ser humano ocupa, nem sempre este dispõe de terrenos férteis para agricultura ou de diversidade alimentar suficiente para poder alimentar-se exclusivamente de plantas e é preciso tomar isso em consideração, se se não quiser cair em fundamentalismos. Os animais herbívoros são capazes de transformar ervas, sem valor alimentar para o ser humano, em proteína e gordura de alto valor nutritivo e calórico e a sua importância na alimentação das pessoas que habitam regiões menos férteis e inaptas para a agricultura, não deve ser ignorada. No entanto, a produção industrial de animais para consumo, que nada tem que ver com o aproveitamento de recursos e muito pelo contrário é um desperdício de recursos, não deve de forma alguma ser colocada ao mesmo nível da produção extensiva e ao ar livre de produtos de origem animal. 
Poucas pessoas se podem gabar de apenas consumirem produtos animais de origem biológica e extensiva. A maioria das pessoas, principalmente as que vivem em ambiente urbano nos países mais desenvolvidos, mesmo que ocasionalmente optem por comprar estes produtos, não deixam de consumir maioritariamente os de origem industrial, apoiando assim activamente este sistema de produção animal, com todas as consequências que ele acarreta para os animais, para o ambiente e para a humanidade. Estas pessoas, que são milhões em todo o planeta, deveriam interrogar-se mais sobre as opções que tomam na hora de encher o prato e pensar em como o gesto simples de trocar o bife por feijão ou lentilhas pode ajudar a salvar o mundo.

Bibliografia:
"So You're an Environmentalist; Why Are You Still Eating Meat?", Jim Motavalli, E Magazine, January 3, 2002 (www.alternet.org/story/12162)
"Meat-eating environmentalist? How can that be?", Lisa Rogers, Toronto Vegetarian Association (www.veg.ca/lifelines/marapr/meat)
"Why environmentalists aren’t vegetarian", David Pye, VSUK Trustee, 35th World Vegetarian Congress (www.ivu.org/congress/2002/texts/david2.hmtl)
"A paleontological perspective on the evolution of human diet", Peter Ungar and Mark Teaford (www.cast.uark.edu/local/icaes/conferences/wburg/posters/pungar/satalk)
"Fruits of the Past", Colin Spencer (www.viva.org.uk/guides/fruitsofthepast)
"Our Food Our World – The Realities of an Animal-Based Diet", EarthSave Foundation, Santa Cruz, 1992
"Diet for a Small Planet", Frances Moore, Lappe Ballantine Books, 20th Annv Edition, 1985
"The Food Revolution: How Your Diet Can Help Save Your Life and Our World", John Robbins, Conari Press, 2001
"Diet for a New America: How Your Food Choices Affect Your Health, Happiness and the Future of Life on Earth", John Robbins, H.J. Kramer, Reprint edition, 1998

Fonte