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maio 14, 2010

Mistura saudável

A junção das muitas vertentes alimentares, do vegetarianismo ao slow food, dá origem a nova uma cozinha mais saudável sem agredir o planeta.



Marcelo BarrosoPães, cookies de chocolate, cucas e outras delícias ecológicasPães, cookies de chocolate, cucas e outras delícias ecológicas
Nunca foi tão fácil ter uma alimentação saudável como nos dias de hoje. O vegetarianismo, que passou a se popularizar a partir dos anos 60, serve de base hoje para diversas maneiras de reeducar o paladar. O que antes fazia parte de um estilo de vida tido como alternativo, exótico, distante do cotidiano, agora está difundido de várias formas. Do buffet de saladas do restaurante popular à loja de produtos orgânicos, as opções estão disponíveis para todos poderem degustar. Aos que desejam associar alimentação com saúde, o cardápio pode ser mais saboroso e variado do que se pensa. 

abril 30, 2010

Por que muitos profissionais de saúde têm preconceito contra o vegetarianismo? | ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais


Por Eric Slywitch
A falta de estudo e de atualização científica faz com que alguns profissionais de saúde não gostem da dieta vegetariana.
A formação acadêmica nas faculdades de nutrição e medicina deixa muito a desejar quando o assunto é vegetarianismo.
Muitos profissionais pensam que o vegetariano vive de salada. A maioria se sente perdido quando solicitado a montar um cardápio vegetariano.
O medo do desconhecido é natural para qualquer ser humano. Fica mais fácil dizer que é difícil ou nocivo ser vegetariano.
As alegações de que o vegetarianismo é uma dieta inadequada provêm de bases teóricas mal compreendidas a respeito de diversos nutrientes (ferro, proteína…), de estudos científicos mal desenhados ou mal interpretados e da falta de estudo de muitos profissionais de saúde.
Sobre as bases teóricas mal compreendidas:
Diversas teorias não se sustentam ao serem analisadas na prática. Dizer, por exemplo, que a proteína vegetal é inadequada para o organismo é uma teoria. A prática não demonstra isso. Estudos científicos (metanálise realizada em 2003) demonstram que não há diferença na assimilação da proteína em seres humanos quando ela provém de fonte animal ou vegetal.
O mesmo ocorre com o ferro. A ADA (American Dietetic Association), analisando os estudos bem desenhados, nos dá o parecer de que os vegetarianos não têm maior risco de apresentar deficiência de ferro quando comparados com não vegetarianos.
Sobre os estudos científicos:
Os estudos científicos antigos estavam preocupados em verificar se era possível a adequação nutricional com uma dieta vegetariana. Muitos profissionais ainda estão vivendo nesse passado. Atualmente não há dúvidas científicas quanto à adequação.
A comparação de artigos científicos que descrevem deficiências nutricionais em vegetarianos com artigos que demonstram o contrário mostra que a diferença está no planejamento da dieta e não na presença da carne.
Em 1997, a ADA (American Dietetic Association) revisou os trabalhos científicos bem desenhados sobre o vegetarianismo e se posicionou:
“O posicionamento da ADA (American Dietetic Association) é de que, quando planejada adequadamente, a dieta vegetariana é saudável, nutricionalmente adequada e resulta em benefícios à saúde e na prevenção e tratamento de certas doenças”.
Essa adequação é descrita para todos os estágios da vida (infância, idade adulta, senilidade, gestação e amamentação).
Em 2003, o parecer da ADA (American Dietetic Association) e nutricionistas do Canadá acrescenta a recomendação de que os profissionais de saúde têm o dever de incentivar e apoiar os indivíduos que expressam desejo de se tornarem vegetarianos.
Os estudos científicos atuais estão mais preocupados em demonstrar as implicações à saúde ao se adotar uma dieta vegetariana, visto que a adequação já está comprovada. Os benefícios são muitos .

Dr. Eric Slywitch é médico, coordenador do departamento científico da Sociedade Vegetariana Brasileira. Especialista em nutrologia (ABRAN) e nutrição enteral e parenteral (SBNPE). Pós graduado em nutrição clínica (GANEP). Especialista em nutrição vegetariana.

março 18, 2010

Vegetarianismo

Uma forma de estar na vida mais natural e uma preocupação com a saúde fazem com que algumas pessoas adiram a este tipo de alimentação

As férias proporcionam novas rotinas e também novos hábitos alimentares. Durante o Verão as pessoas tendem a aderir ao vegetarianismo


Menos gorduras, menos obesidade, menos ataques cardíacos, entre outros, são alguns dos motivos para iniciarem este tipo de dieta. Obviamente, quem pretende ser vegetariano, não o deve fazer de um momento para o outro. Há que saber onde ir buscar todas as vitaminas existentes na carne e no peixe e, compensar a falta desses alimentos. Por isso, aconselha-se a ida a um nutricionista ou naturista antes de se atrever a alterar os hábitos alimentares.


Antes de iniciar esta nova dieta saiba tudo acerca do vegetarianismo.

Vegetariano - Pessoa que não consome alimentos de origem animal nem derivados
Lacto-vegetariano - Vegetariano que inclui produtos lácteos na alimentação (leite, queijos, iogurtes).
Ovo-vegetariano - que consome ovos
Ovo-lacto-vegetariano - que também consome ovos e lácteos.

Ser vegetariano
Este tipo de alimentação tem sido motivo de enormes discussões e até hoje ainda não existe um consenso. Muitos nutricionistas não aconselham este tipo de alimentação, enquanto outros nada têm contra.
Na verdade, se não existirem problemas de saúde e se tiver mais de 18 anos de idade pode-se ser vegetariano sem problemas. Mas é necessário ter um profundo conhecimento sobre onde buscar os nutrientes necessários. A falta de vitaminas ou proteínas - existentes na carne e no peixe - podem provocar desequilíbrios fortes e graves para a saúde. Logo, há que saber onde buscar esses nutrientes no meio da comida vegetariana (existem lá todos!). É importante não esquecer que o processo deve ser gradual (de preferência com a ajuda de um especialista) e não repentino, para que o corpo se adapte, da melhor forma, à nova alimentação.

Grávida vegetariana
A grávida que tem este tipo de alimentação deve ter atenção ao ferro, cálcio, zinco, ácido fólico e à vitamina B12 para que o bebé não sofra qualquer tipo de carência. Assim, se a futura mãe já era vegetariana há muito tempo saberá, com certeza, onde buscar estes nutrientes. Se, pelo contrário, se iniciou neste tipo de alimentação à relativamente pouco tempo deverá incluir o peixe e a carne até, pelo menos, ao fim da amamentação. Deverá respeitar todas as refeições e beber muita água.

O vegetarianismo e as crianças
Se a criança nasce no seio de uma família vegetariana é normal que tenha uma alimentação vegetariana. A opinião de especialistas nesta área e dos pediatras é fundamental. À medida que a criança cresce pode sentir-se um pouco discriminada por “ser diferente” dos amigos da escola e colocar em causa esta forma de estar na vida. Há que respeitar as suas opiniões e não forçar nada, deixar a criança decidir o que pretende para si. Caso contrário, os pais correm o risco de verem a criança revoltada e infeliz. Se esta for obrigada, pode chegar a uma altura (maior de idade) em que poderá ganhar aversão à comida vegetariana e tornar-se um verdadeiro adepto, por exemplo, da ingestão da carne e do fastfood. De qualquer forma, em termos de saúde, a criança não corre riscos ao ser vegetariana se for devidamente acompanhada pelo seu pediatra e nutricionista.

A alimentação macrobiótica e vegetarianismo
A macrobiótica tem princípios base. O núcleo da alimentação consiste nos cereais integrais e vegetais. Depois existe outra consideração, mais metafísica, que é a questão do ying e do yang, que procura o equilíbrio entre forças complementares. Aqui não existe a obrigatoriedade de não comer peixe ou carne. Alguns vegetarianos passam a ser macrobióticos devido à sociedade e ao clima onde vivem. Por exemplo, no Pólo Norte é impossível não comer carne. O clima é demasiado frio sendo necessário uma quantidade enorme de gordura para se sobreviver. O macrobiótico adapta a alimentação (a mais certa) ao ambiente onde se encontra. Na macrobiótica, a forma como a comida é cozinhada é a pensar na energia inerente. Por exemplo, os macrobióticos dizem que se cozinhar comida devagar e em lume brando a sua ingestão vai transmitir calma. Ao contrário, uma comida cozinhada de forma energética e rápida produzirá energia e levantará o astral.


Alimentos essenciais numa dieta vegetariana
Farinhas, arroz, massas, pão, bolachas integrais, flocos de aveia, flocos de outros cerais integrais, gérmen de trigo, grãos de cereais e pipocas)
Vegetais e Fruta (alhos, cebola, vegetais da época, vegetais de folha verde, tomate enlatado, vegetais congelados, frutas secas e frutas da época)
Leguminosas secas, leguminosas enlatadas, tofu, tempeh)
Oleaginosas, sementes e manteiga (nozes e amêndoas, sementes, manteiga de gergelim e de amendoim)
Produtos derivados de soja (soja, seitan, salsichas de tofu ou soja e hambúrgueres de soja)
Equivalente dos lacticínios (leite de soja, iogurte de soja e sobremesas de soja)
Gorduras e óleos (azeite extra virgem, óleos não refinados de linhaça, soja e canola, pasta de soja, margarinas)
Temperos e sabores (shoyu, tamari, gomásio, sal pedra e marinho, açafrão, noz moscada, pimenta, cominhos, caril, mostarda em pó, manjericão, orégãos, salsa, coentros, canela, erva doce, baunilha e gengibre)
Bebidas (sumos de fruta e vegetais, chás de ervas e de folhas e bebidas feitas de cereais)
Outros produtos (algas secas, levedura de cerveja, xarope de milho, açúcar amarelo e farinha de alfarroba)

Benefícios do vegetarianismo
  • O organismo consegue um maior suporte de fibra
  • Menos hipóteses de contrair cancro de cólon
  • Maior número de vitaminas e sais minerais que contribuem para o melhor funcionamento do organismo
  • Como o consumo de gorduras saturadas é quase inexistente, menos riscos de sofrer de doenças do foro cardiovascular
  • Menos agressividade (a carne vermelha em excesso, transmite agressividade)
  • Baixo nível de colesterol
  • Menos hipóteses de contrair obesidade
  • Maior equilíbrio entre o corpo e a mente
Fonte

março 17, 2010

A falsa-crença de que precisamos de proteínas de origem animal


O tema proteína em alimentos de origem animal ou vegetal gera muita confusão.

Esse é um dos grandes mitos sobre o vegetarianismo.
Proteínas são compostas por aminoácidos.
Vamos deixar bem claro: não existe nenhum aminoácido necessário ao organismo humano que não seja encontrado nos alimentos do reino vegetal.

Dizer que o a proteína vegetal é incompleta também é um erro.

fevereiro 16, 2010

Muito mais que alface

 Não basta se dizer vegetariano, deixar de comer carne e se empanturrar de batatas fritas. 
É preciso saber substituir


Cuidar da alimentação dos filhos dá trabalho, os pais bem sabem. Quando a família é vegetariana, então, a atenção precisa ser redobrada. Não basta tirar a carne das refeições da família e se dizer adepto do vegetarianismo imaginando, assim, uma vida mais saudável. É necessário saber substitui-la corretamente para que as crianças não cresçam com carência de nutrientes e ter paciência para explicar inúmeras vezes para avós, tios e amigos os motivos da sua escolha.

O 'verdadeiro' vegetariano é aquele que não come nenhum tipo de carne, nem mesmo peixe. O mais comum, no entanto, é o ovolactovegetariano, que não come carne, mas consome ovos e laticínios (leite e derivados), e o semivegetariano, que eventualmente inclui peixe ou ave no cardápio. Os veganos são vegetarianos ao extremo: não ingerem nem usam produtos de origem animal, como gelatina ou couro, por exemplo. Qualquer uma dessas dietas pode ser seguida pelos pequenos, desde que os pais façam as substituições necessárias (veja exemplos no quadro). Afinal, a carne é, indiscutivelmente, o alimento proteico mais completo, pois tem aminoácidos essenciais em maiores proporções que a maioria dos vegetais. Quando bem planejada, de preferência com a orientação de um nutricionista, a alimentação vegetariana é adequada a todos os estágios da vida - da infância à gravidez. Estudos comparativos entre as crianças vegetarianas e as que comem carne, da Associação Dietética Americana e do grupo Nutricionistas do Canadá, mostram que ambos os grupos têm desenvolvimento semelhante. Mas acreditar que excluir apenas a carne da dieta vai tornar sua família mais saudável é um erro. Uma pessoa que não come carne, mas se alimenta à base de batata frita e refrigerante todos os dias, por exemplo, é uma forte candidata à carência nutricional e à obesidade. Não dá para eliminar um grupo alimentar inteiro, sem trocá-lo por opções variadas e de qualidade. 'Vegetarianos comem de tudo', afirma o nutricionista George Guimarães, diretor da NutriVeg, consultoria de nutrição vegetariana. Segundo ele, a combinação de tipos variados de alimentos - leguminosas, cereais, oleaginosas, tubérculos, frutas, verduras e legumes - garante uma boa nutrição. A longo prazo, o vegetarianismo estrito (que exclui qualquer tipo de derivados animais, como ovos e leite) pode causar deficiências nutricionais. A principal delas é a vitamina B12, encontrada somente em alimentos de origem animal. A reposição é obrigatória para grávidas, mulheres que amamentam e crianças. 'A B12 está relacionada ao desenvolvimento do sistema neurológico e sangüíneo, então é melhor não arriscar', afirma o médico nutrólogo Eric Slywitch, coordenador do Departamento de Medicina e Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB). Já os demais têm de fazer exames regularmente para acompanhar o nível da vitamina no organismo e, quando necessário, suplementá-la. Outro nutriente que merece atenção na dieta vegetariana é o ferro. Segundo a pediatra Roseli Sarni, presidente do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, a anemia ferropriva (falta de ferro) atinge 40% das crianças menores de 2 anos no Brasil. Como a carne vermelha é rica em ferro-heme (forma do mineral melhor absorvida pelo organismo), os vegetarianos têm de ficar atentos. Uma das formas de driblar o problema é aumentar o consumo de alimentos com vitamina C durante as refeições, pois a substância facilita a absorção do nutriente.

Obstáculos 
Há cinco anos a produtora de eventos Roberta Von Doelinger baniu a carne do cardápio por causa de seu amor pelos animais. Aos poucos, transmitiu o hábito para as filhas Jéssyca, de 14 anos, e Amanda, 11. A mais nova, Marina, de 3 anos, nunca experimentou carne. A opção de Roberta vez ou outra é questionada. 'Volta e meia familiares oferecem alimentos com carne para meus filhos e tenho de explicar tudo de novo', diz. Além de ficar atenta ao cardápio dos almoços em família, pais vegetarianos podem encontrar dificuldades fora de casa. Nem todos os restaurantes e hotéis, por exemplo, oferecem opções variadas de pratos sem carne e, na escola, devem avisar com antecedência que o filho não come carne. Apesar dos obstáculos, os benefícios da alimentação vegetariana podem compensar. Além do consumo menor de gordura saturada, aqueles que seguem uma alimentação balanceada tendem a ser mais magros. 'Provavelmente porque comem mais fibras, que prolongam a saciedade, e menos proteínas e gorduras, resultando em menos calorias', afirma a endocrinologista Ellen Paiva, do Centro Integrado de Terapia Nutricional (Citen). Bebês e crianças pequenas seguem a dieta dos pais sem questionar. Mas, por volta dos 7 anos, os filhos de vegetarianos podem manifestar a curiosidade de experimentar os alimentos 'diferentes'. Proibir as crianças de prová-los ou restringir sua vida social não é recomendável. Desde sempre, é importante deixar claro os motivos que levaram a família a seguir essa alimentação. Aos poucos, a criança irá entendê-los e, mais tarde, decidir se quer ou não adotá-la.


Onde encontrar: 
Proteína: 
Em cereais, leguminosas e frutas oleaginosas (nozes e amêndoas, após seu filho completar 1 ano)
Ferro: 
Em melado de cana, gergelim, grão-de-bico, feijões, açaí e frutas secas. Evite chá, principalmente o preto, durante as refeições, pois dificulta a absorção do mineral
Cálcio: 
Em couve e brócolis
Vitamina D: 
Durante a exposição ao sol por 20 minutos, três vezes por semana, nos horários permitidos. Assim, o corpo sintetiza a vitamina. Caso contrário, são necessários suplementos
Zinco: 
Em castanha-de-caju, leguminosas (feijão, grão, lentilhas,...) e soja
Omega 3:
Em linhaça, alimentos à base de soja e óleos vegetais 3
Vitamina B12: 
Em suplementos, se estiver grávida, amamentando ou tiver filhos veganos