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janeiro 20, 2012

Nutricionistas ensinam como forçar uma criança a comer animais



Embora não seja considerada uma tarefa fácil, encontrar crianças que não querem comer nennhum tipo de carne e outros alimentos de origem animal está cada vez mais comum. Mesmo crianças muito pequenas, sem conhecimento e maturidade suficientes para tomar decisões de forma consciente, rejeitam comer animais. Talvez seja a evolução natural da nossa espécie se mostrando.
Porém, um dos maiores obstáculos que surgem no caminho destes “pequenos veganos de fábrica”, é a falta de informação de grande parte dos médicos e nutricionistas. Presos a paradigmas da profissão, indicam às mães que mascarem os alimentos, se preciso, para não deixar de dar animais para que seus filhos comam. As mães, claro, entendem por decreto o que os profissionais dizem. Com razão, por medo. Foi exatamente o que aconteceu com a jornalista Rosana Jatobá, relembre  aqui o caso dela.
Neste artigo, do site “Bolsa de Mulher”, alguns profissionais insistem na velha e ultrapassada forma de garantir o ferro e outros minerais na alimentação das crianças: carne. “Ofereça pelo menos umas dez vezes para saber se realmente ela ainda não se acostumou ao gosto do bife. Você deve insistir: as tentativas são necessárias”, diz um trecho da matéria.
Um bom profissional deve se manter atualizado. Se o seu nutricionista manda seu filho comer carne, troque de nutricionista.


Fonte: Vista-se

Ser ou não ser vegetariano, eis a questão

Por Patrícia Padrão, nutricionista*
Uma parrilhada de Miguel Soares, cozinheiro do restaurante argentino El ultimo tango
Embora a expressão vegetarianismo seja relativamente recente, a rejeição de alguns ou todos os alimentos animais não é um fenómeno contemporâneo. Ao longo da história da Humanidade, vários grupos populacionais optaram por não comer carne, frequentemente em contextos de ideologias específicas, em particular por razões religiosas, o que se mantém actualmente.

As razões apontadas para se ser vegetariano incluem questões éticas e ecológicas, preocupações com a saúde, preferências sensoriais, razões filosóficas, económicas, influências familiares ou receios relacionados com a segurança alimentar. Desta forma, o padrão alimentar adoptado por cada vegetariano é influenciado pelos motivos pessoais inerentes à escolha de cada indivíduo, identificando-se assim uma variedade de gradientes de exclusão de produtos animais da alimentação.

Os padrões alimentares dos vegetarianos podem variar consideravelmente. Vão desde a exclusão de todos os alimentos de origem animal (padrão vegan), à inclusão de alguns destes alimentos, nomeadamente os produtos lácteos (padrão lacto-vegetariano) ou ainda os ovos (padrão ovo-lacto-vegetariano).

Para algumas pessoas, ser vegetariano pode associar-se a outras especificidades do padrão alimentar incluindo, por exemplo, a restrição de bebidas alcoólicas ou com cafeína ou produtos alimentares processados, por exemplo. Para além destas restrições alimentares, outras características relacionadas com o estilo de vida parecem associar-se ao vegetarianismo como, por exemplo, não fumar, praticar exercício físico regularmente, evitar usar medicamentos, rejeitar produtos testados em animais ou optar por terapias alternativas à medicina moderna. Este estilo de vida, frequentemente mais saudável, dificulta por vezes a identificação de eventuais diferenças no padrão de doenças entre vegetarianos e não vegetarianos, devidas especificamente ao estilo alimentar.

Não obstante, os padrões alimentares vegetarianos parecem oferecer vantagens para a saúde por tenderem a incluir pequenas quantidades de gordura saturada, colesterol, proteína animal e elevados teores de fibra, magnésio, folato, vitaminas C e E, carotenóides e fitoquímicos. Alguns vegans podem apresentar contudo, ingestão inferior à recomendada de vitamina B12, vitamina D, cálcio, ferro, zinco, iodo e, eventualmente riboflavina.

A alimentação vegetariana tem sido associada a uma redução de alguns factores de risco para doença cardiovascular, como perfil lipídico mais favorável, índice de massa corporal mais baixo e pressão arterial inferior. No entanto, alguns estudos sugerem que alguns vegetarianos (sobretudo os vegans) podem apresentar níveis plasmáticos aumentados de homocisteína, um factor de risco emergente para doença cardiovascular, provavelmente associado à menor ingestão de vitamina B12.

Uma ingestão elevada de alimentos vegetais tem sido relacionado com uma redução do risco de determinados cancros, embora não haja diferenças significativas na incidência de cancro e mortalidade, entre vegetarianos e não vegetarianos. Vários estudos apontam para um aumento de risco de cancro colo-rectal nos indivíduos com elevada ingestão de carne e baixa ingestão de fibra, não havendo contudo evidência consistente que mostre que o vegetarianismo, por si só, proteja contra o cancro colo-rectal.

Não devemos esquecer que, independentemente do grau de exclusão de alimentos animais da alimentação, os planos alimentares vegetarianos, para serem nutricionalmente adequados e saudáveis, devem ser devidamente estruturados.

*Nutricionista e professora
Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto
patriciapadrao@fcna.up.pt

Fonte

janeiro 17, 2012

Dieta vegetariana deve ser acompanhada, diz nutricionista

'É o especialista quem fará do vegetarianismo um estilo de vida saudável'.
Excesso de determinados tipos de alimentos pode levar à obesidade.


Tássia Lima
Do G1 Sorocaba e Jundia

O hábito de comer carne todos os dias ainda faz parte da vida da maioria da população. Mas, nos últimos anos, o crescimento do número de vegetarianos vem anunciando uma mudança no perfil do consumidor. Em uma pesquisa realizada pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), no final de 2010, 4% dos jovens das classes A, B e C, de São Paulo e do Rio de Janeiro, se declararam vegetarianos.
"Sinto que rejuvenesci meu organismo", diz Fernanda Teka, de 24 anos. Há um ano, ela faz parte do grupo dos ovolactovegetarianos, que não comem nenhum tipo de carne, vermelha ou branca, mas que consomem ovos, mel, leite e derivados, e conta que, em alguns dias, já sentiu as mudanças no corpo. "Parece pouco tempo, mas bastou uma semana para começar a perceber os benefícios, além do incrível sentimento de superação", afirma.
Mas, segundo a nutricionista Ana Carolina Morcelli, a pessoa que adere a uma dieta vegetariana pode ter deficiência de ferro e de vitamina B12 no organismo. "O problema maior são os veganos, que não comem nenhum tipo de alimento de origem animal", afirma. De acordo com a especialista, o ferro é responsável por dar mais energia ao corpo e manter a frequência cardíaca dentro do normal. Já a falta de vitamina B12, que participa da formação do sangue, pode causar anemia. Fernanda, porém, garante que tem uma alimentação balanceada: "Substituo a carne por proteína de soja, ovos, leite e derivados, folhas escuras, castanha-do-pará". E a nutricionista aprova. "O consumo de alimentos de origem animal já permite a absorção dos nutrientes necessários", explica.
Para quem pensa que adaptação é difícil, os vegetarianos garantem: não é. "Não senti falta da carne, foi tranquilo. Percebi melhora na digestão e não me sinto pesada após as refeições", diz Fernanda. Para André Tambucci, não foi diferente. Vegetariano há 12 anos, ele afirma que nunca gostou de carne. "Sempre tive nojo, não vejo como comida. Vejo como um ser em decomposição", conta.
O motivo é óbvio: a preservação da vida. André mudou a alimentação ainda adolescente, aos 15 anos, sem influência de parentes ou amigos: "Não acho justo a maneira como os animais são cultivados, sem ter chances de defesa. Depois, ainda são mortos com crueldade". Fernanda também afirma que sempre apreciou a dieta dos vegetarianos pelo respeito aos bichos e diz que brincava que um dia pararia de comer carne: "Sempre dizia que viraria vegetariana aos 30 anos, até que um amigo me perguntou por que não me tornava de uma vez. Foi assim que eu tomei a decisão".

Segundo eles, o maior desafio é comer fora de casa, principalmente em festas nas casas de outras pessoas. "Fim de ano é sempre assim: acabo comendo só arroz ou não comendo nada. O pior é quando tentam empurrar presunto ou peixe e dizem que não é carne", desabafa André. Para Fernanda, até mesmo os restaurantes precisam se atualizar: "A maior parte dos cardápios ainda conta com carne em quase todas as opções. Não entendo como problema, mas, em alguns casos, é bom comer em casa antes de sair".
A preocupação quanto a esse modo de vida, no entanto, é que a pessoa adote uma dieta com excesso de determinados tipos de alimentos e falta de outros, o que pode acabar causando uma desnutrição ou levando à obesidade. Segundo Ana Carolina, o acompanhamento de um especialista é fundamental para uma boa saúde. "É o nutricionista quem vai orientar sobre quais alimentos contêm os nutrientes necessários para o corpo e é ele quem fará com que o vegetarianismo seja um estilo de vida saudável, evitando os riscos que uma dieta muito restritiva pode causar ao organismo", explica.
Para quem quer experimentar a comida vegetariana, Fernanda deixa uma dica tradicional, mas que garante que é deliciosa. "Há uma porção de receitas boas, mas passarei uma vegana pra provar que comida sem carne é boa demais".


Hamburguer de soja caseiro

Ingredientes
-250 g de PVT (proteína vegetal texturizada) fina
-2 cebolas pequenas raladas
-3 dentes de alho ralados
-1 colher de café de curry
-1 colher de chá de açafrão
-5 colheres de sopa de orégano
-10 colheres de sopa de óleo
-22 colheres de sopa de farinha de trigo
-1 colher de chá de manjericão
-sal e pimenta do reino a gosto

Modo de fazer
Hidrate a PVT, deixando-a na água por meia hora. Depois, aperte-a para tirar o excesso de água. Adicione todos os ingredientes, com exceção da farinha de trigo. Mexa bem e, aos poucos, vá colocando a farinha.
Se a massa não estiver com liga suficiente, adicione mais farinha de trigo e forme os hambúrgueres. É possível assá-los em uma forma untada ou, em uma frigideira com um pouco de óleo. Também é possível congelá-los. Eles duram até seis meses. Rende 12 hambúrgueres.


Fonte


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abril 16, 2011

Famosa nutricionista vegana fala sobre o casal que teria deixado a filha morrer

Virginia Messina, famosa nutricionista vegana dos Estados Unidos, publicou uma mensagem para explicar -- do ponto de vista dos veganos -- o ocorrido com um casal de franceses. Os pais, que são veganos, foram acusados de alimentar a filha de 11 meses somente com leite materno.

O incidente ocorreu em 2008, mas só nesta semana o casal compareceu ao tribunal para iniciar o processo de investigação do caso. Até agora, eles estão sendo acusados de negligência e privação alimentar.


Traduzido por Vida Vegetariana


Virginia Messina

nutricionista vegana

Um casal está sob investigação na França por ter deixado sua filha de 11 meses morrer de desnutrição. Infelizmente, quando os pais são mal informados sobre alimentação infantil e cuidados médicos, seus filhos estão sob riscos, independentemente da dieta que a família segue. Neste caso, aconteceu deles serem veganos.

Nutricionistas pediátricos recomendam que todos os bebês comecem a comer alimentos sólidos junto com o leite materno a partir dos 6 meses de idade. A bebê que morreu era alimentada somente com leite materno e, por causa do peso dela, sua alimentação era muito baixa em calorias. Parece que a mãe dela também não estava consumindo vitamina B12 o suficiente. (A outra criança deste casal é bem alimentada e está em boa saúde).

A questão não é a escolha da dieta, mas sim a falta de entendimento sobre nutrição de crianças. Pais criam crianças veganas saudáveis e vibrantes, e a Associação Dietética Americana declara que a dieta vegana é apropriada em qualquer estágio da vida, incluindo a infância.

As recomendações para a alimentação das crianças em qualquer família -- veganas ou não -- são bem simples:

- bebê só precisam de leite materno (ou fórmula nutricional) nos 4 ou até 6 meses de vida;
 
- suplementação de vitamina D pode ser recomendada para bebês veganos ou onívoros;

- os primeiros alimentos sólidos, introduzidos por volta dos 6 meses, incluem purê de frutas e de vegetais;

- alguns bebês -- tanto veganos quanto onívoros -- precisam de suplementação de ferro aos 4 meses;

- bebês começam a ter uma alimentação com mais teor de proteína por volta dos 7 meses. Em famílias veganas, essa opção pode ser tofu amassado com purê de legumes.

A única consideração adicional aos bebês veganos é e relação a vitamina B12. Mulheres que estão amamentando precisam ficar atentas aos níveis de B12 para ter certeza de que estão alimentando o bebê com níveis adequados da vitamina. Quando os pais seguem essas simples diretrizes e monitoram o apetite e o crescimento das crianças, elas crescem vegetarianas saudáveis.

É uma tragédia quando um bebê morre porque seus pais foram mal informados sobre uma correta nutrição. Porém, se os pais sabem o básico da nutrição infantil, a dieta vegana é uma opção segura e saudável para bebês.

LEIA TAMBÉM 



maio 14, 2010

Mistura saudável

A junção das muitas vertentes alimentares, do vegetarianismo ao slow food, dá origem a nova uma cozinha mais saudável sem agredir o planeta.



Marcelo BarrosoPães, cookies de chocolate, cucas e outras delícias ecológicasPães, cookies de chocolate, cucas e outras delícias ecológicas
Nunca foi tão fácil ter uma alimentação saudável como nos dias de hoje. O vegetarianismo, que passou a se popularizar a partir dos anos 60, serve de base hoje para diversas maneiras de reeducar o paladar. O que antes fazia parte de um estilo de vida tido como alternativo, exótico, distante do cotidiano, agora está difundido de várias formas. Do buffet de saladas do restaurante popular à loja de produtos orgânicos, as opções estão disponíveis para todos poderem degustar. Aos que desejam associar alimentação com saúde, o cardápio pode ser mais saboroso e variado do que se pensa. 

maio 01, 2010

A dieta vegetariana e o seu lado “negro”


Dieta vegetariana
Apesar de promover alguns benefícios à saúde, pessoas que adotam uma dieta vegetariana podem estar mascarando transtornos alimentares. Essa conclusão foi obtida através de um estudo feito nos EUA com cerca de 2.516 jovens e adolescentes. A pesquisa mostrou que o dobro dos entrevistados vegetarianos confessou ter usado alguns métodos não-saudáveis para tentar emagrecer, isso em comparação com aqueles que não haviam adotado uma dieta sem carne. Cerca de 21% dos adolescentes que tentaram o vegetarianismo confirmaram ter usado remédios, laxantes ou diuréticos ou ter tentado provocar o vômito para emagrecer, enquanto 10% dos não-vegetarianos relataram ter recorridos a alguns desses métodos.
Para os jovens e adolescentes que vivem em briga com a balança, o vegetarianismo é vista como uma maneira de emagrecer e não uma forma saudável de alimentação. Segundo David Katz, da escola de Medicina da Universidade de Yale, esse é o lado negro do vegetarianismo.
Os vegetarianos que participaram da pesquisa eram mais propensos a desenvolver transtornos alimentares, apesar de que o vegetarianismo, e as outras dietas baseadas no consumo de plantas possam ser recomendados para essa faixa de idade. Quando os adolescentes optam por esse tipo de “dieta”, sozinhos, é importante ficar atento e descobrir os motivos, pois essa atitude pode ser mais um pedido de ajuda do que uma escolha de vida saudável.
Porém o estudou mostrou que, apesar de serem mais propensos a transtornos alimentares, os vegetarianos costumam ter menos sobrepeso do que seus colegas onívoros, além de pressão sanguínea mais regulada e taxa de colesterol baixa.
Os jovens e adolescentes vegetarianos possuem mais risco de desenvolver compulsões alimentares, enquanto os ex-vegetarianos podem aumentar de forma destrutiva o controle do peso. Os médicos e nutricionistas costumam grifar apenas o lado benéfico da dieta sem carnes, porém é necessário lembrar que ela pode trazer alguns riscos.

abril 30, 2010

Por que muitos profissionais de saúde têm preconceito contra o vegetarianismo? | ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais


Por Eric Slywitch
A falta de estudo e de atualização científica faz com que alguns profissionais de saúde não gostem da dieta vegetariana.
A formação acadêmica nas faculdades de nutrição e medicina deixa muito a desejar quando o assunto é vegetarianismo.
Muitos profissionais pensam que o vegetariano vive de salada. A maioria se sente perdido quando solicitado a montar um cardápio vegetariano.
O medo do desconhecido é natural para qualquer ser humano. Fica mais fácil dizer que é difícil ou nocivo ser vegetariano.
As alegações de que o vegetarianismo é uma dieta inadequada provêm de bases teóricas mal compreendidas a respeito de diversos nutrientes (ferro, proteína…), de estudos científicos mal desenhados ou mal interpretados e da falta de estudo de muitos profissionais de saúde.
Sobre as bases teóricas mal compreendidas:
Diversas teorias não se sustentam ao serem analisadas na prática. Dizer, por exemplo, que a proteína vegetal é inadequada para o organismo é uma teoria. A prática não demonstra isso. Estudos científicos (metanálise realizada em 2003) demonstram que não há diferença na assimilação da proteína em seres humanos quando ela provém de fonte animal ou vegetal.
O mesmo ocorre com o ferro. A ADA (American Dietetic Association), analisando os estudos bem desenhados, nos dá o parecer de que os vegetarianos não têm maior risco de apresentar deficiência de ferro quando comparados com não vegetarianos.
Sobre os estudos científicos:
Os estudos científicos antigos estavam preocupados em verificar se era possível a adequação nutricional com uma dieta vegetariana. Muitos profissionais ainda estão vivendo nesse passado. Atualmente não há dúvidas científicas quanto à adequação.
A comparação de artigos científicos que descrevem deficiências nutricionais em vegetarianos com artigos que demonstram o contrário mostra que a diferença está no planejamento da dieta e não na presença da carne.
Em 1997, a ADA (American Dietetic Association) revisou os trabalhos científicos bem desenhados sobre o vegetarianismo e se posicionou:
“O posicionamento da ADA (American Dietetic Association) é de que, quando planejada adequadamente, a dieta vegetariana é saudável, nutricionalmente adequada e resulta em benefícios à saúde e na prevenção e tratamento de certas doenças”.
Essa adequação é descrita para todos os estágios da vida (infância, idade adulta, senilidade, gestação e amamentação).
Em 2003, o parecer da ADA (American Dietetic Association) e nutricionistas do Canadá acrescenta a recomendação de que os profissionais de saúde têm o dever de incentivar e apoiar os indivíduos que expressam desejo de se tornarem vegetarianos.
Os estudos científicos atuais estão mais preocupados em demonstrar as implicações à saúde ao se adotar uma dieta vegetariana, visto que a adequação já está comprovada. Os benefícios são muitos .

Dr. Eric Slywitch é médico, coordenador do departamento científico da Sociedade Vegetariana Brasileira. Especialista em nutrologia (ABRAN) e nutrição enteral e parenteral (SBNPE). Pós graduado em nutrição clínica (GANEP). Especialista em nutrição vegetariana.

abril 27, 2010

Anvisa regulamenta categoria de alimentos para atletas

 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apresenta, nesta terça-feira (27), nova regulamentação de alimentos para atletas. De acordo com recomendação da Agência, apenas atletas que praticam exercício físico de alta intensidade, com o objetivo de participação em esporte com esforço muscular intenso, devem consumir esse tipo de alimento.
Já para suprir as necessidades nutricionais de quem pratica atividades físicas como forma de lazer, estética ou promoção da saúde, uma dieta  saudável e balanceada é  suficiente. Participam da entrevista coletiva a diretora da Anvisa, Maria Cecília Brito, e a gerente de Alimentos da Agência, Denise Resende.

A regulamentação de alimentos para atletas ficou em Consulta Pública por 90 dias e passou por duas reuniões técnicas de discussão sobre o tema.

FONTE: ANVISA

abril 16, 2010

Omega-3


Ômega-3 para vegetarianos

Tenho que confessar. Adoro falar de ômega-3. Claro! Este tipo de ácido graxo (gordura) reduz o risco de doenças cardiovasculares, inflamação, depressão e até de prematuridade em bebês. Há! O mesmo ainda é um nutriente importantíssimo para o cérebro. O mesmo é derivado do ácido alfa-linolênico, um tipo de ácido graxo que não produzimos e por isto precisa vir da dieta. As melhores fontes de ômega-3 são os peixes e os ovos enriquecidos. Porém veganos acabam dependendo de algas (cujo consumo na população é baixo ou mesmo inexistente) ou de alimentos com o ácido alfa-linolênico. Este é encontrado na linhaça, no óleo de canola, na soja e nas castanhas. A linhaça em grãos não é bem digerida e por isto o ideal é a moída ou o óleo. Porém, aqui vai uma dica: é importante evitar as gorduras trans, presentes em alimentos industrializados (como sorvetes, biscoitos, bolos, margarinas) pois estas interferem na conversão do ácido linolênico em ômega-3. Substitua também o óleo de milho e girassol por canola ou óleo de oliva. Os primeiros possuem mais ácido linoléico que acaba interferindo na produção de ômega-3. Mulheres gestantes e lactantes vegetarianas, pessoas com maior risco para doenças cardiovasculares e diabéticos são os grupos cuja suplementação é mais benéfica. Converse com seu nutricionista!


Nem todo ômega-3 é igual...

Alimentos com ômega-3 realmente nos protegem contra as doenças cardiovasculares? Como tudo em nutrição: depende! Ácidos graxos ômega-3 são lipídios (ou gorduras) com duplas ligações em sua estrutura. Ãlguns tem uma capacidade protetora mas é importante saber que nem todo ômega-3 é igual.

Os tipos de ômega-3 são: DHA (ácido docosaexaenóico), EPA (ácido eicosapentaenóico) e ALA (ácido alfalinolênico). DHA e EPA são encontrados em óleos de peixe e protegem nosso coração. Porém, novas pesquisas vem mostrando que ALA, um tipo de ômega-3 encontrado na linhaça, soja e óleo de canola não parece prevenir contra as doenças cardiovasculares.

Ou seja, quando vemos uma indústria anunciando que seu produto (leite, cereal, creme vegetal, pão, dentre outros) é uma fonte de ômega-3 precisamos observar que tipo de óleo foi utilizado na preparação do mesmo. Os óleos vegetais são mais baratos mais não tem a mesma função dos óleos de peixe.

Precisamos consumir cerca de 500 mg de DHA e EPA diariamente. Por isto a indicação é de consumo de peixes pelo menos 2 vezes por semana. Mesmo um sanduíche de atum ou sardinha já pode ajudar. Para aqueles que não conseguem ingerir esta quantidade de peixe a associação americana do coração indica o consumo de cápsulas de óleo de peixe de 1 grama diariamente. Porém, atenção! Os óleos poliinsaturados (como o ômega-3) são peroxidados (deteriorados) facilmente na deficiência de dietas pobres em antioxidantes. Lipídios que sofreram peroxidação além de não exercerem seus efeitos benéficos podem ainda romper e destruir membranas celulares importantes em nosso organismo. Daí a importância de uma dieta saudável, pois sem as vitaminas e minerais presentes principalmente em frutas e hortaliças.

E a linhaça? Devo deixar de consumí-las? Não! Os grãos de linhaça são ótimas fontes de fibra e a linhaça torrada e moída uma fonte de ômega-3 do tipo ALA. Este ácido graxo pode ser transformado em EPA, aquele que nos protege contra as doenças do coração. Porém, para que isto aconteça precisamos da ação de uma enzima, a delta-6-desaturase, que, em alguns indivíduos é menos disponível ou ativa e, para otimizá-la pode ser necessária a suplementação de coenzima Q-10. Além disso, a delta 6-desturase é inibida no diabetes e com o consumo de gorduras saturadas e álcool. Além disto, vegetarianos tem uma maior dificuldade de produzí-la.

Além disso, como cada organismo responde diferentemente à dieta e como a suplementação deve ocorrer de forma estudada e por períodos de tempo definidos, procure um nutricionista funcional. Este será capaz de avaliar a real necessidade de ômega-3, antioxidantes, Q-10 ou outros alimentos ou nutrientes.

abril 15, 2010

IMPORTANTE: Debate ao vivo na Tv Cultura nesta segunda



Nessa segunda-feira, 19 de abril de 2010, às 19h, o presidente do VEDDAS, nutricionista George Guimarães, participará de um debate ao vivo no programa Login da TV Cultura, do qual participará também a nutricionista do Serviço de Informação da Carne: SIC.
O site do programa, que tem reprise no mesmo dia às 2 da manhã, é http://tvcultura.com.br/login
Os internautas sao convidados a interagir com o programa através dos canais disponíveis no site. O programa vai ao ar pela TV aberta para todo o país.
Vista-se

LINHAÇA

    

Dica de Economia e de Fonte de Vitaminas!


QUER AJUDAR OS ANIMAIS? ENTÃO EVITE O DESPERDÍCIO.

procure o cálcio que existe em abundância superior ao encontrado no leite de vaca, em folhas de verduras verde escuras como a couve, o brócolis e folhas diversas, como poderás ver no texto a seguir:
Lembre-se que o excesso de proteína animal causa perda de cálcio, então não adianta se entupir de leite. Outra hora publico matéria sobre isso.

Cerca de 60% dos alimentos vão para o lixo


Cerca de 60% dos alimentos adquiridos para serem consumidos em casa vão para o lixo. Números como esses colocam o Brasil dentre os países campeões do desperdício. O quadro se agrava ainda mais quando pesquisas do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revelam a existência de 32 milhões de brasileiros miseráveis e famintos.
O desperdício doméstico está ligado, principalmente, à falta de costume das pessoas em planejar a alimentação. Além de comprar uma quantidade maior do que a necessária para o consumo, muitos ainda deixam de aproveitar os alimentos integralmente.
Seja consciente e procure reaproveitar a comida que habitualmente costuma descartar.
Mais um texto excelente, com óptimas dicas, da Ellen - Desobediência Vegana
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abril 12, 2010

Chocolate ou maçã?


Semana de Combate e Prevenção à Obesidade Infantil traz cardápio diferenciado nas escolas municipais





Nada de salgadinhos, doces e refrigerantes na merenda escolar. A opção pelo melhor alimento é sempre a resposta correta  quando o assunto é alimentação  saudável, sobretudo para as crianças.
Um estudo da Organização Mundial de Saúde aponta que uma em cada seis crianças de até 10 anos está com peso  20% acima do ideal. Por isso, a alimentação correta é lição que integra as  atividades diárias das escolas,  reforçada durante a Semana Municipal de Combate e Prevenção à Obesidade Infantil.
Até sexta-feira, as unidades de ensino ganham cardápio diferenciado e atividades que envolvem toda a comunidade escolar.

Quarta-feira, dia de referência para as comemorações da Semana, os alunos dos CEIs (Centros de Educação Infantil)  recebem  lanche natural de atum, cenoura ralada e alface, com um toque de requeijão. Para acompanhar,  suco natural de maracujá.
Já às crianças que frequentam a escola em período integral, almoçam arroz, feijão, frango assado e couve refogada. Salada de alface americana e banana também integram o  cardápio.
“A Semana é um reforço do  trabalho que fazemos durante todo o ano”, explica a técnica em nutrição Enilce de Fátima Lídeo, supervisora da alimentação escolar da Prefeitura de Sorocaba.

Ensinar as crianças a optar pelo alimento mais saudável, lembra, também depende dos pais que devem insistir na  oferta de frutas, legumes e verduras.
Na Escola Ary de Oliveira, no bairro Novo Cajuru, a diretora Mara Souza Branco e a nutricionista Gisele Calefe contam que é necessário reforçar a porção de salada, a grande preferência de alunos como Mateus de Oliveira, 6 anos.  
“Gosto muito de pepino e tomate”, revela, lembrando que seu nome começa com M de maçã. Além da salada, ele e o amigo Tiago Paes, 7, se deliciam com o arroz com frango servido durante a merenda escolar.

O que eu acho:
 As crianças precisam ser educadas da boca para dentro!!!
 Podiam promover também o Vegetarianismo, mais saúde e mais consciência em relação aos animais.

março 29, 2010

Metabolismo


Descubra qual é o seu tipo de metabolismo


O metabolismo de uma pessoa é diferente do de outra. Então, descobrir qual é o seu tipo é o primeiro passo para acertar na dieta mais adequada para você. As pesquisas mais recentes acreditam que esta seja a resposta do por quê uma determinada dieta funciona muito bem para outra pessoa, mas não te emagrece um grama. Ou você se sente fraco, cansado e ainda com fome após ter acabado de fazer sua refeição e aquela pessoa se sente super satisfeita. O importante então é que se descubra seu tipo de metabolismo, para que, a partir daí, você consiga montar sua rotina alimentar e emagrecer. Melhor ainda, consiga manter o peso conquistado.
Quando a gente descobre a que horas do dia se sente mais disposto, mais ativo, mais produtivo, assim como mais preguiçoso, mais cansado, etc, fica mais fácil conseguir distribuir os afazeres diários em cada um desses horários, ou seja, quando você estiver mais produtivo, aproveite para trabalhar; mais disposto, pode ser a hora de fazer um exercício físico ou se dedicar a algum trabalho que merece uma atenção mais especial, e por aí vai. O mesmo acontece com sua alimentação. Os horários têm que ser feitos por você, de acordo com o que seu organismo está pedindo. Tem pessoas que tem o metabolismo super acelerado e conseguem emagrecer com a maior facilidade, além de poderem comer o que quiserem que não engordam, enquanto outras, com o metabolismo muito lento, demoram muito para perderem cem gramas, mesmo seguindo todas as orientações adequadas.
Portanto, observe-se mais. Anote, se for preciso em um bloco sua pré-disposição para fazer isso ou aquilo, neste e naquele momento e descreva exatamente isso para um nutricionista de sua preferência, que seguindo por este caminho, será muito mais fácil ele poder te ajudar.

março 20, 2010

10 dicas para uma dieta vegetariana

vegetal_tmb.jpgTodo mundo sabe que uma boa dieta vegetariana pode conter todos os nutrientes necessários para se viver saudavelmente. A chave para isso é a variedade de comidas e a quantidade correta de alimentos que você deve ingerir para suprir suas necessidades calóricas. Há diversos livros que podem lhe ajudar a montar uma dieta vegetariana. Mas o ideal é sempre consultar um profissional de nutrição que possa auxiliá-lo a montar um cardápio de acordo com sua idade e necessidades específicas. E lembre-se: entre os nutrientes necessários para um equilíbrio alimentar quando se opta pelo vegetarianismo estão as quantidades certas de proteína, ferro, cálcio, zinco e vitamina B12.