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março 17, 2012

Consumir carne vermelha aumenta risco de morte, afirma novo estudo de Harvard

Consumir carne vermelha aumenta risco de morte, afirma novo estudo de Harvard

Sinal vermelho para a carne 
Red meat raises red flags

Mais uma vez a universidade de Harvard, nos EUA, uma das mais respeitadas do mundo, divulga um estudo condenando a ingestão de carne. O trabalho, que companhou mais de 120 mil pessoas durante quase 30 anos, concluiu que o consumo diário de carne vermelha aumenta o risco de morte prematura em até 20%. Foram analisadas informações de 37.698 homens e 83.644 mulheres durante 22 anos e 28 anos, respectivamente. Os participantes foram entrevistados sobre seus hábitos alimentares a cada quatro anos.

Doenças cardíacas, diabetes e câncer

As doenças mais comuns constatadas entre as pessoas que comeram carne regularmente durante o estudo foram as relacionadas ao coração, a diabetes do tipo 2 e também ao câncer. 23.926 pessoas morreram durante o estudo. Destas, 5.910 de doenças cardiovasculares e 9.464 de algum tipo de câncer.

Ferro heme (presente na carne) e doenças crônicas

O ferro da carne, tão enaltecido pela mídia e pelos produtores de carne, foi apontado como um dos ingredientes contidos na carne que causam doenças crônicas como as cardíacas e o câncer.
“A carne vermelha, carne processada especialmente, contém ingredientes que têm sido associadas ao aumento do risco de doenças crônicas, como doenças cardiovasculares e câncer. Estes incluem o ferro heme, a gordura saturada, sódio, nitritos, e certos agentes cancerígenos que são formados durante o cozimento.” – Diz um trecho do documento.

Foi apontada a carne processada (linguiça, mortadela, salame, salsicha, patê, etc.) como grande vilã, mas outros tipos de carne considerados mais saudáveis como aves e peixes não se mostraram tão eficientes como os vegetais na busca de uma vida com mais saúde.
 
Substituindo a carne

Os cientistas de Harvard concluíram que a forma mais eficaz de substituir a carne no cardápio, com o intuito de evitar as doenças geradas por ela, é utilizar nozes. Substituir a carne vermelha por nozes provou que o risco de mortalidade cairia em 19%.

Redução da carne e economia com gastos de saúde pública

Incentivar a população a reduzir ou a deixar o consumo de carne traria uma economia de bilhões de dólares em saúde pública, segundo especialista.”Mais de 75% dos US$ 2,6 bilhões gastos anualmente com saúde nos Estados Unidos são por motivos de doença crônica”, disse Dean Ornish, médico e nutricionista da Universidade da Califórnia, em San Francisco. “Consumir menos carne vermelha pode ajudar a reduzir a mortalidade devido a essas doenças e reduzindo, assim, os custos com saúde”, complementa.

Ouça a notícia na CBN aqui.

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Red meat raises red flags


Study: Red Meat Increases Risk of Premature Death



Red Meat Consumption Linked to Increased Risk of Total, Cardiovascular, and Cancer Mortality


janeiro 20, 2012

Nutricionistas ensinam como forçar uma criança a comer animais



Embora não seja considerada uma tarefa fácil, encontrar crianças que não querem comer nennhum tipo de carne e outros alimentos de origem animal está cada vez mais comum. Mesmo crianças muito pequenas, sem conhecimento e maturidade suficientes para tomar decisões de forma consciente, rejeitam comer animais. Talvez seja a evolução natural da nossa espécie se mostrando.
Porém, um dos maiores obstáculos que surgem no caminho destes “pequenos veganos de fábrica”, é a falta de informação de grande parte dos médicos e nutricionistas. Presos a paradigmas da profissão, indicam às mães que mascarem os alimentos, se preciso, para não deixar de dar animais para que seus filhos comam. As mães, claro, entendem por decreto o que os profissionais dizem. Com razão, por medo. Foi exatamente o que aconteceu com a jornalista Rosana Jatobá, relembre  aqui o caso dela.
Neste artigo, do site “Bolsa de Mulher”, alguns profissionais insistem na velha e ultrapassada forma de garantir o ferro e outros minerais na alimentação das crianças: carne. “Ofereça pelo menos umas dez vezes para saber se realmente ela ainda não se acostumou ao gosto do bife. Você deve insistir: as tentativas são necessárias”, diz um trecho da matéria.
Um bom profissional deve se manter atualizado. Se o seu nutricionista manda seu filho comer carne, troque de nutricionista.


Fonte: Vista-se

dezembro 18, 2011

Hominídeos vegetarianos

Desenvolvimento dos primeiros primatas

Há cerca de 60 milhões de anos desenvolveram‑se os primeiros primatas*, mamíferos dos quais todos descendemos, e com eles partilhamos muitas das capacidades que hoje possuímos. A evolução da garra para a mão foi muito importante do ponto de vista da capacidade de utilização de objectos como ferramentas (nomeadamente pedras e paus), ao mesmo tempo que a localização dos olhos nas zonas laterais do rosto ia sendo gradualmente substituída pela zona frontal, o que possibilitou que a nossa visão se tornasse estereoscópica, ou seja, que passássemos a ver em relevo as imagens planas. A sobreposição dos campos visuais daí resultante deu origem à visão em profundidade, vital para a identificação de predadores à distância.

A flexibilidade e a adaptação às condições em constante mutação são duas das condições para que uma espécie sobreviva, seja bem‑sucedida e saiba aproveitar as vantagens do inesperado. Todos os seres vivos que dependam de um habitat específico para sobreviverem estão condenados à extinção se esse habitat for destruído. A chave do sucesso não está só na flexibilidade mas também na inconstância, a arte de confundir os predadores. O lémur, um dos nossos primeiros antecessores primatas cujo habitat tem permanecido quase inalterado desde há 60 milhões de anos, permanecia nas árvores a maior parte do tempo e a sua dieta consistia em folhas, frutos secos de casca dura, bagas, frutas e caules comestíveis.
Vinte milhões de anos depois dos os lémures, chegaram os antropóides, primatas mais evoluídos que incluem os macacos, os símios e os humanos— outro grupo de vegetarianos. Há 5 a 25 milhões de anos atrás este grupo diversificava e colonizava África, a Eurásia e as Américas tropicais usando as pontes naturais entre continentes que existiam na época. Certamente percorreram grandes distâncias, de climas frios a moderados e quentes e pensa‑se que os climas nórdicos mais frios ajudaram ao desenvolvimento dos antropóides, levando‑os a consumirem mais cascas de árvores, câmbio vascular (mucilagem que cresce no interior da casca das árvores rica em proteínas e hidratos de carbono) e folhas de plantas perenes. Eram todos vegetarianos, mas a dieta começava a ser mais sortida com a crescente variedade de alimentos e sabemos que diversidade em abundância significa mais inteligência.
Há cerca de 18 milhões de anos surgiram os hominídeos**, símios sem cauda e com cérebros e corpos maiores do que os dos macacos que se desenvolveram em África; do grupo fazia parte um símio denominado Proconsul, por vezes chamado “o papá de todos nós”. Pensa‑se que partilhamos este antecessor com o gorila, outro famoso vegetariano e estudos de ADN demonstram a nossa relação próxima com o gorila e o chimpanzé e que descendemos de um antecessor comum com cerca de 5 a 6 milhões de anos. Através do estudo de maxilares fossilizados, sabemos que estes primatas eram herbívoros e que se alimentavam de frutos secos de casca dura, bagas, fruta e câmbio vascular (conhecido hoje em dia como olmo e consumido por alguns de nós como suplemento alimentar na convalescença). Com pequenas idas ao solo, conseguir‑se‑iam ainda facilmente sementes, caules, bolbos, raízes e até líquenes em pedras húmidas e algas dos lagos, uma mistura é vital para o desenvolvimento do sistema nervoso.
Alguns críticos defendem que os nossos antecessores primatas não seriam completamente herbívoros pois comeriam insectos e até caçariam mamíferos bebés ou pequenos macacos, tal como hoje fazem em liberdade. Talvez fosse verdade, mas a quantidade não foi suficiente para provocar mudanças na dentição: os dentes caninos são pequenos e os molares apresentam uma superfície ampla de moagem com uma camada espessa de esmalte, o que faz dos seus maxilares um poderoso instrumento de esmagar, moer e mastigar, destinado a lidar com vegetação. O seu gosto por insectos não os levou a experimentar outras pequenas criaturas, tais como sapos e lagartos.
Quanto à caça ao pequeno macaco colobo*** ou a crias de javali, tal como se vê em documentários de David Attenborough, esta pesquisa iniciou‑se com Jane Goodall: o seu grupo de chimpanzés foi observado durante um período de tempo que permitiu aferir dos números exactos de quantidade de carne consumida e de animais mortos. Num período de 10 anos, os cerca de 50 chimpanzés mataram e comeram cerca de 95 mamíferos pequenos: crias de javali, de gazela‑pintada (também denominado antílope‑pongo ou golungo) e de babuínos com pesos de cerca de 4,5 kg cada, o que dá uma média diária de 2,4 gramas— o peso aproximado de uma ervilha— por indivíduo. Além disso, as pequenas vítimas foram encontradas acidentalmente sem haver planos para caçar nem matar.
De todos os primatas vivos, os humanos são os únicos que comem animais de grande porte, sendo quase todos os restantes herbívoros. A nossa origem está nesta mistura genética de grandes grupos de criaturas pacíficas e amigáveis que subsistem alimentando‑se de ervas, folhas, frutos secos de casca dura, bagas, raízes e frutas. Não há dúvida que o nosso metabolismo construído ao longo de vários milhões de anos se sustém melhor por uma dieta vegana e só depois vegetariana, por esta ordem.
Há 3 milhões e meio de anos surgiu o Australopithecus Afarensis, apelidado Lucy. Era de estatura pequena, deambulava pela planície africana e pela floresta, vivia perto da água e era também herbívoro. Existiam vários tipos de Australopithecus, incluindo o Robustos, estigmatizado como assassino e como fonte dos nossos instintos agressivos, mas na realidade também ele era vegetariano, usando apenas ossos de mamíferos para desenterrar raízes e bolbos; a descoberta destes ossos ao lado dos do próprio primata, levou os antropólogos a pensar que tinham encontrado o primeiro caçador: enganaram‑se por um milhão de anos.


Quando começaram os nossos antepassados a comer carne?
Quando se iniciou o consumo de carne? Podemos datar a caça a partir de ferramentas usadas para matar, mas antes delas já existiam algumas muito básicas para cortar, raspar e cavar que foram encontradas junto dos restos mortais do Homo Habilis, que viveu há cerca de 1 milhão e meio a 2 milhões de anos atrás. Os antropólogos consideram provável que o Homo Habilis obtivesse a sua carne através da caça a felinos, mas tal como muito do que se diz acerca da evolução dos humanos, é apenas especulação.

A caça começou há cerca de um milhão e meio de anos com a chegada do Homo Erectus que viveu até há 200 mil anos. Os antropólogos de carnívoros dizem‑­nos isto como se a partir daí o Homo Erectus apenas comesse carne crua e mais nada e foi até sugerido que o desenvolvimento do nosso cérebro só teria começado com o consumo de carnes vermelhas. Se houvesse correlação entre o consumo de carnes vermelhas e o crescimento de células cerebrais, então os felinos teriam os maiores cérebros e seriam hoje a espécie dominante. Há outras razões para o aumento do volume cerebral.
Matar animais selvagens não é uma tarefa fácil e se os primeiros humanos dependessem apenas de carne, passariam fome a maior parte do tempo; por isso a maior parte da dieta consistia no que sempre tinha consistido: plantas silvestres frescas e uma porção, sem dúvida, seca e armazenada. Desta experiência deve ter nascido um grande conhecimento enciclopédico transmitido de geração em geração: as mulheres e crianças eram quem procurava e juntava ervas, flores e sementes, reconhecendo os seus efeitos no corpo humano. Hoje em dia, as tribos ameríndias das bacias do Amazonas e Orinoco têm um profundo conhecimento das propriedades das plantas da floresta tropical e os botânicos aprendem muito com elas. Esta armazenagem de grandes quantidades de informação na nossa Pré-História exigiria uma vasta inteligência.
Para que as células cerebrais cresçam, é necessário um equilíbrio entre dois grupos de ácidos gordos neurológicos: ómega 3 e ómega 6, sendo esta a combinação equilibrada que promove o crescimento do córtex cerebral, o lobo frontal onde está localizado o intelecto e o raciocínio. Os ácidos gordos ómega 6 encontram-se em arbustos, árvores e ervas e ainda hoje em África existem mais de 200 plantas silvestres com sementes e frutos secos ricos naqueles ácidos; por sua vez, o ómega 3 está presente nas folhas e noutras partes verdes das plantas, bem como no fitoplâncton e nas algas.
Convém dizer que também a carne contém ácidos gordos ómega 6 mas as células cerebrais não podem ser estimuladas sem uma quantidade igual de ómega 3, razão pela qual os carnívoros não podem ter uma inteligência superior através do consumo de grandes quantidades de apenas carne. De igual forma, a flora e a fauna aquáticas são ricas em ómegas 3, pelo que a fonte mais rica de nutrientes para os primeiros hominídeos e humanos teria estado em terra e em estuários fluviais. O desenvolvimento cerebral terá ocorrido não com o consumo de peixe nem carne, mas simplesmente através do consumo de uma grande variedade de alimentos vegetais. Nas zonas costeiras, de certeza que a dieta incluía plantas do mar.
Portanto, o consumo de carne teve início somente há cerca de um milhão e meio de anos, o que comparado com uma pessoa de 80 anos, significa que só nos últimos 15 consumiu carne; ou seja, durante 65 anos fomos vegetarianos. Isto tem implicações importantes na nossa saúde pois as investigações já demonstraram que uma dieta herbívora é de longe a mais saudável de todas e talvez uma que inclua apenas vegetais e frutas da época crus (crudivorismo) seja a mais bem conseguida de todas por ser tão semelhante à dieta da nossa evolução. Não se trata de negar que os seres humanos se tornaram omnívoros, pois só através da adaptação a diferentes fontes alimentares puderam colonizar o mundo, mas a verdade é que se comia muito pouca carne em comparação com o consumo actual. A caça tomou proporções maiores quando as mudanças climáticas (grandes eras glaciares) destruíram as fontes alimentares dos climas nórdicos. No entanto, em termos evolucionistas este é um período de tempo muito curto e a prova é que os nossos corpos não se adaptaram totalmente à mudança. A caça também alterou a nossa relação com os animais, mas a grande modificação nessa relação ocorreu quando o caçador‑recolector se transformou no criador de gado, quando as tribos nómadas se sedentarizaram e domesticaram animais e uma mudança ainda maior ocorreu quando se iniciou a criação intensiva de animais.
Os Índios Americanos acreditam que todas as coisas têm espírito: o vento, as árvores, a chuva, a neve, as aves e os mamíferos e quando iam caçar (a maioria das tribos não caçava, cultivava) tiravam à natureza apenas o que consideravam consumível e não arriscavam pôr em risco a sobrevivência de nenhuma espécie. Rezavam também pelo espírito do animal que matavam, demonstrando respeito pela sua essência, uma atitude tristemente inexistente de todo nos humanos modernos. Talvez os primeiros humanos tivessem esta atitude mais próxima dos animais que caçavam, mais próxima dos mistérios da vida, morte e renascimento do mundo natural.
O caçador encontrava‑se perante o selvagem e o indomado enquanto que o criador de gado já tinha em parte domesticado os animais ao seu cuidado. O criador de gado é dono do animal, controla a sua vida e morte— domina‑o e aqui começa o especismo. Só com o início da domesticação é que o Homo Sapiens começou a acreditar que era o mamífero dominante, livre para explorar todas as outras criaturas.
Contudo, durante grande parte da nossa História, a carne foi sempre prerrogativa dos deuses e dos poderosos enquanto que a maioria das pessoas só a comia em dias de festivais religiosos (três ou quatro anuais). Em 3500 a. C. muitas pessoas desdenhavam da carne e o grande pensador e matemático Pitágoras era uma delas. A maioria reverenciava‑o, mas escarnecia dos seus seguidores e fazia deles vilões. Nada muda! Então por que é que a abstinência da carne foi ridicularizada ao longo da História? Desde o início que a carne significava poder, a riqueza era medida em cabeças de gado e o heroísmo calculado pela quantidade de carne se conseguia ingerir (os homens robustos tinham fama de comer um boi de uma assentada). Por sua vez, a riqueza significava poder de direcção e controlo, bem como influência na comunidade. Os pobres comiam carne duas vezes por ano, talvez na Páscoa e no Natal, e quanto mais se comia, mais se mostrava a toda a gente o sucesso que se tinha: a carne era e ainda é o equivalente gustativo do casaco de pele de vison (marta).
Para aqueles que acreditam que é assim que se mede o status, é particularmente aborrecido constatar que para um pequeno grupo de pessoas este símbolo não vale nada, é inteiramente rejeitado e mesmo desprezado. Não é de admirar que os vegetarianos sejam levados a mal por se recusarem a acreditar na doutrina da maioria, na fé do status quo. Mas os vegetarianos não são apenas levados a mal, são abominados, pois fazem com que os consumidores de carne se sintam culpados e toda a gente detesta sentir‑se culpada.

Texto de autoria de Colin Spencer.
Colin Spencer é romancista, dramaturgo, autor de livros de culinária e tem uma coluna acerca de alimentação no jornal The Guardian.
O seu livro mais recente, The Heretic`s Feast – a History of Vegetarianism, com abundante pesquisa, apresenta uma perspectiva pormenorizada do vegetarianismo ao longo dos tempos. É também autor de muitos best‑sellers de culinária, tais como Cordon Vert e The New Vegetarian.


Referência:
http://www.viva.org.uk/guides/fruitsofthepast.htm
Traduzido e adaptado de Fruits of the Past publicado pelo Viva!, grupo vegetariano do Reino Unido — http://www.viva.org.uk

Fonte: Centro Vegetariano

O papel da carne na evolução humana

Entre as razões para defender o fim da ingestão de carnes, os vegetarianos apresentam uma apoiada na história de nossa espécie: o consumo desse item não é mais vital ao ser humano, como foi para nossos ancestrais. Não estão errados ao apresentar esse argumento. Cabe lembrar, contudo, que a carne de fato teve papel fundamental na evolução.
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O consumo dos produtos de origem animal pode ter contribuído para o crescimento acelerado da massa cerebral humana, devido à grande quantidade de nutrientes e proteínas encontrada ali, explica Rui Murrieta, professor de antropologia do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP). A dieta dos antigos não era exclusivamente carnívora: a alimentação era mais parecida com a dos grandes macacos, que comiam frutas, tubérculos e sementes. "A carne era um complemento à alimentação diária, obtida por meio da rapinagem (apropriação da caça de outros predadores) ou da caça de pequenos animais", diz.

Murrieta explica que a carne não é mais indispensável à espécie porque, atualmente, podemos obter uma alimentação rica em proteína a partir de outras fontes. "Nossos ancestrais distantes não sabiam plantar, não tinham conhecimento e nem recursos para obter proteína e nutrientes necessários: até 10.000 ou 12.000 anos atrás, antes da revolução agrícola, éramos caçadores e coletores", conta o professor.

O homem possui um sistema digestivo onívoro - um modelo que se localiza entre o do leão e o da vaca, em termos evolutivos -, capaz de digerir a carne com muita eficiência. Por outro lado, ele é capaz de se adaptar facilmente a uma dieta vegetariana.

Prazeres da carne - Não é possível precisar o momento exato em que o homem passou a ingerir carne, diz a antropologia. Porém, é provável que nossos ancestrais tenham começado a consumir o produto há pelo menos dois milhões de anos. As ferramentas usadas na época, descobertas por escavações arqueológicas, deixam claro que era possível esmagar ossos e aproveitar o tutano - substância de alta concentração de gordura encontrada dentro dos ossos e rica em nutrientes.

"Mesmo sem esse tipo de ferramenta, é possível que nossos ancestrais já tivessem carne em suas dietas há 4 ou 5 milhões de anos", afirma Murrieta. "Os babuínos, por exemplo, caçavam sem uso de pedra. A ferramenta seria utilizada para esmagar os ossos e consumir o tutano, mas não precisava ser necessariamente lascada", relata. Outra informação importante que vem do passado e sugere que a carne fazia parte do prato na Pré-história: nossos ancestrais possuíam muito mais força no aparato dentário, o que facilitava a mordida e não exigia necessariamente o corte.

Fonte

outubro 11, 2011

Nutricionistas ensinam como forçar uma criança a comer animais


Embora não seja considerada uma tarefa fácil, encontrar crianças que não querem comer nennhum tipo de carne e outros alimentos de origem animal está cada vez mais comum. Mesmo crianças muito pequenas, sem conhecimento e maturidade suficientes para tomar decisões de forma consciente, rejeitam comer animais. Talvez seja a evolução natural da nossa espécie se mostrando.
Porém, um dos maiores obstáculos que surgem no caminho destes “pequenos veganos de fábrica”, é a falta de informação de grande parte dos médicos e nutricionistas. Presos a paradigmas da profissão, indicam às mães que mascarem os alimentos, se preciso, para não deixar de dar animais para que seus filhos comam. As mães, claro, entendem por decreto o que os profissionais dizem. Com razão, por medo. Foi exatamente o que aocnteceu com a jornalista Rosana Jatobá,relembre  aqui o caso dela.
Neste artigo, do site “Bolsa de Mulher”, alguns profissionais insistem na velha e ultrapassada forma de garantir o ferro e outros minerais na alimentação das crianças: carne. “Ofereça pelo menos umas dez vezes para saber se realmente ela ainda não se acostumou ao gosto do bife. Você deve insistir: as tentativas são necessárias”, diz um trecho da matéria.
Um bom profissional deve se manter atualizado. Se o seu nutricionista manda seu filho comer carne, troque de nutricionista.

Médicos endossam dieta vegana para gravidez Saudável

Vegetarianismo em pediatria

Record News: Vegetarianismo na infância




Fonte: Vista-se

junho 22, 2011

Vídeo Institucional ABIEC

Vídeo Institucional ABIEC - A$$ociação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes

Vídeo institucional sobre a indústria brasileira da carne. Se eu soubesse que é assim, jamais teria feito campanhas contra! Agradeço por terem aberto meus olhos e peço que divulguem esse vídeo muito esclarecedor. Infelizmente, ele só teve 54 views em mais de um ano publicado. É a nossa terra, nosso orgulho, nossa carne gerando divisas para o país!
Viva a indústria brasileira da carne!
Exemplo para todas as nações!!!
Por George Guimarães

Palestra do Diretor da ABIEC, Fernando Sampaio no congresso mundial da Carne em Campo Grande - MS

Durante palestra do setor, produtores de carne admitem estar incomodadísimos com as campanhas vegetarianas.



Alguém dê um Prêmio Nobel para esse palestrante do Congresso Mundial da Carne!

George Guimarães comentou: 
Me lembrei agora de um protesto que o VEDDAS fez em 2007 quando o Congresso Internacional da Carne (esse mesmo do vídeo) foi realizado em SP: http://www.veddas.org.br/relatorios-de-acoes/60-congresso-internacional-da-carne-2007.html  
Fotos em http://www.veddas.org.br/fotos/category/34-protesto-durante-o-congresso-internacional-da-carne-2007.html  
O protesto gerou uma entrevista com Joelmir Beting onde falamos JUSTAMENTE sobre as questões que o "palestrante" está esbravejando nesse vídeo recente: http://www.youtube.com/watch?v=ZGHYSw0eXPQ

Excelente comentário da Renata VegVida 
"Vegetarianismo é coisa de elitista; mas as pessoas comem mais carne quando ganham mais dinheiro". Olha que belo raciocínio! (pára e pensa, povo, as coisas que eu como eu compro na droga do mercado municipal e em feira livre). Eu como feijão, arroz, farinhas, frutas, legumes. E não como granola de manhã, aliás, tomo café preto com pão (embora o quilo da granola muitas vezes seja mais barata que o quilo do pão francês!). Mas comprar um quilo de aveia a R$ 4,00 e colocar um cereal nas suas refeições não é um feito heróico, é saber lidar com economia doméstica o que, infelizmente, parece que tem muita gente querendo que continue sendo "coisa de elitista". Comer mais feijões - que rendem mais e são mais baratos que a carne - não é coisa de elitista, é coisa de gente esperta. 
As pessoas não sabem o que comprar, comer e cozinhar, não sabem variar, não sabem boicotar preços altos e aproveitar safras; isso é SIM uma questão de educação, muito mais do que uma questão de acesso. É tão "elitista" quanto livros são elitistas. Queimem os livros então, pecuaristas! Não estou discutindo linha da pobreza e miséria absoluta, essas são situações limites em que as pessoas sequer comem com freqüência e dificilmente têm opção de escolha. Mas um pecuarista falar que comida vegetariana é "elitista" chega a ser comédia! Poucas coisas são mais elitistas que um latifúndio, não é por nada. E quem tem mais interesse nessa questão? Pecuaristas que dependem financeiramente da venda de carne ou Vegetarianos que são pessoas diversas geralmente não ligadas à produção e que defendem vegetarianismo/veganismo e consumo de itens da agricultura em detrimento da pecuária simplesmente pq acham isso uma coisa CORRETA? 
Fora que vegetais são muito mais iguais para todos. Um tomate é um tomate, uma cebola é uma cebola, feijão é feijão, arroz, banana… Geralmente leva-se a coisa inteira; se quiser cortar, separar, aproveitar, é uma escolha só sua. Há vegetais mais caros e mais baratos de acordo com produção, disponibilidade e alguns são mais raros até, mas quando se compara um vegetal ele simplesmente é o que é. Já carne (seja de qual bicho for) tem normalmente “partes” ou “cortes”. É o mesmo bicho mas tem de primeira, de segunda, víceras, ossos, pele… E comer um filé, um músculo, língua, cozido de tripas, um embutido ou caldo de mocotó são coisas vistas pela maioria como muito diferentes embora todos possam vir do mesmo animal. Quanto mais pobre pior o tipo que se come, negando mesmo acesso dos mais pobres (e não são nem os miseráveis) às partes ditas “nobres”. Isso não é elitista, então? O senso de realidade dos produtores chegou aí e parou.

maio 04, 2011

Parar de comer carne pode salvar o planeta?

Os representantes que chegavam aos portões da conferência sobre o clima em Copenhague, no mês passado, eram recebidos por mulheres vestidas como animais peludos segurando placas mostrando imagens de carneiros, vacas e porcos e alertando: "Não me coma".
A reportagem é de James Kanter, do The New York Times e traduzida pelo portal UOL, 25-01-2010.
As mulheres eram representantes de Ching Hai, a líder de um grupo que defende a adoção de preceitos budistas, incluindo seguir uma dieta vegetariana.

novembro 23, 2010

As consequências de comer carne

O total anual de cereais que alimenta o gado no mundo inteiro é de cerca de 735 bilhões de quilos.
Para transportar esta quantidade por comboio seriam necessários 12.3 milhões de vagões cheios de cereal. Este comboio facilmente poderia circuncidar o equador 6 vezes.
A maioria dos países ocidentais usa para além do seu próprio território grandes extensões do território de países em desenvolvimento para pastagens. O uso do território estrangeiro chega a ser seis vezes maior do que o próprio. Países como a Tailândia (cassave) Malásia, Brasil (soja) e a Argentina contribuem enormemente para a produção de rações para gado, e quase um terço destas é produzido em países do Terceiro Mundo. Por exemplo, para alimentar a população holandesa há no país e fora dele por pessoa cerca de 1,20 hectares de terra cultivada em uso, enquanto que de facto por cada indivíduo no planeta só há 0,2 hectares de terra disponível (1 hectare equivale a 10.000 m²).
Cada indivíduo utiliza uma certa porção do espaço do planeta, e quanto espaço ele usa depende do seu padrão individual de consumo.

Por meio do Impacto Global é possível traduzir este espaço em números, expressos em hectares.
A produção de carne custa vidas
No ocidente consume-se agora muito mais carne do que antigamente. Os veganistas que se abstêem totalmente do consumo de carne e da utilização de animais, poupam cada um a vida de (aproximadamente) 6 vacas, 45 porcos e de centenas de frangos (números aplicáveis aos Países Baixos).
A indústria pecuária intensiva condena os animais nas explorações a um sofrimento enorme. Diminuindo o consumo de carne, diminuimos também o seu sofrimento.


A produção de carne é energia mal gasta
Durante a transformação de proteína vegetal em proteína animal são desperdiçados uma grande quantidade de nutrientes. São necessários 4 quilos de proteínas vegetais (raçõe para o gado) para produzir apenas 1 quilo de proteína animal.
A produção de carne custa aproximadamente 14,7 vezes mais energia do que a produção de vegetais. Um quilo de carne de vitela é comparável a 100 quilos de batata em valor energético. Uma campo de pasto normal produz 330 quilos de carne. O mesmo campo pode alternativamente chegar a produzir 40.000 quilos de batata. Além disso, para produzir um quilo de carne são necessários uns 111.250 litros de água.
É necessária muito menos água para alimentar um vegetariano estrito durante um ano do que a necessária para alimentar um carnívoro durante apenas um mês. Um país como a Holanda usa por ano tanta água para a produção bovina como a que poderia abastecer de água a terça parte da população mundial.


Produção de carne = poluição
No ocidente os maiores contribuintes para a chuva ácida que afecta as florestas são a indústria pecuária intensiva e o trânsito. Uma vez que os fertilizantes são um dos maiores contribuintes, o ambiente beneficiaria enormemente duma diminuição da produção.

animalfreedom.org

Custo da Carne ( e de qualquer produção artificial de animais)


setembro 17, 2010

Deveríamos parar de comer carne?

Câncer, doenças cardíacas, crueldade com os animais, matança de semelhantes, desastre ecológico... Afinal, será que você deveria virar um vegetariano?

por Denis Russo Burgierman / Alceu Nunes

Comer não é só uma questão de matar a fome. A decisão sobre que comida colocar no prato tem implicações econômicas, ambientais, éticas, culturais, fisiológicas, filosóficas, históricas, religiosas. Embora a porcentagem de vegetarianos venha se mantendo mais ou menos estável ao longo da história, há um interesse crescente no assunto – restaurantes naturais e vegetarianos ficam lotados na hora do almoço, tornou-se comum, pelo menos nas classes médias urbanas, a preocupação em reduzir o consumo de carne, e surgiu uma indústria bilionária de produtos naturais que, nos Estados Unidos, já movimenta quase 8 bilhões de dólares.

setembro 05, 2010

Os bichos sempre pagam o pato

por José Otavio Carlomagno, agrônomo
Os canais de tevê fechada frequentemente levam ao ar programas sobre a vida selvagem nos mais diversos pontos do planeta. Alguns desses programas se dedicam a mostrar as migrações de animais pelas planícies da África. Grandes mamíferos herbívoros atravessam o continente em busca de água e pasto, durante a estação seca, e são acompanhados por leões, leopardos, guepardos, hienas, cães selvagens, chacais, hienas abutres e outros predadores que se alimentam da carne ou carniça das zebras, antílopes, gnus, búfalos, etc. As perseguições dos carnívoros aos herbívoros são narradas como se fossem disputas de grande prêmio de automobilismo, ou mesmo luta de vale-tudo.
Certa vez, assistindo a um programa desses sobre a onça pintada, o narrador se referia à capivara como caça predileta do felino, como se ele tivesse desenvolvido um paladar seletivo devido ao sabor da carne de capivara. Eu já presenciei na Amazônia onças pegando tracajás e pirarucus presos num braço de rio que secou, elas também comem preás, aves e jacarés, ou seja, comem o que encontram.
Na África não é diferente, leões caçam pequenos coelhos quando a caça de grande porte está longe das planícies, mas o que dá espetáculo são grandes felinos perseguindo e matando um grande antílope, ou búfalo, a tevê mostra sempre o lado sensacionalista da vida, os leões passam a maior parte do tempo dormindo e caçam apenas uma vez por semana, mesmo na época de abundância de caça, porém, tem-se a impressão de que caçam todas as noites.
Bem, mas o que quero dizer é que o instinto de sobrevivência dos felinos, dos tubarões e outros predadores, é chamado, com frequência, de “instinto assassino”. Aos animais que agem por instinto e matam somente para sobreviver chamamos assassinos, nós humanos, que somos providos de razão, e matamos animais apenas para satisfazer nossos desejos gastronômicos, ou tradições culturais, não nos consideramos assassinos.
Agora vou deixar de lado a tevê fechada e vou à tevê aberta. Outro dia, assistindo a um programa popular, desses que atores tentam levar pessoas a enfrentar situações embaraçosas, as tais “pegadinhas”, um ator, vestido de cozinheiro, num dos corredores do Mercado Municipal de São Paulo, convidava pessoas para ajudá-lo a fazer uma receita que levava frango, quando a pessoa aceitava a incumbência e perguntava pela carne de frango, o ator retirava de uma caixa um frango vivo e dava à pessoa um cutelo e dizia que teria de matar, depenar, eviscerar o frango. Sem exceção, todas as pessoas se recusaram a matar o frango, todos disseram que se tivessem de matar o animal não mais se alimentariam de frango ou outro bicho qualquer, o ator também disse o mesmo. Por que não mataram o frango, se matar o bicho para comer é algo tão natural aos humanos, como querem alguns? É simples de entender, no mercado, a carne acondicionada em bandeja de isopor com filme plástico leva nomes que nos fazem supor que são peças distintas, individualizadas, por exemplo: picanha, filé mignon, coxa, sobrecoxa, peito. Tudo leva a crer que já nasceram assim como peças de carne, porque é muito desagradável apresentar a carne como partes de um cadáver de animal, que mesmo refrigerada ou congelada, já está em processo de putrefação. Os animais carnívoros, que devoram outros animais ainda vivos, se alimentam de carne, mas nós humanos, que comemos partes de cadáveres de animais que já foram mortos há dias, até meses, comemos carniça, que é a carne em decomposição. Um churrasco na realidade é preparado com carniça.
Em Caxias do Sul, como em muitas cidades do Brasil, acontece, na Semana Santa, a feira do peixe vivo, e neste ano aconteceu algo que deve ser relatado. A feira do peixe vivo é uma ironia, pois os animais são transportados em caixas d’água postos à venda na Praça Dante Alighieri, no centro da cidade. O comprador escolhe o peixe que é morto na hora. Na segunda-feira imediatamente à Páscoa, duas cartas publicadas pelo jornal O Pioneiro chamaram minha atenção: duas mulheres estavam indignadas porque compraram peixes e os bichos foram mortos a marteladas na cabeça, os filhos dessas mulheres se puseram a chorar e a berrar compulsivamente ao presenciar a cena, elas se diziam chocadas ao ver os peixes se debatendo ao levar marteladas, entretanto não pediam que se termine com a feira, mas que para o próximo ano a prefeitura faça uma barraca fechada onde os vendedores matem os peixes sem que os consumidores tomem conhecimento da morte violenta a que estão sendo submetidos os animais. As pessoas querem se enganar e manter privilégios, isso tudo é hipocrisia, gerada, talvez, pelo medo de romper com tradições absurdas, como essa de que se deve comer peixe na semana santa.
Se matar animais para comer fosse natural ao ser humano, aquele pessoal da pegadinha do mercado não teria hesitado em matar o frango, nem as mulheres de Caxias do Sul teriam ficado indignadas, muito menos as crianças teriam ficado aterrorizadas com a cena dos peixes sendo mortos a marteladas. Apesar de que a maioria das pessoas não tem consciência, em algum lugar do cérebro humano está armazenada a informação: matar animais para comer não é próprio do ser humano, por isso aos nossos olhos essas cenas são violentas. Alguém já viu algum filhote de onça, de tigre, de tubarão, de lobo chorando quando a mãe mata alguma caça para que se alimentem? Nem é preciso responder, pois aos carnívoros essas cenas são naturais. Acredito que o processo de evolução civilizatória do ser humano terá grande avanço com o fim da escravização e morte de animais para qualquer finalidade.
As cartas das mulheres de Caxias do Sul me inspiraram a escrever um poema que será publicado num livro a ser lançado em setembro:
Pequeno aprendi sobre o Natal.
Dia em que nasceu um cara que morreu pregado numa cruz de madeira,
bode expiatório de um complô.
Para comemorar o nascimento desse sujeito,
as pessoas gastam muito dinheiro.
Compram-se presentes que se dão uns aos outros
e comem galinhas, perus e porcos.
É estranho esse comportamento, muito estranho.
Querem que esse sujeito, que parece ter sido um grande cara, seja deus.
Deus da culpa e dos culpados.
Culpados de quê?
O dia em que esse sujeito morreu é comemorado comendo-se peixes.
Muito estranho.
Um deus bode expiatório que exige que porcos, galinhas, perus e peixes sejam imolados em seu louvor.
Muito estranho.
É muito estranho que pessoas, façam estas coisas:
sacrifícios de animais sob qualquer pretexto.

agosto 18, 2010

Carne: Mitos e Verdades - Sbt Repórter

O SBT Repórter investiga os mitos e verdades de um dos alimentos mais polêmicos de todos os tempos: a carne.

Gilberto Smaniotto acompanha o dia a dia de que gosta e de quem não pode nem ouvir falar de carne.
Especialistas afirmam: a carne bem passada é um risco à saúde.
Nossa equipe viaja ao Pantanal para experimentar a carne orgânica.
Vamos conhecer os veganos. Modismo ou filosofia de vida? Por que tanta gente para de vez de comer carne e tudo o que vem dos animais?
Saiba por que os argentinos dizem que a carne suína é afrodisíaca.
E os ingleses pesquisam no porco o combate para o diabetes.
Exibido dia 16 de agosto de 2010.


O programa foi ao ar na segunda-feira, 16 de agosto de 2010. Mais sobre este programa no Vista-se:
Visão geral do que foi o programa, 
Receita apresentada com fotos, 
NOTA sobre a participação do Fabio Chaves no programa.

agosto 04, 2010

Paradoxo da carne


Pessoas negam capacidade de sofrer dos animais para continuar comendo carne.

Um novo estudo acaba de fornecer evidências diretas de que as pessoas que desejam fugir do "paradoxo da carne" - ao mesmo tempo gostar de comer carne e não gostar de ferir os animais - fazem isto negando que os animais que elas comem tinham a capacidade de sofrer.


Ao envolver-se na negação, os participantes do estudo relataram uma quantidade reduzida de animais com os quais eles se sentem obrigados a demonstrar uma preocupação moral - a escala variava de cães e chimpanzés até caracóis e peixes.

julho 31, 2010

A Leoa Vegetariana

A LEOA VEGETARIANA: A INCRIVEL E COMOVENTE HISTORIA DE LITTLE TYKEA INCRIVEL E COMOVENTE HISTORIA DE LITTLE TYKE
Georges H. Westbeau


Esta é a história incrível de uma leoa que não gostava de carne! Nascida num zoológico e rejeitada pela mãe, Little Tyke faria o mundo pensar de uma maneira nova. Iria despertar em nós idéias profundas e recordar-nos uma profecia bíblica: “E o leão se deitará ao lado do cordeiro”. Essa leoa amável e vegetariana inspiraria nossa ternura mais sincera de um modo absolutamente inesperado. Na vida de Little Tyke ocorreram uma tragédia e um milagre. A tragédia levou apenas alguns segundos. O milagre perduraria nove anos e, para muitos, perdura até hoje.

julho 28, 2010

Activistas são embalados como carne em forma de protesto

Ativistas pró-animais são embalados como carne em protesto nos EUA
ONG fez protesto em Times Square contra o consumo de carne.
Ativista de ONG pró-direitos animais é 'embalada' em pacote de carne com os dizeres 'carne é assassinato', em Times Square, em Nova York, nesta terça-feira (27).
Manifestantes foram 'plastificados' sobre bandejas gigantes.

junho 24, 2010

Incrivelmente nojento & extremamente podre

Em artigo exclusivo à Galileu, um dos mais cultuados nomes da nova literatura americana, Jonathan Safran Foer, revela detalhes do período em que passou investigando como a carne que comemos é produzida. “Tente visualizar… (É improvável que algum dia você chegue a ver em pessoa o interior de uma granja.) Pegue um pedaço de papel sulfite e imagine uma ave adulta, com formato semelhante ao de uma bola de futebol americano com patas, de pé sobre a folha de papel. Imagine 33 mil desses retângulos numa grade. Agora coloque a grade dentro de paredes sem janelas e um ventilador no teto. Insira nesse cenário sistemas de alimentação (guarnecida com drogas), água, aquecimento e ventilação. Isso é uma fazenda. Estudos científicos sugerem que virtualmente todas as galinhas (mais de 95%) tornam-se infectadas com a bactéria E. coli (indicador de contaminação fecal) e entre 39% e 75% das que chegam ao varejo ainda estão contaminadas.”
Confira o artigo completo | Versão no GoogleDocs | Ver no site da Revista Galileu



junho 20, 2010

Carne processada é risco real à saúde

carneO consumo de bacon, linguiças, salsichas e outras carnes processadas pode aumentar o risco de diabete e doenças cardíacas, disseram pesquisadores nesta segunda-feira, num estudo que identifica os verdadeiros vilões do açougue(...) 

O estudo foi uma chamada "meta-análise" com a avaliação de pesquisas anteriores. Ele não estava voltado para doenças como hipertensão e câncer, também associadas ao elevado consumo de carne...

Link: Estudo confirma que carnes processadas são um perigo para as artérias
via EVANA
Mais informação

junho 17, 2010

Parlamento Europeu: Rotulagem de Carne proveniente de abate sem atordoamento

Texto adoptado na sessão Plenária de 16 de Junho 2010 em Estrasburgo: 

"A legislação da UE permite o abate de animais sem atordoamento prévio, com vista à obtenção de carne destinada à alimentação de algumas comunidades religiosas. Uma parte desta carne não é vendida a muçulmanos ou a judeus, mas colocada no mercado geral, podendo ser involuntariamente adquirida por consumidores que não desejam comprar carne proveniente de animais que não tenham sido atordoados antes do seu abate. Por outro lado, os membros de determinadas comunidades religiosas procuram justamente carne proveniente de animais abatidos sem atordoamento prévio. Assim, os consumidores devem ser informados de que determinada carne provém de animais que não foram atordoados. Essa informação permitir-lhes-á efectuar uma escolha com conhecimento de causa e em conformidade com as suas preocupações éticas."

Link: EU: Parliament keeps exemption for religious slaughter 

Date: 2010-06-17

Other EVANA-articles about this topic: 
Mais vale tarde que nunca: O Parlamento Europeu aceitou os termos vegetariano e vegano (pt)
European Parliament: Labelling 'Meat from slaughter without stunning' (en)