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novembro 09, 2019

Vegetarianismo & Veganismo



Vegetarianismo
É um regime alimentar baseado no consumo de alimentos de origem vegetal.
Exclui carnes, ovos, leite e derivados e mel.
Existem no entanto subgrupos:
ovovegetarianos, lactovegetarianos e ovolactovegetarianos.

Veganismo
É um princípio ético, uma filosofia de vida. É uma prática abolicionista de animais não humanos para alimentação, apropriação, trabalho, caça, vivissecção, confinamento e todos os outros usos que envolvam exploração.
 Boicotam qualquer produto de origem animal (alimentar ou não), além de produtos que tenham sido testados em animais ou que incluam qualquer forma possível de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de manufactura. Ou seja, não utilizam produtos de beleza, de higiene pessoal, de limpeza, etc. que não estejam isentos de crueldade.

É muito importante diferenciar a ideologia vegana da dieta vegetariana.

↪↪↪Veganismo não é dieta↩↩↩
 É um conjunto de práticas focadas nos Direitos dos Animais não humanos que, por consequência, adota uma alimentação vegetariana.

junho 19, 2016

Homem que é homem não come carne

Ser vegetariano não tem nada de pose. É questão de mostrar postura contra a matança de animais e contra a devastação do meio ambiente.

Veganismo

A cena é corriqueira. Ao servir minha mulher e a mim em restaurantes, garçons colocam à minha frente o prato ornado com filé ou outra carne qualquer e, à metade dela, a escolha vegetariana. Impulsivamente, está nos afirmando que carne é para macho. Assim como discussão sobre a crise do Corinthians. Atitude até menos preconceituosa que incoerente.

Apesar de o Brasil ocupar, segundo o grupo de pesquisas Ipsos, a vice-liderança entre os países em que a população tem a maior propensão a se tornar vegetariana (28%), só atrás dos EUA, ainda vigora no cidadão médio a estúpida filosofia carnista-desabotoada-peito-peludo-corrente-de-ouro de que vegetais são para quem abocanha fronhas.

Não poderia me importar menos com o que pensa esse mesmo cidadão médio. Mas burrice incomoda. Muito. Sou obrigado a reagir.

Bois são mortos em fila, com marretada ou disparos de pistola de ar comprimido no cocoruto. Porcos, da mesma maneira, mas têm de ser jogados em água fervente, para separar o espesso couro da carne. Peixes morrem asfixiados. Galinhas, decepadas.

Nas linhas acima estão as principais razões que me fazem vegetariano. Tive consciência disso aos 9 anos, quando assisti no Fantástico (“o show da vida”) à matança de bebês-foca a pauladas no Canadá.

Se conto isso, sou questionado em relação ao sentimento das plantas, ao serem arrancadas ou cortadas pela raiz. Se alguém me mostrar o sistema nervoso central, que responde pela dor, de uma planta, passo a me alimentar na mesma hora de barro.

Mas e a lei da natureza, do mais forte se alimentar do fraco? Respeito, desde que a pessoa então passe a compartilhar o habitat daquele que satisfaz sua fome e o abata em condições iguais.

A afirmação que mais me diverte é a de que só na carne é encontrado um nutriente (geralmente falam “uma proteína”) essencial ao ser humano. Se alguém me mostrar essa tal proteína, racho uma picanha no alho com o gênio. A única propriedade nutricional superior da carne é empacotar o ferro de uma maneira que o organismo humano o absorva mais facilmente. Mas, se você consumir ferro por meio de feijão ou folhas verde-escuras com algo rico em vitamina C, como um copo de suco de laranja, estará ok.

Noves fora, é por isso que enxergo com o mesmo grau de estranheza um porco ou um cachorro à mesa. Não por preconceito ou por sentimento de superioridade, mas por pensar naquilo que consumo e por ter essa consciência registrada no meu código moral.

E seguir aquilo em que se acredita é o que torna o homem com H maiúsculo. Isso é postura de vida. Sei que não mudarei o mundo com isso. Mas eu me importo.

Luiz Cesar Pimentel é jornalista, escritor e diretor de conteúdo do portal R7.

Texto publicado originalmente em 2007 na revista Um, e republicado em 2014 no portal R7.


Comer carne não te faz mais homem. Na verdade, pode te fazer mais doente.

Uma matéria publicada no site Quartz explica:
Culturalmente falando, ainda existe uma mentalidade que diz que homem precisa de carne. Na verdade, a associação mais próxima entre masculinidade e carne é que o consumo de carne pode fazer com que o o homem adoeça.
Quem já teve o mínimo de interesse em pesquisar como a comida chega até seu prato, pôde aprender que os animais explorados para consumo já nascem escravizados e a maioria passa a vida toda em condições miseráveis e indignas até o abate. Completamente indefesos e frágeis, esses animais são vítimas de uma covardia injustificável.
Homens de verdade não aceitam qualquer tipo de covardia.
Esse é um grande problema, mas não é o único. O consumo de carne está associado a inúmeros problemas graves de saúde, como câncer, diabetes e problemas cardíacos. Aliás, cientistas já confirmaram que vegetarianos têm 53% menos risco de desenvolver diabetes. Um estudo desenvolvido no Reino Unido durante 11 anos com 45.000 voluntários revelou que uma dieta vegetariana pode reduzir em até 32% os riscos de desenvolver problemas cardíacos.

Muitas pessoas, especialmente homens, tendem a achar que o consumo de carne é necessário para a obtenção de proteína, principalmente para quem pratica atividades físicas e musculação.

Mas nada disso é verdade. Inclusive, o consumo excessivo de carne, que é rica em gordura saturada e colesterol, pode prejudicar o desempenho sexual.

De acordo com as Recomendações Dietéticas publicadas pelos Ministérios da Saúde e Agricultura dos EUA US Dietary Guidelines), "adolescentes e adultos do sexo masculino também precisam reduzir a ingestão de proteína animal, reduzindo o consumo de carnes vermelhas, aves e ovos e aumentando as quantidades de vegetais’’.

Cada vez mais atletas de ponta estão deixando de consumir carne e derivados.

Alimentos vegetarianos não são apenas bons para a nossa saúde. Eles também são isentos da crueldade e covardia praticadas contra animais sensíveis e indefesos. Animais que são tratados como simples peças da engrenagem da indústria mais cruel do planeta.

Fonte: Escolha Veg



Como as pessoas defendem o acto de comer carne

Um novo estudo concluiu que comedores de carne que justificam seus hábitos alimentares se sentem menos culpados e são mais tolerantes a desigualdade social.

As quatro explicações
Uma equipe internacional de pesquisadores liderada pelo Dr. Jared Piazza, da Universidade de Lancaster (Inglaterra), examinou as formas com que as pessoas defendem ser carnívoras.
“As relações que as pessoas têm com os animais são complicadas. Enquanto a maioria desfruta da companhia de animais e milhares de milhões de dólares são gastos anualmente cuidando deles, as pessoas continuam a comê-los. Para superar essa aparente contradição, elas empregam um número de estratégias”, explica Piazza.

A grande maioria racionaliza o seu comportamento usando uma dessas quatro ideias, que são:
É natural: “Seres humanos são carnívoros”;
É necessário: “A carne fornece nutrientes essenciais”;
É normal: “Fui criado comendo carne”;
É bom: “É delicioso comer carne”.

“Vegetarianos motivados podem provocar os onívoros, despertando neles comportamentos projetados para se defender contra a condenação moral”, afirma Piazza. Os estudantes e adultos nos Estados Unidos que responderam à pesquisa se protegeram usando principalmente a racionalização de que é “necessário” comer carne, seguida das outras três categorias.

Menos igualitários?
Homens eram mais adeptos dessas quatro racionalizações que as mulheres, enquanto as pessoas que rejeitaram essas justificativas mostraram uma maior preocupação com o bem-estar animal, como esperado.

As pessoas que disseram comer carne é algo natural, necessário e normal também compartilhavam outras características, por exemplo, atribuíam menos capacidades mentais para as vacas e eram mais tolerantes com a desigualdade social. [ScienceDaily - How people defend eating meat]

Fonte: Hypescience

março 08, 2014

Bizarro comics, cartoons pelos animais

Daniel Charles Piraro (ou Dan Piraro, como é conhecido) é pintor, ilustrador e cartunista estadunidense, mais conhecido por seu premiado trabalho, o Bizarro Comics.


Em 2002, Piraro tornou-se vegano, depois de ler sobre a pecuária industrial e fazer uma visita a um santuário para animais da fazenda. Seu ativismo é visível no Bizarro Comics, muitas vezes incorporando temas como veganismo e direitos animais em seus cartuns.  Piraro também incorporou uma seção inteira dedicada ao veganismo em seu site, detalhando suas razões para se tornar vegano e outras informações relacionadas com veganismo. 
Você provavelmente já viu o trabalho de Piraro circulando pela internet e redes sociais.
“Eu sempre fui muito compassivo com os animais, mas tendia a fechar os olhos para a minha dieta acreditando que comer animais era apenas o que os humanos faziam para se manterem vivos. Quando conheci e começei a namorar minha esposa, Ashley Lou Smith, em 2001, eu comecei a aprender sobre o que acontece em fazendas industriais, circos, fazendas de peles, etc, comecei a ver as coisas de forma diferente quase que imediatamente, e um fim de semana no Farm Sanctuary (santuário para animais de fazenda) no interior de NY me mudou de uma só vez. Eu fui lá como um comedor de carne ocasional , mas saí como um vegano e nunca olhei para trás. “

“Eu vi os bicos cortados, as cicatrizes, e isso me afetou. Eu sabia que era cruel, e eu não podia suportar mais. Tive que parar imediatamente.”
Veja alguns dos cartuns de Dan Piraro:

Fonte:  Veggi e Tal


dezembro 11, 2012

Vegetarianos estritos e vegans


Os vegetarianos estritos excluem de sua alimentação carnes, peixes, aves, laticínios (leite, manteiga, queijo, iogurte, etc.), ovos, mel, gelatina, etc. Já os vegans, além de não consumirem nenhum alimento de origem animal também evitam, sempre que possível, o uso de couro, lã, seda e pele, e de outros produtos de origem animal, como óleos e secreções, presentes em sabonetes, xampus, cosméticos, detergentes, perfumes, filmes etc. (WINCKLER, 2004).

Por envolver todos esses fatores, o veganismo não é considerado somente uma dieta, mas sim um estilo de vida complexo, no qual uma série de características distintas estão envolvidas; tanto características externas (por exemplo padrões de consumo) como internas (considerações éticas amplas).
Os vegans não só não consomem alimentos de origem animal, mas também se preocupam em não usar roupas que foram feitas de animais, frequentar rodeios, circos que façam apresentação com animais e etc. (SOCIEDADE VEGETARIANA CHILENA, 2008).

Quase 3% da população afirma nunca comer carnes, aves, peixes ou frutos do mar. Evitar carnes e peixe costumava ser o limite de qualquer pessoa. Agora, os vegetarianos estritos, que não consomem nenhum tipo de produto animal, são tão comuns quanto os vegetarianos já foram um dia (SINGER, 2007).

Os vegans dizem que é mais saudável, tanto para nós mesmos quanto para o planeta, evitar comer produtos de origem animal. Os vegans consideram seu estilo de vida como fundamental para se considerar que são pessoas que tem ética e moral. Tendo a consciência de que suas ações têm consequências, percebem o impacto que suas ações têm sobre o mundo e restringem, portanto o máximo que podem atitudes que poderiam interferir na harmonia de qualquer ser e do planeta. Eles resumem essa ideologia em uma conhecida frase: “Se você quer mudar o mundo, mude a você mesmo” (SOCIEDADE VEGETARIANA CHILENA, 2008).

Quanto a ser saudável ou não seguir uma alimentação vegetariana estrita as opiniões são controversas.
A American Academy of Pediatrics, (academia norte-americana de pediatria), afirmou que as dietas vegetarianas estritas podem promover o crescimento normal das crianças. A American Dietetic Association diz que “Uma dieta vegetariana estrita bem planejada e outros tipos de dietas vegetarianas são adequadas para todas as fases do ciclo de vida, incluindo gravidez, lactação, infância e adolescência“,
Mas, para essas afirmações se realizarem na prática, vegetarianos estritos necessitam maior atenção para que não desenvolvam deficiências nutricionais, o que resultaria em efeitos negativos para a saúde e, consequentemente, para o desempenho atlético, para aqueles que praticam algum esporte. Vegetarianos estritos devem estar atentos a alguns micro nutrientes, em especial a vitamina B12, cálcio e ácidos graxos Ômega 3. Mas os vegetarianos estritos costuma consumir comidas que são fortificadas com estes nutrientes. Em alguns casos, minerais como o ferro e o zinco podem se apresentar em menor quantidade devido a baixa biodisponibilidade destes nutrientes na dieta vegetariana estrita (CRAIG, 2009).

Os vegetarianos estritos, como já citado, podem alcançar todos os nutrientes e ter uma dieta balanceada. Pois é seguro seguir uma alimentação vegetariana estrita, contanto que o adepto seja cuidadoso em relação à alimentação (SINGER, 2007; FERREIRA, BURINE e MARIA, 2006).

Se a dieta for bem plenejada, os vegetarianos estritos costumam ser mais magros, apresentar menor pressão sanguínea e menor nível de colesterol, tendo assim menos risco de adquirir uma doença cardíaca (CRAIG, 2009).



Vegetarianismo estrito

Também chamado de vegetarianismo verdadeiro, é uma dieta que exclui todos os produtos de origem animal. Vegetarianos estritos não comem, assim, qualquer tipo de carne, ovos, laticínios, mel, etc., retirando da dieta todos os produtos de origem animal.

Essa forma de dieta é frequentemente confundida com o veganismo, mas, embora veganos sejam vegetarianos estritos, não são a mesma coisa:
"Apesar de [nutricionalmente] classificarmos os 'vegetarianos verdadeiros' apenas pela alimentação, existe uma diferença entre o vegano e o vegetariano estrito. Geralmente o vegano também não utiliza produtos não alimentícios provenientes de animais, como lã, couro, seda e pele. Quando falamos em termos [exclusivamente] nutricionais, não faz diferença essa classificação."
Enquanto o vegetarianismo estrito é apenas um regime alimentar, veganismo é respeito aos direitos animais - o que inclui o vegetarianismo estrito por razões éticas, mas não apenas (circo com animais, rodeios, produtos testados em animais, e qualquer outra forma de exploração animal é boicotada pelos veganos).

Existe também outras dietas semelhantes como o Crudivorismo e o Frugivorismo.

Vegetarianismo é uma palavra ambígua, ou seja, que tem mais de um sentido. No sentido de gênero, fala abrangendo todas as formas de vegetarianismo. No sentido de espécie, designa o verdadeiro sentido da palavra, o vegetarianismo estrito (que não consome nenhum produto de origem animal).

Nisso faz-se diversas confusões. As mais comuns são: simplificar o ovolactovegetarianismo por vegetarianismo; e confundir vegetarianismo estrito com veganismo. Devido a isso se emprega o termo "dieta vegana", para indicar a dieta vegetariana estrita. Veganismo não é dieta alimentar, vegetarianismo sim. O correto é sempre "dieta vegetariana". Ao referir-se à alguém que não se alimenta com nenhum produto de origem animal, usa-se o termo "dieta vegetariana estrita".

outubro 19, 2012

Resistir a um bom bife para ajudar o planeta

Hoje em dia já existem muitas opções para os vegetarianos, quer nos supermercados, quer nos restaurantes
 Hoje em dia já existem muitas opções para os vegetarianos, quer nos supermercados, quer nos restaurantes

Adotar uma alimentação vegetariana já não é uma prática para poucos. Hoje em dia as ofertas são muitas e variadas e há cada vez mais pessoas que cortam a carne da sua dieta, não só por considerarem que é mais saudável mas também por ser mais sustentável.

Um estudo da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO na sigla inglesa) indica que a indústria pecuária é responsável pela emissão de mais gases de efeito de estufa do que o setor dos transportes.

Esta “questão ambiental e de sustentabilidade” foi um dos motivos que levou David Saraiva, professor de expressão plástica, a converter-se ao vegetarianismo no final do secundário.  Com uma irmã vegetariana, foi “natural” começar a cortar a carne da sua dieta. “Naquela altura, todo um conjunto de princípios éticos começaram a fazer sentido para mim”, explica ao SAPO Notícias David Saraiva.

Princípios não só ligados à “carnificina que é a matança animal para a alimentação humana”, mas também porque “toda a produção de carne implica direta e indiretamente uma série de questões brutais ao nível do ambiente”, salienta o professor.

David Saraiva é um exemplo de uma família vegetariana, já que tanto a mulher como o filho bebé do casal não consomem carne ou peixe. “Como já somos vegetarianos há tantos anos, nem sequer tínhamos isso em questão, de uma forma natural o meu filho é vegetariano”, diz.

Sofrimento dos animais

Dados da FAO dão conta de que atualmente a pecuária ocupa 33 por cento da superfície da Terra, não só para pastos permanentes, mas também território cultivado para a produção de alimentos para os diferentes tipos de gado.

Só nos Estados Unidos cerca de 42 milhões de vacas são abatidas por ano para serem utilizadas na indústria da carne e dos laticínios, segundo números da PETA, uma associação para defesa dos animais.

O sofrimento dos animais levou Vera Martins a cortar a carne dos seus hábitos alimentares. Foi exatamente no ano de 1999, depois de ler um artigo sobre direitos dos animais. “Este artigo mexeu muito comigo e nesse momento decidi deixar de comer carne”, conta a funcionária do restaurante vegetariano Nakité, no Porto.

Hoje em dia, Vera Martins é vegan, um estilo de vida que corta com todos os produtos de origem animal. Pode parecer radical abolir alimentos que estão tão enraizados nos nossos hábitos, como os laticínios, mas Vera Jardim considera que estes “fazem falta mais pelo hábito” e que existem substitutos. “Bebo leite de soja mas podemos também fazer leite em casa através da aveia ou do arroz”, exemplifica. “Não estamos restritos e acabamos por comer outros alimentos que a maioria das pessoas não conhece”, refere.

Francesinha vegetariana e tofu à lagareiro

Foi para “mostrar às pessoas que se podem alimentar com prazer, sem carências e sem matar animais” que Anabela Vidal fundou há 11 anos o restaurante Nakité. “Desde os 14 anos sou macrobiótica e sempre tive a orientação de contribuir para a cidade onde nasci com este projeto”, afirma.

O restaurante é conhecido na cidade por fazer uma releitura de pratos tradicionais mas 100 por cento vegetarianos. A francesinha vegetariana é um dos sucesso da casa na Rua do Breyner mas há também caldeiradas, chillis, moquecas e caris.

Anabela Vidal deixa mais alguns exemplos: nos pratos de bacalhau (à lagareiro ou à Gomes de Sá), o tofu (alimento produzido a partir da soja) é o substituto ideal, e depois basta seguir a receita. No caso do rolo de carne Wellington, a carne pode ser trocada pelo seitan (um alimento à base de glúten). “Fica muito parecido com o original”, garante a proprietária do restaurante Nakité.

Padaria do Suribachi vende bolos feitos com leite de soja
Padaria do Suribachi vende bolos feitos com leite de soja 
O Suribachi é outro espaço na cidade dedicado a hábitos alimentares e terapias alternativas. Surgiu “há 33 anos com o objetivo de ser uma escola para transmitir uma filosofia de vida para adquirir saúde através da alimentação”.

A proprietária, Maria Arminda Pereira, conseguiu superar um problema de saúde durante a primeira gravidez através da alimentação macrobiótica e a partir daí quis “contribuir para fornecer conhecimento” nesta área.

Na macrobiótica predominam “cereais integrais, vegetais, leguminosas, algas e soja”, explica Maria Arminda Pereira, lembrando que “não se proíbem produtos de origem animal mas é preciso ter consciência do que se come”.

Maria Arminda tem estudado muito sobre estes hábitos alimentares alternativos e considera que quando se quer adotar a dieta vegetariana ou macrobiótica é preciso ter “conhecimento” sobre a matéria e não sei deixar levar por “modas”. “Quando queremos tomar medicamentos, temos de ir ao médico, com os alimentos é igual”, conclui.

Fonte

agosto 04, 2012

Vegetarianos rendem menos nos exercícios físicos?


Não comer carne afeta o rendimento nas práticas físicas? A polêmica foi reacesa com o novo livro Eat&Run (Comer & Correr, não publicado no Brasil), do recordista americano de ultramaratonas Scott Jurek, 39 anos. Desde 1997 ele é vegano — além de não comer carne, peixe ou frango, também deixa os derivados de leite e ovos fora da dieta. E defende que esse cardápio teve tudo a ver com seu desempenho excepcional: o atleta chegou a correr 266 km em 24 horas.

Diante dessa maratona sêxtupla, tudo bem ser esportista e vegetariano, certo? “Desde que a pessoa tenha uma alimentação balanceada e tome suplementos ou alimentos fortificados — como cereais matinais e leite de soja”, afirma Fabiana Honda, nutricionista especializada em esportes da PB Consultoria, de São Paulo. Mas se os cuidados não forem tomados, pode-se ficar para trás.

Devido à restrição de alimentos, os vegetarianos, de forma geral, têm mais dificuldade em ganhar massa muscular. A creatina, por exemplo, substância que garante o abastecimento de energia durante a contração do músculo (ver gráfico acima), só é encontrada na carne, frango e peixe. “O corpo até a produz naturalmente, mas em cerca de 1 g por dia. E a necessidade pode variar de 3 g a 5 g”, diz Bruno Gualano, pesquisador da Escola de Educação Física e Esporte da USP. A falta da substância só será compensada com o uso moderado de suplementos — indicados para vegetarianos que praticam esportes de alta intensidade, como futebol, basquete, musculação, corridas e natação de curta distância (até 50 m).

Proteínas, gorduras, ferro e vitaminas, como a B12, podem ser compensadas por doses extras de grãos, legumes, frutas, sementes e óleos vegetais. No fim das contas, seja vegetariano ou carnívoro, o que conta é uma dieta rica e balanceada. Aí, na união de forças, todo mundo ganha.

1 fonte de energia
A força de contração do músculo vem do ATP (trifosfato de adenosina), molécula que contém 3 grupos de fosfato (P). Para dar energia, ela se quebra, liberando um dos grupos. Vira, assim, ADP (difosfato de adenosina).

2 quebra tudo
Chega a creatina, vinda da carne vermelha, peixe e frango ou, em menor quantidade, produzida por nosso fígado. Ela contém fosfato e repõe o grupo perdido, permitindo um novo ciclo de energia.

3 super-molécula
O resultado é mais resistência e menos fadiga na contração do músculo ao longo do exercício.

Veja o menu saudável para esportistas vegetarianos e outro para carnívoros:


Dieta normalDieta vegana
Café da manhãPão integral
Queijo branco
Fruta com aveia
Suco de fruta natural 
Pão integral
Homus
Fruta com aveia e semente de linhaça
Suco de fruta natural ou leite de soja
Lanche da manhãFruta
Castanhas
Fruta
Castanhas
AlmoçoSalada crua temperada com sal, limão e azeite
Vegetais cozidos
Carne, frango, peixe ou ovo
Arroz
Feijão
Fruta de sobremesa
Evitar: frituras, preparações empanadas, feitas com farinha 
Salada crua temperada com sal, limão e azeite com semente de gergelim
Vegetais cozidos, sendo um tipo sempre um verde-escuro
Arroz
Feijão
Fruta de sobremesa
Evitar frituras e preparações feitas com farinha branca.
Adicionar oleaginosas ou grãos nas saladas 
Antes do exercícioIogurte
Cereal
Vitamina de leite de soja com frutas e cereal
Pós exercícioPão
Peito de peru
Suco de fruta natural com vegetais e gengibre 
Pão
Pasta de tofu
Suco de fruta natural com vegetais e gengibre
JantarSalada crua temperada com sal, limão e azeite
Vegetais cozidos
Massa com molho de tomate fresco e manjericão e mussarela de búfala
Salada crua temperada com sal, limão e azeite com soja em grãos
Vegetais cozidos
Macarrão de quinua com molho de tomate fresco e manjericão 

Fonte

abril 03, 2012

VEGetariANISMO e Saúde!

Nutricionista questiona matéria publicada no portal R7 que condena alimentação vegetariana para crianças


Por George Guimarães | O teste de mito ou verdade lançado pelo R7 (veja aqui) traz informações equivocadas, fornecidas por profissionais claramente despreparados para comentar o assunto.

Especificamente na pergunta sobre a viabilidade nutricional da dieta vegetariana para crianças, o site afirma:

“A dieta vegetariana pode alterar o desenvolvimento infantil. As proteínas são muito importantes para a formação dos tecidos corporais e para o ganho de peso durante a infância. Roberto Navarro explica que o consumo de proteínas de origem exclusivamente vegetal não consegue suprir as necessidades de uma criança. A dieta precisa ser complementada com ovos e leite para evitar as carências. E, mesmo assim é indicado avisar o pediatra sobre a restrição para que ele avalie a necessidade de suplementação alimentar.”

As proteínas exclusivamente de origem vegetal podem suprir as necessidades de uma criança. Basta que a dieta seja minimamente planejada, planejamento esse que deveria justamente ser o trabalho dos profissionais que nesse caso em específico afirmam que isso não é viável, ou seja, estão apenas desinformados, o que se torna um erro de maior importância no momento em que passam a repercutir a sua desinformação para a população.

Já há duas décadas a Associação Dietética Americana afirma que é viável uma dieta vegetariana para crianças. No início desse ano, o Conselho Regional de Nutricionistas da 3a região (CRN-3) publicou um parecer afirmando que uma dieta vegetariana isenta de ovos e laticínio é viável desde que haja o planejamento nutricional adequado. Na minha prática clínica de 14 anos em consultório especializado em dietas vegetarianas já atendi centenas de crianças vegetarianas e posso afirmar que uma dieta vegetariana bem planejada, inclusive e especialmente aquela isenta do consumo de ovos e laticínios, não somente é viável, como também mostra diversas vantagens para a saúde da criança que a adota.

George Guimarães
Nutricionista especializado em dietas vegetarianas
www.nutriveg.com.br
nutriveg@nutriveg.com.br

ViSta-se



Adote este tipo de dieta sem sofrer com a carência de ferro ou de vitamina B12

A dieta vegetariana pode alterar o desenvolvimento infantil? MITO!
As proteínas exclusivamente de origem vegetal podem suprir as necessidades de uma criança. Basta que a dieta seja minimamente planejada, planejamento esse que deveria justamente ser o trabalho dos profissionais que nesse caso em específico afirmam que isso não é viável, ou seja, estão apenas desinformados, o que se torna um erro de maior importância no momento em que passam a repercutir a sua desinformação para a população.

Todo vegetariano terá anemia? MITO!
É verdade que a carne é fonte de ferro para o organismo, mas não é a única. É possível obter esse nutriente em outros alimentos, como as folhas verdes escuras, o feijão e a lentilha. A nutricionista Bruna Murta, da rede de lojas de produtos naturais Mundo Verde, dá a dica: o ferro encontrado nos alimentos de origem vegetal deve ser associado ao consumo de vitamina C para que a absorção do mineral aumente


Vegetarianos consomem pouca proteína? MITO
Isso é um mito, até quem é vegan tem boas fontes de proteínas à disposição. Bruna Murta explica que soja, quinua, amaranto, chia, leguminosas, cereais integrais e oleaginosas conseguem oferecer ao corpo as quantidades necessárias de proteínas.


Vegetarianos precisam de suplementação vitamínica? MITO
O único nutriente que o vegetariano não consegue em quantidades adequadas nas fontes vegetais é a vitamina B12 (presente na carne, nos ovos e nos peixes, por exemplo), mas isso é válido apenas para quem é vegan. Navarro explica que alguns alimentos de origem vegetal ajudam a manter níveis adequados de B12, como o levedo de cerveja e o gérmen de trigo, mas nem sempre eles são totalmente eficientes. O ideal é fazer acompanhamento médico e exames de sangue regularmente e avaliar a necessidade de consumir suplementos.


Mulheres vegetarianas podem ter problemas na gestação? MITO
Não existem provas de que o vegetarianismo atrapalhe a gravidez, desde que nenhuma carência nutricional seja diagnosticada. Roberto Navarro diz que faz parte do pré-natal o acompanhamento dos níveis de ferro, que costumam cair na gestação. "Mesmo as mulheres que comem carne, geralmente, precisam de suplementação deste mineral. O ferro é fundamental para o desenvolvimento saudável do bebê".



Vegetarianos podem praticar esportes regularmente? VERDADE!
Desde que o vegetariano faça a ingestão adequada de proteínas (0,8 mg a cada quilo de peso), não existem impedimentos para a prática de esportes. Roberto Navarro explica, porém, que deve haver atenção para a recuperação de lesões - o processo pode ser mais lento em pessoas que adotam o estilo vegan, pela ausência total de proteínas de origem animal na dieta.



Vegetarianismo causa queda de cabelo e deixa os fios brancos? MITO
Roberto Navarro explica que a deficiência de ferro pode causar a queda dos cabelos e a falta de vitamina B12 pode deixar os fios brancos. Como o vegetariano, principalmente do tipo vegan, pode ter falta desses nutrientes, se não seguir as recomendações nutricionais à risca, vale a pena ficar atento ao aparecimento desses sinais - o inconveniente estético indica dieta pobre.(*)

O vegetarianismo emagrece? MITO
O vegetarianismo não está relacionado diretamente ao emagrecimento. "Em alguns casos, o vegetariano come até mais carboidratos e gorduras que as outras pessoas, por ter restrição ao grupo alimentar das proteínas", explica Roberto Navarro. Por outro lado, aqueles que seguem uma filosofia de vida mais saudável tendem a se manter no peso ideal.


O vegetarianismo diminui o risco de doenças cardíacas? VERDADE!
Quem é vegetariano tem um risco menor de desenvolver doenças do coração devido à ingestão de menores quantidades de gordura saturada, que é rica em ácido aracdônico (substância que vem sendo relacionada a esse tipo de problema de saúde). Roberto Navarro explica ainda que o vegetariano tem menores chances de ter dislipidemias, como o colesterol elevado e triglicérides altos.

Fonte
(*)
Qualquer tipo de alimentação poder ser deficiente em ferro e/ou B12.

A maioria dos anémicos são omnívoros.

novembro 04, 2011

Um estilo de vida

Foi assim, há um ano e três meses atrás que minha filosofia de vida mudou. Uma vida sem crueldade contra animais, uma vida que se importa mais com o planeta, com as minhas florestas e com toda a nossa água. Isso tudo sempre foi importante pra mim, sempre cuidei para o não desperdício e para o reaproveitamento. Mas, nesse tempo, descobri que posso fazer mais que isso. Posso cuidar mais, posso ter idéias e incentivar pessoas, posso ensinar, posso levar conhecimento...

Acredito que, para todas as coisas, temos exemplos em nossas vidas. Um exemplo de profissional, um professor, uma cozinheira, um fotógrafo... um estilo de vida!

Pessoas com idéias e atitudes que admiramos e tomamos por base para levarmos a nossa vida.

Mais importante que adotar essa filosofia é, também, disseminá-la por aí. Mostrar as pessoas e dar a elas um pouco mais de informação, assim como eu recebi.

Ouvi a palavra “vegana” a primeira vez de uma moça de sorriso lindo, que falava sobre suas crenças com um brilho magnífico no olhar. Impossível não se encantar, não acreditar. Pesquisei, colhi informações, li e reli sobre o assunto. Acreditei.

Dois meses depois conheci a idealizadora desse projeto lindo, por quem tenho toda a admiração. A pessoa que, todos os dias, me ensina sobre tudo.

Aprendi que não comer carne, não somente está livrando bichinhos de um sofrimento e vida cruel. É uma questão maior e que vai mais além. Estamos falando do planeta em que vivemos, do ar que (tentamos) respirar...

A quantidade de ração usada para alimentar gado, por exemplo, daria para alimentar quase toda a África, sem falar em toda a emissão de gás carbônico... mas as pessoas não sabem disso, ou, fingem não saber sua importância; e é muito triste.

Leio, escrevo, comento, reblogo, publico, falo... tudo que é informação, notícia, novidade...

E desde então, vou jogando essa sementinha que, um dia, jogaram em mim.

Essa semana veio a recompensa; meus alunos todos participando da Segunda Sem Carne. Em uma conversa aparentemente simples de um fim de estágio, sobre assuntos diversos, entramos no vegetarianismo e falando sobre isso ou aquilo, um deles disse: “Professora, vou participar dessa campanha” e o outro e o outro e no final, todos concordaram em tentar. Por vontade ou curiosidade, não sei.

Essa segunda agora, dia 31 foi a primeira e um professor, que também entrou na campanha veio me contar como foi sua experiência: “No almoço eu fiz ovo. Na hora do jantar, estava quase cortando um pedaço de carne quando lembrei... guardei tudo e fui fazer uma salada. Agora coloquei um recado na minha geladeira – Não comer carne na segunda-feira – “ Gente, quase chorei quando ele me contou isso...

... estão experimentando o novo. Um novo que o planeta e os animais agradecem.

Marlise Carvalho


novembro 01, 2011

Filosofia do veganismo

O vegano defende que o homem deve viver autonomamente, sem depender de outras espécies animais.
Por outro lado, o veganismo é uma filosofia e prática de vida e compaixão. Este caminho tem sido seguido por algumas pessoas em todos os tempos da historia da humanidade.

Só recentemente a palavra vegan (VEEGN) foi utilizada para distinguir os vegan dos vegetarianos, e o movimento vegano acabou por se tornar numa sociedade.
A primeira sociedade vegana foi organizada e fundada em 1944, em Inglaterra. E em 1960, H. Jay Dinshah, fundou a sociedade vegan Americana. Desde então mais de 50 sociedades foram criadas em todo o mundo.
Veganismo é muito mais do que uma questão de dieta. É, sobretudo, uma forma de vida que exclui todas as formas de exploração e crueldade contra o reino animal. Isto implica que um vegano se limite ao uso de apenas produtos derivados do mundo vegetal, não consumindo, por isso, leite e derivados, ovos e mel.
Os veganos escolhem viver de uma forma mais humana e compassiva em relação aos animais, são contra a morte e todo o tipo de exploração animal. Não usam produtos derivados de animais, como sejam a lã, couro, peles, roupas ou móveis, artesanatos, sabonetes ou cosméticos que contenham produtos de origem animal, nenhuma escova feita de cabelos, ou travesseiro de penas etc.
Os veganos não pescam, não caçam, e não aprovam o confinamento de animais nos circos ou zoológicos, rodeios ou touradas.
O veganismo lembra ao Homem a sua responsabilidade pelos recursos naturais e faz com que ele procure formas de manter o solo e o reino vegetal saudável, assim como o uso correcto dos materiais da terra.
Um vegano evita submeter-se a vacinação ou a soro feito de animais. Sempre que possível, e dentro do razoável, evita ainda o uso de medicamentos que foram testados em animais.
O veganismo é uma filosofia de vida, um caminho que procura a harmonia com o meio ambiente.
O vegano, em geral, também se interessa em ter um excelente padrão físico, emocional, mental e espiritual.

Talvez esta lista pareça à primeira vista difícil de seguir, mas serve principalmente para mostrar como é grande e extensa a lista de produtos ou substâncias derivadas de animais que normalmente usamos diariamente ao longo de nossas vidas.
Principalmente porque o mercado de vendas destes produtos só pensa em aumentar os seus lucros, independente da exploração animal ou dos efeitos nefastos que isso traga ao meio ambiente ou à saúde a médio prazo.
O curioso é que já existem muitas alternativas, mais humanas, para qualquer tipo de produtos de origem animal. E no entanto são poucas as empresas que as adoptam. Na América do Norte e na Europa tem crescido o comércio de produtos não derivados de animal, devido ao aumento da consciência do respeito ao meio ambiente e a compaixão por todas as formas de vida.

Embora a dieta vegana não contenha vitamina D, os seus seguidores podem consegui-la com a exposição ao sol das mãos e da face durante quinze minutos, cerca de três vezes por semana. Os outros nutrientes mais difíceis de conseguir seguindo uma dieta sem produtos animais, como a vitamina B12, podem facilmente ser obtidos ingerindo alimentos enriquecidos, ou, em último caso, recorrendo a suplementos vitamínicos.

outubro 29, 2011

Veganismo

Veganismo é uma filosofia de vida motivada por convicções éticas com base nos direitos animais, que procura evitar exploração ou abuso dos mesmos, através do boicote a atividades e produtos considerados especistas.

O termo inglês vegan (pronuncia-se vígan) foi criado em 1944, numa reunião organizada por Donald Watson (1910 - 2005) envolvendo 6 pessoas (após desfiliarem-se da The Vegetarian Society por diferenças ideológicas), onde ficou decidido criar uma nova sociedade (The Vegan Society) e adotar um novo termo para definir a si próprios.
Trata-se de uma corruptela da palavra "vegetarian", em que se consideram as 3 primeiras letras e as 2 últimas para formar a palavra vegan.
Em português se consideram as três primeiras e as três últimas letras (vegetariano), na formação do termo vegano (s.m. adepto do veganismo - fem. vegana).

Ideologia

Os veganos boicotam qualquer produto de origem animal (alimentar ou não), além de produtos que tenham sido testados em animais ou que incluam qualquer forma possível de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de manufactura.
Para o vegano, animais não existem para os humanos, assim como o negro não existe para o branco nem a mulher para o homem. Cada animal é dono de sua própria vida, tendo assim o direito de não ser tratado como propriedade (enfeite, entretenimento, comida, cobaia, mercadoria, etc). Dessa forma veganos propõem uma analogia entre especismo, racismo, sexismo e outras formas de preconceito e discriminação.
Preferem usar os termos "animais não-humanos" ou "seres sencientes", em vez de "irracionais".
Muito importante diferenciar a ideologia vegana da dieta vegetariana. Veganismo não é dieta, mas sim uma ideologia baseada nos direitos animais, que obviamente pressupõe uma alimentação estritamente vegetariana.

Vestuário, adornos, etc
Artigos em peles, couro, lã, seda, camurça ou outros materiais de origem animal (como adornos de pérolas, plumas, penas, ossos, pêlos, marfim, etc) são preteridos, pois implicam a morte e/ou exploração dos animais que lhes deram origem. Sendo assim, um vegano se veste de tecidos de origem vegetal (algodão, linho, etc) ou sintéticos (poliéster, etc), mantendo o cuidado de não exagerar com consumismos que também, mesmo que indiretamente, geram degradação/negação aos animais.

Alimentação
Excluem da sua dieta carnes, gelatina, lacticínios, ovos, mel e quaisquer alimentos de origem animal. Consomem basicamente cereais, frutas, legumes, vegetais, hortaliças, algas, cogumelos e qualquer produto, industrializado ou não, desde que não contenha nenhum ingrediente de origem animal.

Medicamentos, cosméticos, higiene e limpeza
Evitam o uso de medicamentos, cosméticos e produtos de higiene e limpeza que tenham sido testados em animais. Não tomam vacinas ou soros, mas podem violar os princípios veganos quando alternativas não estiverem disponíveis, ou em caso de emergência ou urgência. Alguns optam pela fitoterapia, homeopatia ou qualquer tratamento alternativo.
O vegano defende o surgimento de alternativas para experiências laboratoriais, como testes in vitro, cultura de tecidos e modelos computacionais.
São divulgadas entre a comunidade vegana extensas listas de marcas e empresas de cosméticos e produtos de limpeza e higiene pessoal não testados em animais.

Entretenimento
Circos com animais, rodeios, vaquejadas, touradas e jardins zoológicos, também são boicotados pois implicam escravidão, posse, deslocamento do animal de seu habitat natural, privação de seus costumes e comunidades, adestramento forçoso e sofrimento.
Não caçam, não promovem nenhum tipo de pesca, e boicotam qualquer "desporto" que envolva animais não-humanos. Muitos seguem o princípio político da não-violência.

Dia Mundial Vegano

O dia 1 de Novembro é marcado pelo Dia Mundial Vegano ("World Vegan Day", em inglês), que é comemorado desde 1994, quando a Vegan Society da Inglaterra comemorou 50 anos de criação.
Em 2004 o evento marcou o 60º aniversário da sociedade, e o 10º aniversário do feriado.

1 de Novembro - Dia Mundial do Veganismo

O mundo tem comemorado o Dia Mundial do Veganismo a 1 de Novembro, desde o quinquagésimo aniversário da Vegan Society (Sociedade Vegana do Reino Unido) em 1994. Desde essa data que a cada ano se realizam mais e maiores celebrações, sobretudo no Reino Unido.

O veganismo vai muito além da alimentação, pois os seus seguidores não excluem apenas os produtos de origem animal da dieta (carne, peixe, ovos, leite, mel), mas também o uso de produtos derivados de animais (roupa, cosméticos, artesanato) ou de produtos testados em animais (cosméticos, medicamentos). Os veganos são ainda contra todo o tipo de exploração animal: touradas, circos com animais, caça, pesca, jardins zoológicos, etc.
Para saber mais sobre a filosofia vegana, lê o artigo.

Nos últimos anos o número de veganos tem aumentado em todo o mundo. Para muitos o vegetarianismo passou a ser apenas um degrau intermédio, que permite fazer a transição entre a dieta omnívora e o veganismo.
Tal como preconiza a Vegan Society, também os veganos defendem que a sua filosofia de vida pode fazer a diferença para a saúde, as pessoas, os animais e o meio ambiente.


Para divulgar o Dia Mundial do Veganismo, a Vegan Society criou inclusive uma página - World Vegan Day dedicada a essa data. Divulgam-se actividades que se realizam em todo o mundo para comemorar esse dia, há um fórum para partilhar ideias, disponibiliza-se material para divulgação do veganismo, entre outras coisas.


Para que possas festejar este dia da melhor forma, deixamos-te algumas ideias:
- divulga este dia em sítios, listas de correio electrónico e fóruns;
- organiza um piquenique vegano;
- organiza uma festa vegana;
- promove uma competição desportiva (futebol, voleibol, natação, atletismo) entre veganos ou aberta a todos;
- organiza palestras ou conferências sobre o veganismo;
- mostra um filme “amigo do veganismo” num local público;
- “veganiza” as receitas tradicionais da tua zona e divulga-as pelos teus amigos e familiares;
- prepara um jantar especial e convida os teus amigos;
- prepara um folheto a explicar o que é o veganismo e distribui em locais públicos;
- dá a conhecer esta data em meios de comunicação social.

Referências:
WorldVeganDay
Vegan Society
Sociedade Vegan - Portugal

agosto 09, 2011

A melhor palestra que você irá ouvir na sua vida - Gary Yourofsky

Palestra inspiradora de Gary Yourofsky, na íntegra, sobre direitos animais e veganismo, realizada na Universidade Georgia Tech, nos EUA, no verão de 2010. Ouça a esse sensacional palestrante que vai desmitificar mitos,inundar sua mente com fatos interessantes e ajudá-lo a fazer escolhas éticas para ter um coração e uma alma mais saudáveis . Seu estilo carismático de discurso é único e tem de ser visto por qualquer um que se preocupe com animais ou que deseje transformar o mundo um lugar melhor.

maio 23, 2011

Aquecimento global

Um relatório da ONU de 2006 constatou que criar animais para alimentação humana gera mais gases com efeito estufa do que todos os carros e caminhões em todo o mundo reunidos [1]. 

Felizmente, nós podemos ajudar a corrigir esse problema alterando a nossa dieta. 

De acordo com um estudo feito em 2006 por pesquisadores da Universidade de Chicago, a maioria dos americanos pode reduzir mais gases com efeito estufa tornando-se vegetariana do que mudando para um carro híbrido elétrico.

Eles descobriram que comer uma dieta vegetariana impede a emissão equivalente a 1,5 toneladas de CO2 a cada ano. Isso é mais do que a tonelada de emissões de CO2 evitada pela troca de um sedan típico por um Toyota Prius (modelo híbrido da Toyota) [2].


Por meio de seu processo digestivo, o rebanho emite 16% da produção anual de metano [6].

Então por que é que a carne provoca tanto aquecimento global? Há uma porção de fatores. Aqui estão alguns: 

Extinção é para sempre

A criação de pastos é um sério problema para as espécies ameaçadas, tanto na parte ocidental dos Estados Unidos quanto nas florestas tropicais da América do Sul.


Nos Estados Unidos, os pastos têm contribuído para o desaparecimento de 26% das espécies ameaçadas de extinção[1].

Em The Western Range Revisited, um livro publicado em 1999 pela Universidade de Oklahoma, a autora Debra L. Donahue escreve: "O desmatamento para a criação de pastos causa mais danos ao meio ambiente do que qualquer outra atividade humana no ocidente, e eliminar essa atividade detém maior potencial de benefício para a biodiversidade do que qualquer outra forma de se utilizar a terra".

O nosso Planeta - como cada dentada pode afetar a mãe natureza.

Tornar-se vegetariano é uma das ações mais importantes e eficazes que você pode tomar para aliviar a pressão sobre os recursos limitados de nosso planeta, proteger o planeta da poluição, evitar o aquecimento global, e salvar inúmeras espécies de extinção. 

Segundo o Dr. David Brubaker, PhD na Johns Hopkins University's Center for a Livable Future, "A maneira que criamos animais para a alimentação humana é uma ameaça para o planeta. Ela polui o ambiente, enquanto consome enormes quantidades de água, grãos, petróleo, pesticidas e drogas. Os resultados são desastrosos."

abril 16, 2011

Famosa nutricionista vegana fala sobre o casal que teria deixado a filha morrer

Virginia Messina, famosa nutricionista vegana dos Estados Unidos, publicou uma mensagem para explicar -- do ponto de vista dos veganos -- o ocorrido com um casal de franceses. Os pais, que são veganos, foram acusados de alimentar a filha de 11 meses somente com leite materno.

O incidente ocorreu em 2008, mas só nesta semana o casal compareceu ao tribunal para iniciar o processo de investigação do caso. Até agora, eles estão sendo acusados de negligência e privação alimentar.


Traduzido por Vida Vegetariana


Virginia Messina

nutricionista vegana

Um casal está sob investigação na França por ter deixado sua filha de 11 meses morrer de desnutrição. Infelizmente, quando os pais são mal informados sobre alimentação infantil e cuidados médicos, seus filhos estão sob riscos, independentemente da dieta que a família segue. Neste caso, aconteceu deles serem veganos.

Nutricionistas pediátricos recomendam que todos os bebês comecem a comer alimentos sólidos junto com o leite materno a partir dos 6 meses de idade. A bebê que morreu era alimentada somente com leite materno e, por causa do peso dela, sua alimentação era muito baixa em calorias. Parece que a mãe dela também não estava consumindo vitamina B12 o suficiente. (A outra criança deste casal é bem alimentada e está em boa saúde).

A questão não é a escolha da dieta, mas sim a falta de entendimento sobre nutrição de crianças. Pais criam crianças veganas saudáveis e vibrantes, e a Associação Dietética Americana declara que a dieta vegana é apropriada em qualquer estágio da vida, incluindo a infância.

As recomendações para a alimentação das crianças em qualquer família -- veganas ou não -- são bem simples:

- bebê só precisam de leite materno (ou fórmula nutricional) nos 4 ou até 6 meses de vida;
 
- suplementação de vitamina D pode ser recomendada para bebês veganos ou onívoros;

- os primeiros alimentos sólidos, introduzidos por volta dos 6 meses, incluem purê de frutas e de vegetais;

- alguns bebês -- tanto veganos quanto onívoros -- precisam de suplementação de ferro aos 4 meses;

- bebês começam a ter uma alimentação com mais teor de proteína por volta dos 7 meses. Em famílias veganas, essa opção pode ser tofu amassado com purê de legumes.

A única consideração adicional aos bebês veganos é e relação a vitamina B12. Mulheres que estão amamentando precisam ficar atentas aos níveis de B12 para ter certeza de que estão alimentando o bebê com níveis adequados da vitamina. Quando os pais seguem essas simples diretrizes e monitoram o apetite e o crescimento das crianças, elas crescem vegetarianas saudáveis.

É uma tragédia quando um bebê morre porque seus pais foram mal informados sobre uma correta nutrição. Porém, se os pais sabem o básico da nutrição infantil, a dieta vegana é uma opção segura e saudável para bebês.

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abril 05, 2011

Associação de Nutricionistas alerta para perigos de dieta vegan

A dieta vegan não é recomendável a crianças e os próprios adultos que a queiram seguir devem realizar análises periódicas ou tomar suplementos alimentares, para suprir carências, alertou a hoje a Associação Portuguesa de Nutricionistas.
Num regime vegan, exclusivamente de vegetais, há “uma deficiência muito grave em termos de nutrientes”, dizem os nutricionistas
Num regime vegan, exclusivamente de vegetais, 
há “uma deficiência muito grave em termos de nutrientes”, 
dizem os nutricionistas (Paulo Pimenta)

“É mais restritiva do que uma alimentação vegetariana. Além disso, depois há deficiências de determinados nutrientes, nomeadamente vitaminas do complexo B”, disse à agência Lusa a presidente da associação, Alexandra Bento.

Um casal vegan está a ser julgado, em França, pela morte da filha de 11 meses, alegadamente causada pelo regime alimentar que exclui todos os produtos de origem animal.

O caso foi hoje noticiado pela agência France Press, segundo a qual a criança era apenas amamentada pela mãe, cuja dieta se revelou restritiva e fraca em vitaminas.

Num regime vegan, exclusivamente de vegetais, há “uma deficiência muito grave em termos de nutrientes” que pode resultar “num desfecho terrível”, admitiu Alexandra Bento.

No caso em julgamento em França, a criança tinha um peso abaixo da média e a autópsia revelou carência de vitaminas A e B12, o que, segundo os especialistas, aumenta a sensibilidade a infecções e será causa de um desequilíbrio alimentar.

A falta de vitamina B12 é “logo expectável” nestas condições, explicou a nutricionista portuguesa, acrescentando que a vitamina A está associada à gordura e só entra no organismo se entrarem alimentos com alguma gordura.

“Provavelmente era um regime altamente restritivo em gordura, logo a vitamina A não entraria. Se houvesse um aleitamento materno suficiente, o aporte de vitamina A, em princípio não traria problemas”, afirmou.

Já as vitaminas do complexo B, em particular a B12, têm como principais fontes a carne, os ovos e o peixe, embora também estejam presentes nas leguminosas, como o feijão e o grão.

Os pais terão decidido optar pela dieta vegan, segundo o advogado de defesa, depois de verem uma reportagem na televisão sobre o transporte de animais para os matadouros.

“Basearmos as nossas decisões só num acontecimento é lamentável porque estas pessoas de certeza que são seres sociais e esclarecidas”, lamentou Alexandra Bento.

A especialista recordou que a alimentação é “um todo”, em que “todos os alimentos” devem ser misturados para cumprirem a sua função.

“Se um adulto vegan quer fazer essa dieta e, ter de facto, cuidado com a sua saúde tem de fazer análises periodicamente ou tomar suplementos”, referiu.

Por outro lado, frisou, um adulto sabe que um regime deste género “incorre em carências” que tem de suprir de outra maneira (com suplementos), o que “parece quase um contra senso”.

A uma criança, ainda sem capacidade de decidir, devem ser os adultos a proporcionar “todos os nutrientes”, frisou.

Alexandra Bento afirmou não ter conhecimento de outros casos com estes contornos, mas admitiu que existam.

Fonte




Público.pt contra o veganismo: desinformação e terrorismo


por Robson Fernando de Souza
O terrorismo contra o vegetarianismo, o veganismo e os direitos animais não é nenhuma novidade, nem tampouco é exclusivo do Brasil. O mais recente ataque difamatório direto contra a alimentação sem animais veio de Portugal, numa reportagem do portal Público.pt que deixa até a revista Veja parecer mansa, intitulada “Associação de Nutricionistas alerta para perigos (sic) de dieta vegan”. Foi inspirada na recente prisão de pais vegetarianos fanáticos acusados de levar sua filha bebê à morte por desnutrição. Erros primários, desinformação e confusão são as palavras-chave de mais um factoide a tentar destruir a reputação de um dos hábitos alimentares humanos mais saudáveis existentes.
Assim como a maioria das difamações “jornalísticas” e “científicas” contra o veg(etari)anismo, a matéria é centrada numa única personagem: Alexandra Bento, presidenta da Associação Portuguesa de Nutricionistas. Mais ninguém. Nenhuma segunda opinião, nenhum especialista em nutrição vegetariana. Nenhuma referência a qualquer pesquisa científica ou parecer oficial de instituições nutricionais. Nem mesmo relatórios que pudessem concluir que o vegetarianismo completo inspirasse cautela apareceram. Apenas argumentos sem referência, cuja “confiabilidade” é totalmente escorada na falácia do apelo à autoridade.
Entre as diversas declarações desprovidas de fonte científica, estão:
- A dieta vegan não é recomendável a crianças e os próprios adultos que a queiram seguir devem realizar análises periódicas ou tomar suplementos alimentares, para suprir carências, alertou a hoje a Associação Portuguesa de Nutricionistas [na matéria, personificada e centrada na figura de Alexandra Bento].
- [A alimentação vegana] É mais restritiva do que uma alimentação vegetariana. Além disso, depois há deficiências de determinados nutrientes, nomeadamente vitaminas do complexo B [...]
- Num regime vegan, exclusivamente de vegetais, há “uma deficiência muito grave em termos de nutrientes” que pode resultar “num desfecho terrível [sic]” [...]
- A falta de vitamina B12 é “logo expectável” nestas condições, explicou a nutricionista portuguesa, acrescentando [quebra de coesão] que a vitamina A está associada à gordura e só entra no organismo se entrarem alimentos com alguma gordura.
- A especialista recordou que a alimentação é “um todo”, em que “todos os alimentos” devem ser misturados para cumprirem a sua função.
- […] um adulto sabe que um regime deste género “incorre em carências” que tem de suprir de outra maneira (com suplementos), o que “parece quase um contra senso”.
Tenta-se instaurar o pânico ao se tentar mostrar supostos aspectos alarmantes da alimentação vegana. O veganismo infantil é condenado por Alexandra, baseando-se ela unicamente na morte da menina Louise, a bebê desnutrida que bombou nos noticiários no final de março. A necessidade de se suplementar vitamina B12 é extrapoladamente transformada em uma “deficiência de vitaminas do complexo B”. Nem mesmo se fala da origem específica (carne vermelha? Fígado? Ovos? Carne de peixe? Laticínios?) dos tais nutrientes que supostamente faltam nos vegetais.
Coloca-se a vitamina A sem nenhuma associação relevante com o vegetarianismo completo – diz-se que vem de alimentos com gordura, mas em nenhum momento a própria notícia diz que ela seria exclusivamente de origem animal (o que não é verdade, visto que vegetais alaranjados, tomates, brócolis, espinafre etc. possuem carotenoides capazes de se converter em vitamina A no organismo).
No geral, insiste-se, sem qualquer informação aprofundada ou solução, no velho mito de que alimentos de origem animal seriam “fundamentais” para a saúde humana, o que milhões de pessoas ao redor do mundo desmentem com seus próprios corpos.
O mais irônico da notícia é que a fonte única da matéria afirma: “Basearmos as nossas decisões só num acontecimento é lamentável porque estas pessoas de certeza que são seres sociais e esclarecidas”. O que torna a notícia risível quando percebemos que Alexandra despejou suas afirmações tomando por base um único acontecimento – o caso da bebê Louise. Ela atira no próprio pé com fuzil.
E para complicar mais ainda a veracidade da reportagem, a frase seguinte encerra-a: “Alexandra Bento afirmou não ter conhecimento de outros casos com estes contornos, mas admitiu que existam.” Ou seja, ela própria assume: nunca viu uma bruxa fora do caso Louise, mas que elas existem, existem.
Estamos diante de mais um caso de jornalismo desinformativo, empreendido apenas para destruir, não para melhorar ou esclarecer. Evitou-se mostrar com profundidade aos veganos qual é a melhor solução para uma alimentação saudável, restringindo-se à superficial e confusa afirmação de que “a alimentação é ‘um todo’, em que ‘todos os alimentos’ devem ser misturados para cumprirem a sua função” (será que carne humana, carne de cachorro, leite de porca e insetos fritos se incluem nesses “todos”?).
Ainda se tenta desqualificar o vegetarianismo, completo ou incompleto, como uma alimentação saudável, usando-se de várias táticas, incluindo terrorismo psicológico, semeio de medo e recorrência a “autoridades” nutricionais, para atingir os indecisos e menos informados. Mas felizmente a grande maioria desses factoides não resistem a uma análise lúcida e relativamente simplificada mesmo de pessoas que nem sonham em trilhar o caminho do jornalismo profissional.
“News fails, because journalism isn’t dying fast enough.”
Slogan do antigo blog humorístico Probably Bad News, hoje incorporado ao FailBlog.org