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junho 29, 2010

Três tambores: exploração animal por trás da “mansidão” e da “fraternidade”


Um artigo meu escrito recentemente, chamado “A crueldade dos “três tambores” do rodeio”, causou revolta entre os praticantes do dito “esporte”. Os comentários do Arauto da Consciência e, ainda em menor quantidade, da ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais foram bombardeados por competidores e competidoras revoltados por eu ter acusado sua modalidade de cruel e generalizado os maus tratos que ocorrem no manejo de instrumentos como espora e açoites. Assim sendo, resolvi escrever um novo texto para elucidar melhor por que o três tambores tem a mesma oposição minha e dos defensores do abolicionismo animal que rodeios e vaquejadas.

junho 25, 2010

Animais: engrenagens e ingredientes

por Marcio de Almeida Bueno
Foto: Romulo Bernardi / Zero Hora
Pois então ontem mais um cavalo capotou na maior avenida de Porto Alegre, a Protásio Alves. Exausta, a égua foi surrada pelo carroceiro, que fugiu em seguida, e então populares a colocaram na calçada, para que não fosse atropelada. O fato, corriqueiro nas veias abertas do trânsito da Capital, acabou ganhando espaço em sites, jornais e até telejornais locais. O excesso de violência aplicado aos ‘cavalos do asfalto’ tem revoltado até mesmo aqueles que, habitualmente, fazem vista grossa e sempre tiram da manda o argumento-air-bag ‘ah, mas ele está trabalhando’. Não, não está.
Nesse sistema de revirar lixo nas calçadas e amontoar na periferia tudo aquilo que as zelosas donas-de-casa consciente separaram para reciclagem, quem tem trabalho garantido é aquele que puxa carroça, estressado pelo holocauso automotivo, sedento, esfomeado e contando com a própria sorte para não se ferir. Pois um ferro no casco, um corte ou pata quebrada não vão lhe dar salvaguarda para o expediente no dia seguinte. Para o carroceiro, é um subemprego com aura glamourosa de auto-gestão e ecologia, segundo alguns coletivos de gente que não faz a barba e estuda em universidade federal. Quando o prazo derradeiro para circulação das VTA – veículos de tração animal – se esgotar, vou me divertir descobrindo qual será a nova massa de manobra que esses jovens ‘conscientes’ vão usar para brincar de revolução. Porque os catadores estarão em um beco sem saída, e os universitários já vão estar preocupados em tomar banho, fazer a barba e arrumar um emprego, finalmente.
E quem os colocou contra a parede foi justamente a parcela da população que ideologizou a escravidão que capota no asfalto, e a grande maioria que ignora o que quer que esteja além do pára-brisa do próprio automóvel. Algum ganho, alguma melhoria, muita esperança, veio justamente daqueles que, desconfortáveis em suas cadeiras, começaram a desatar o nó social pelo viés dos eqüinos explorados até depois da queda. Aqueles que justamente são taxados de não se importarem com os humanos, de só se importarem com os animais, de não se importar com a fome dos filhos dos carroceiros – deco acusatório levantado por quem não percebe a própria indiferença. E o estrago que ela causa.
As carroças não nasceram ontem, mas um cruzamento de variáveis fez proliferar sua presença no corre-c-rre urbano da Capital gaúcha, e junto toda a verdade não-romanceada. Pois lembro de um nome da inteligentzia local, em um programa de rádio, dizendo que as VTA eram cultura, não podiam ser extintas. Claro, quem vive da grana pública da Lei de Incentivo À Cultura não está puxando uma carroça atrelado pels dentes, nem está revirando lixo, sem muitos dentes na boca. Mas não quer ficar mal com o público descolado, então demagogiza um pouquinho, e sai como uma voz dos desfavorecidos. Um poeta do povo. ‘Sou burguês mas sou artista’. Ok, e eu sou o Bozo.
Enquanto isso, os abolicionistas fazem muita articulação e correria para que se prescinda dos cavalos como engrenagem. E também para tirar os animais também da condição de ingrediente.
Fonte: ANDA

junho 24, 2010

A atriz Emily Deschanel, do seriado “Bones”, fala sobre veganismo

Farm Sanctuary (em português: Fazenda Santuário) é uma ONG americana sem fins lucrativos que resgata animais de fazenda que seriam abatidos e educa sobre veganismo e direitos animais. Eles têm dois santuários enormes, um no estado de Nova York e outro na Califórnia. Eu sou voluntária dessa organização e adoro esse pessoal. O vídeo abaixo - com a tradução logo na sequência - é um depoimento da atriz Emily Deschanel sobre ser vegana e sobre o trabalho desses ativistas (e protetores animais) incríveis.
Eu fui apresentada a Farm Sanctuary há vários anos. Sou vegana há 16 anos e vi um documentário chamado "Diet for a New America", que discute a situação das fazendas-matadouros nos Estados Unidos e como elas são horríveis para os animais e para a saúde humana. (E também para o meio ambiente). É um negócio muito nojento. Os animais são considerados produtos, e são ainda bebês a maioria dos que são mortos. Eles vivem uma vida de confinamento nesses lugares horríveis.

maio 21, 2010

Abate humanitário



por Sérgio Greif
O que nos querem dizer quando falam em abate humanitário?

De acordo com certa definição, abate humanitário é o conjunto de procedimentos que garantem o bem-estar dos animais que serão abatidos, desde o embarque na propriedade rural até a operação de sangria no matadouro-frigorífico.

Humanitário . . . bem-estar . . . palavras muito fortes e que não refletem o que realmente querem dizer. Termos como “humanitário” e “bem-estar” deveriam ser aplicados apenas nos casos em que buscamos o bem do indivíduo, e não para as situações em que procuramos matá-lo de alguma forma.

maio 13, 2010

Veterinário convoca para mobilização contra a banalização e exploração de animais na Pet Fashion Week



por Wilson Grassi, veterinário
Para mim e muitas outras pessoas é difícil não ficar indignado ao ver poodles tingidos de cor de rosa, tosas estilizadas e adereços inúteis, como os que pontuaram a edição paulistana do Pet Fashion Week, em sofisticado hotel da capital. Evento destinado, segundo os organizadores, a apresentar ao varejo seus produtos e inovações nos segmentos de moda, tosa e lifestyle, (aliás, nem sei direito o que querem dizer com lifestyle).
Foto: Evento Em Foco

Uma leitura mais atenta, porém, revela a violência que é a tentativa de humanização destes animais, visando apenas atender ao senso estético humano. Preencher o ego de algumas pessoas e os bolsos de outras.
Nem a desculpa de que o evento angaria fundos para “instituição Cão Guia” me convence, mesmo porque também este tipo de exploração animal é bastante questionável.
Foto: http://www.flickr.com/photos/pfwsp/4579574260

A comparação do luxo versos o lixo fica chocante quando lembramos que para cada cão que tem acesso a um colar de pérolas, como os que desfilaram neste evento, milhões não tomam as vacinas básicas! E poucos se preocupam com isso.
Para cada cão que passou por uma tintura na pelagem, milhares morrem 12 anos antes da hora, atropelados, com viroses ou sacrificados nos centros de zoonoses municipais.
Para cada cão que toma banho de ofurô, uma infinidade ainda não comeu hoje, pois não achou nada no lixo!

Outro ponto que tem que ser insistentemente lembrado, é que não só os cães e gatos são animais. Isso, para que possamos ampliar este “amor”, também aos outros animais que são tratados como escravos, como os porcos, as vacas e as galinhas.
“Não sou contra a tecnologia, muito menos contra o luxo, mas o verdadeiro desafio na questão dos cães e gatos, não é fabricar aparelhos médicos mais potentes e modernos, nem acessórios mais caros e cravejados de brilhantes. O verdadeiro desafio, e onde deveriam estar concentrados nossos esforços – e quando digo nossos, digo veterinários, políticos, empresários do mercado Pet, simpatizantes e amantes dos animais – é diminuir a população de cães e gatos em geral e consequentemente o números destes animais excluídos de qualquer tipo de cuidado.

Resolver este quadro é o verdadeiro desafio! Começar falando sobre os problemas, ao invés de enaltecer atitudes egocêntricas e mercantilistas, pode ser um bom ponto de partida.
Fonte: www.wilsonveterinario.com.br
via VAL

A produção de ovos de granja e derivados de galinha

As fazendas que abastecem as grandes cidades aplicam métodos de linha de montagem. Os animais são tratados como máquinas que convertem rações baratas em carne, ovos e leite mais caros. Sob esse aspecto, os animais vivem vidas miseráveis do nascimento ao abate. As galinhas têm a má sorte de servirem aos humanos de duas maneiras: pela sua carne e pelos seus ovos.
As galinhas poedeiras passam a vida inteira sem poder se locomover devido ao minúsculo tamanho das suas celas , pisando em fios de arame, sem descanso para os pés, com a luz acesa 24 horas por dia, confinadas sem possibilidades de andar , sem ver a luz e tomar banho d e sol , sem conseguirem virar sobre si mesmas, levantar ou bater uma asa. Normalmente, são usadas gaiolas contendo 2 ou 3 aves , medem de 30 a 35 centímetros de largura por 43 de comprimento (menos que uma página de jornal aberta).
Não podem levantar totalmente no fundo da gaiola e o chão é inclinado para o ovo rolar em direção à calha coletora. O sofrimento do animal é devido ao espaço reduzido e à alimentação pouco natural, forçada, que é um risco para a saúde animal e humana, devido ao uso excessivo de antibióticos, hormônios e à acumulação de toxinas. Em alguns casos, o número de galinhas chega a 9 por gaiola.
Estas galinhas põem mais de 250 ovos por ano, logo os seus corpos ficam fracos e morrem frequentemente com ovos entalados ou por problemas de fígado, devidos ao esforço desenvolvido para produzir gordura e proteínas para os ovos. Após um ano de produção de ovos, as galinhas são consideradas gastas, “inúteis” e são abatidas. Os seus esqueletos fragilizados partem durante o transporte e no matadouro, acabam em derivados de galinha, onde os seus corpos são desfeitos de modo a esconder as nódoas negras , as penas e as fezes dos consumidores. Muitas são incluídas em rações para outros animais de criação.
Os pintos machos não têm valor econômico e são deitados fora no dia em que nascem, da forma mais barata possível, frequentemente postos no caixote do lixo, onde sufocam ou são esmagados e triturados vivos por máquinas de tratamento de lixo. Alguns produtores evitando o “desperdício”, moem os pintinhos vivos, com penas e fezes e depois temperam para fabricar derivados de galinha ( Caldo Knorr, Maggi, Arisco , etc...) Os pintinhos machos que nascem nas granjas são descartados, vivos , moídos numa espécie de liquidificador gigante. Outros são incinerados ou enterrados vivos .
Esta é uma realidade que resume bem o modo de pensar e agir da indústria de criação intensiva produtora de aves e ovos e outros animais no mundo inteiro . Você não precisa deixar de comer ovos - e certamente não o fará. M as quando for ao supermercado, d ê preferência aos ovos de GALINHA CAIPIRA , ou encomende-os a um sitiante (temos vários em Guaratiba), eles são mais naturais e as galinhas caipiras são criadas mais soltas e sem os requintes bárbaros do capitalismo selvagem . Assim , você estará contribuindo em não sustentar essa indústria, fazendo uma alimentação sem crueldade e diminuindo o sofrimento e a tortura dos animais no mundo .  

Fonte

maio 05, 2010

Petição FIM DO EMBARQUE DE ANIMAIS VIVOS

Bovinos são transportados entre o Brasil e o Oriente Médio em condições que fariam os filmes de época que mostram a escravidão durante o império romano parecer filme de Walt Disney. Eu geralmente apoio apenas campanhas abolicionistas, mas em casos extremos como esse eu faço uma exceção. Eu sei que esses animais, se ficarem no Brasil, serão cruelmente assassinados também. Mas se for possível evitar que eles sejam submetidos a essa jornada de horrores e ao abate em país muçulmano, é melhor. Existem níveis de crueldade, e o transporte de animais é o mais alto.




EMBARQUE DE ANIMAIS VIVOS: PROTESTE!


InfoSentiens

Mensagem enviada pelo GAE - Grupo pela Abolição do Especismo, de Porto Alegre/RS
ESTÁ VENDO ESTE FOCINHO? 

Este é um dos dez mil bovinos que neste momento estão amontoados em um navio-curral de vários andares, viajando em direção ao Egito e não é para conhecer as pirâmides.

Eles estão submetidos às piores condições, nas quais passarão quase um mês, tempo que dura esta viagem absurda. Tudo porque estão sendo exportados como se fossem coisas, como se não tivessem apego à vida, como se não estivessem em pânico, como este da foto, que busca um pouco de ar, tem a sorte de estar numa beirada, e tenta entender onde está, entender como foi parar tão longe de onde vivera até então e o que fez para merecer estar ali. Sem seus conhecidos, sem a alimentação que estava acostumado a buscar nos campos, sem um espacinho para deitar e ruminar.

Está esmagado, porque o lucro depende de quantos cabem em cada compartimento. Não sabe ainda que muitos morrerão no caminho e serão jogados no mar, que talvez ele seja um deles e que morrer no caminho talvez seja um prêmio. Quem não morrer prosseguirá, dia após dia, até chegar ao ponto final onde não encontrará pastagens verdejantes, mas sim os homens que os conduzirão à morte.

Como são mortos os bois no Egito? Nem imaginamos. Talvez seja até pior do que é no Brasil.

Quem tem o direito de tirar as vidas destes animais que nada fazem a não ser se submeter a tudo? Que crime eles cometeram que não o de serem dóceis? O de ter uma carne que os egípcios e os brasileiros e tantos outros gostam de ter à mesa por nunca terem pensado nos direitos animais ou por puro egoísmo.

Se você concorda que esse comércio tem que parar, tente fazer duas coisas:
Lembrando: só assinar é muito pouco. É incindir sobre apenas um aspecto da crueldade e da exploração animal. A forma de realmente mostrar que os animais importam para você, todos os animais, é se tornando vegano.

Grupo pela Abolição do Especismo GAE
www.gaepoa.org

maio 02, 2010

Um 1º de Maio que esquece parte dos trabalhadores



Fotos: Chicote Nunca Mais

Então neste sábado é mezzo-feriado, graças ao Dia do Trabalho / Dia do Trabalhador, conforme o ângulo por onde se esteja olhando. Sendo o trabalho mais que uma mera ferramenta da subsistência, mas um ato moral com o qual se obtém respeito e credibilidade, parte dos trabalhadores não são vistos como tal. Estão abaixo de qualquer empregado ou patrão, sem direitos ou Fundo de Garantia, com uma aposentadoria atrelada à morte ‘humanitária’.
Quem puxa uma carroça por horas a fio, ferrado nos cascos e na boca, é um cidadão invisível no cotidiano ‘coelhinho-da-Duracell’ das grandes cidades, presença obrigatória no mecanismo cruel que faz sumir o lixo da frente da casa de cada morador. Não é uma atividade voluntária, e do potro que recebe ‘lições de conduta’ até o cavalo adulto que sofre, sedento, pela burocracia pança-cheia, é uma triste linha de vida. Em paralelo aos que conduzem a carroça.
Alguns glamourizam e ideologizam a coisa toda, como se a carroça fosse símbolo de auto-afirmação valente e política, que não se curva ‘aos poderosos’. Sem esses óculos de lentes cor-de-rosa, o que se vê são miseráveis explorados por alguns um pouco menos miseráveis, sucessivamente, até chegar em um rico empresário, que pinga centavos pelo quilo do lixo valioso. Filhos de carroceiros condenados a também, e somente, ser carroceiros, e basta um olhar atento para vermos que o ‘pra valer’ começa na idade escolar.
Esse nó social se sustenta pelo baixo custo de manutenção de um cvalo, que, ‘amigo do homem’, trabalha de Sol a Sol comendo e bebendo pouco, sem assistência e nem sinal de liberdade, abençoado – muitas vezes – pela morte súbida, precoce e rápiada, no asfalto quente e imundo da Capital. Não sofre mais, pelo menos.
Alguns abnegados ainda correm atrás, no ritmo enxuga-gelo, para socorrer os cavalos estourados pelo expediente forçado, sem remuneração nem escolha. Ficar preso em um aparato de amarras, cordas e ferros, movimentando um veículo instável e pesado cheio de entulho – e mais um, dois ou mais humanos – sem ter pecados a pagar, deve ser uma sensação e tanto. Quando um sapato aperta, eu penso na exaustão eqüina sem chance de defesa, argumentação fiolosófica, pedido de um copo d’água ou mesmo ‘chamar um guarda’.
E como os que puxam carroça, muitos animais foram cooptados pelo RH da humanidade, à força, e fazem o mundo girar no ritmo de seu cansaço. As cenas do trabalho rural com diversos animais não-humanos tomando parte na ativdiade sempre foram captadas pelas lentes sensíveis de fotógrafos para exalar bucolismo, e raramente denúncia. São cachorros cuja vida se mede no comprimento da eterna corrente, são as bestas de carga, os que correm atrás dos rebanhos etc. Escravos que cuidam e manejam outros escravos, presos que estão à prórpia condição de terem sido subjugados ou frustrados nas primeiras tentativas de liberdade, pela mão humana.
Esse patrão exigente que drena a vida de seus comandados, e que descansa no 1º de Maio.

abril 30, 2010

Apoio à crueldade: ONG dos EUA financia comerciantes que exploram animais


Por Lobo Pasolini  (da Redação)
A ideia é boa e original. Kiva usa o alcance global da internet para conseguir empréstimos para pequenos comerciantes no terceiro mundo que precisam de ajuda para iniciar seu negócio. Quando eu descobri o website quatro anos atrás, gostei da ideia e me tornei um dos muitos credores. Você escolhe um pequeno negociante de sua preferência, transfere o crédito para ele e  quando o total é alcançado você recebe um e-mail avisando. O dinheiro é restituído como crédito quando o beneficiário faz o pagamento e o ciclo começa de novo. 
Porém, à medida que fui explorando melhor o website, percebi que a Kiva faz empréstimos para pessoas que exploram animais e isso entrou em conflito com o fato de que os animais não são propriedade humana e eles não devem ser explorados por ninguém e em nome de nenhuma causa, mesmo que aparentemente “filantrópica”. Compaixão, ética e solidariedade devem ser princípios básicos nas propostas de ajuda. Jamais a exploração deve estar embutida como parte da suposta solução.
Eu resolvi retirar o meu dinheiro da Kiva, quando percebi que um dos seus beneficiários era um homem na Bolívia que, além da atividade para a qual ele necessitava do empréstimo (cada comerciante ganha uma página com um perfil, na qual expõe o que quer fazer e quanto de dinheiro já conseguiu), ele cria “galos de briga”, ou seja, uma pessoa que fornece animais para rinhas de galo. O texto que descrevia essa atividade faz uma forte apologia  dessa atividade violenta:
“Seu principal trabalho é como motorista de táxi. Ele é solteiro e seu desejo de melhorar sua vida é evidenciado pelo fato de que ele também cria galos de briga. Rinhas de galo (…) foram criadas pelos humanos para sua diversão. A origem dessas lutas está na Ásia (…). Na Roma antiga, galos de briga era usados para inspirar coragem. Mais tarde, essa prática foi trazida para as Américas pelos conquistadores espanhóis.” Leia mais no site da Kiva.
Achei estranho que esse texto tivesse sido liberado para figurar no website da Kiva. Erros acontecem, por isso eu resolvi escrever para eles, alertando-os para o fato. Essa foi a resposta que eu recebi:
“Nós apenas proibimos empréstimos para atividades de negócios que são ilegais no país de origem ou empréstimos que, mesmo legais, violam as principais convenções da ONU. Nós confiamos que nossos parceiros de campo tomem suas decisões porque eles são familiarizados com as comunidades e culturas onde seus emprendedores vivem e trabalham. Ao passo que um empréstimo pode parecer ofensivo para uma pessoa, ele pode ser completamente normal em outro contexto cultural.”
Fiquei surpreso com essa política absolutamente questionável em relação à ética, por isso me sinto aliviado em ter me dissociado dessa ONG com um visão um tanto quanto limitada de justiça social. De fato, me arrependi de um dia ter apoiado essa organização que, no único contato que fiz com a qual, me deu uma resposta impessoal e que totalmente ignorou o meu motivo de preocupação.
Eu tive a impressão de se tratar de uma entidade com a mesma abordagem de uma empresa quando recebe uma reclamação: se não gostar, procura outra. Bem-estar animal não parece estar estar na agenda da Kiva. Por se tratar de uma empresa de ação global, usar a velha desculpa de ‘contextos culturais’ para ignorar o sofrimento alheio não cola. Então seria aceitável financiar alguém que forneça equipamento para mutilar genitalmente mulheres em um país onde isso é culturalmente aceito?
Justiça deve ser universal e ir além do que é tecnicamente legal. Ela tem que ser aplicada para todos os seres vivos que habitam este planeta e para a natureza que mantém esse organismo vivo em funcionamento. A perspectiva vegana não comporta essa visão parcial e excepcionalista do elemento humano na Mãe Terra. Por isso eu convido todos os veganos que estão lendo este texto a pesquisarem com muito cuidado a política de uma ONG antes de dar seu apoio a qualquer instituição. Você poderá estar apoiando a exploração animal por tabela.

abril 26, 2010

Vídeo mostra crueldade em granjas de ovos


Um vídeo de câmera escondida feito pela Humane Society of the United States, uma entidade de proteção animal americana, mostra o inferno que é a vida dessas aves exploradas pelos seus ovos, até serem cruelmente mortas quando sua vida “útil” terminar.

janeiro 24, 2010

Coca-cola patrocina rodeios, touradas e corridas de cães


Após empreender uma dura batalha contra o gigante multinacional Pepsi Company, a associação de defesa dos animais norte-americana SHARK lidera agora uma campanha internacional contra uma das maiores empresas multinacionais do mundo: a Coca-Cola.
Segundo informações difundidas pela SHARK - que, recorde-se, conseguiu o fim dos patrocínios concedidos pela Pepsi a eventos tauromáquicos no México - a Coca-Cola patrocina actualmente touradas em vários países, inclusive Espanha, abrangendo este apoio monetário aos rodeios americanos e a corridas de galgos, entre outros atentados à dignidade animal.
Como a SHARK salienta, estes patrocínios são contraditórios com a própria política da empresa que, em carta datada de Junho de 2000, afirma:
"The Coca-Cola Company has a policy in force stating that our operations will not sponsor or promote events where there is a risk of physical harm to animals."
Infelizmente, a procura cega do lucro fácil em tempo de mercado global leva a Coca-Cola a vender a sua própria política a práticas desumanas e absolutamente condenáveis.
Quando comprar qualquer produto desta empresa, símbolo do "american way of life", lembre-se que está a prorrogar eventos medievais por todo o mundo. A Coca-Cola continua a demonstrar uma profunda indiferença perante aquisições basilares da nossa civilização, bem como perante a sua própria política de patrocínios.
Apenas a quebra de lucros poderá levar a Coca-Cola a reavaliar estes patrocínios. Demonstre a sua posição quanto a esta questão para:
Chairman/CEO Doug Daft
The Coca-Cola Company
PO Box 1734
Atlanta, GA 30301
404-676-2121