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julho 27, 2010

Vanguarda Abolicionista participa do programa Sintonia da Terra nesta quinta, 29

claudia lulkin
Nesta quinta-feira, 29 de julho de 2010, vai ao ar mais um programa Sintonia da Terra, pela Rádio da Universidade, com presença da Vanguarda Abolicionista. A entrevistada desta edição é a nutricionista Claudia Lulkin, que vai falar sobre como a mídia induz as pessoas a acreditarem que estão se alimentado da melhor forma possível. Agrotóxicos, transgênicos e deserto verde não são pauta dos grandes veículos, e é comum as empresas usarem porquinhos sorridentes ou galinhas felizes nas embalagens que envolvem um animal morto.
Produzido pelo Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul em parceria com a Rádio da Universidade, o SIntonia da Terra pode ser ouvido ao vivo nesta quinta, às 10h, pelos 1080 AM, em Porto Alegre, ou pelo www.ufrgs.br/radio. A produção e apresentação é de Raíssa Genro e Danielle Sibonis. Mais informações sobre o Núcleo em www.ecoagencia.com.br.

julho 25, 2010

Porto Alegre sedia vídeo-debate sobre o documentário The Cove

carne de golfinho
No dia 10 de agosto, às 19h, acontecerá no Instituto Göethe, em Porto Alegre, um vídeo-debate sobre o filme ‘The Cove’, ganhador do Oscar de melhor documentário. O filme foi idealizado pelo ex-treinador do golfinho Flipper, do seriado de televisão americano. 

Os debatedores serão o oceanógrafo Antônio Libório Philomena, mestre em ciências marinhas e doutor em ecologia, o advogado Cristiano Pacheco, especialista em direito ambiental e diretor jurídico do Sea Shepherd Brasil, a advogada Fernanda Medeiros, doutora em direito ambiental e advogada voluntária do Sea Shepherd Brasil, e o ambientalista José Truda Palazzo, representante do Brasil na Comissão Internacional da Baleia e fundador do Instituto Baleia Franca.

O evento ocorre no auditório do Göethe, localizado na rua 24 de Outubro, 112, com entrada franca. Inscrições e informações pelo ija@ija.org.br ou 51-3907-9010.

Vanguarda Abolicionista prestigia feira de adoção no Shopping Total


Fotos: Fernando S. Pereira
feira de adoção

Integrantes da Vanguarda Abolicionista estiveram na manhã deste sábado, 24 de julho de 2010, prestigiando a feira de adoção de cachorros promovida pelo Shopping Total, em Porto Alegre. Com presença das ONGs Bicho de Rua e Patas Dadas, dezenas de animais foram oferecidos para posse responsável, e o adotante ainda ganhava um kit com ração, lenço colorido e consulta com uma veterinária.

julho 19, 2010

Porto Alegre, chuva gelada: Vanguarda Abolicionista protesta em feira de filhotes


Foto: Marcio de Almeida Bueno


Neste domingo, 18 de julho de 2010, sob chuva e o frio do inverno gaúcho, o grupo Vanguarda Abolicionista esteve realizando protesto na Feira de Filhotes do Shopping DC Navegantes, em Porto Alegre. Durante toda a tarde, ativistas e protetores enfrentaram temperaturas próximas dos 10 graus para se manifestarem contra o comércio de animais. Banners foram instalados etrategicamente junto à entrada do evento, com maciça panfletagem e abordagem dos transeuntes.

Foto: RSantini


A ação também teve caráter pedagógico, uma vez que muitos pais levavam os filhos para ‘comprarem um amigo’ – momento ideal para educar e fazer ver que os animais não são brinquedos, não são coisas nem produtos. O material impresso distribuído pela VAL ainda indicava sites de ONGs de proteção locais onde é possível adotar um cão ou gato, dentro do conceito de posse responsável, e contra o abandono.

Foto: RSantini


Muitos foram os que se solidarizavam com a iniciativa, até pela crescente mudança de conceitos. “Ela não quis nem ir ver”, disse um simpático motorista, apontando para a filha pequena no banco traseiro do automóvel. “Temos três animais de estimação, todos adotados”, completou a mãe da criança.

Foto: Marcio de Almeida Bueno


Chá quente e café ajudaram a esquentar os ativistas, que permaneceram no local mesmo com mau tempo, aproveitando a movimentação nas entradas do shopping. Centenas de panfletos foram entregues, apesar dos vários danificados pela chuva, e alguns passantes já conversavam com as protetoras presentes a fim de combinar uma adoção futura. Ao anoitecer, encharcados, os ativistas recolheram os banners e encerraram mais um protesto com êxito.

Foto: RSantini


julho 01, 2010

Ingá sedia debate ‘O vegetarianismo e a pecuária’ em Porto Alegre

Fotos: Marcio de Almeida Bueno
O Conservação em Foco teve abertura logo após as 19h e encerrou somente às 22h
por Marcio de Almeida Bueno
Na noite desta terça-feira, 29 de junho, o Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais realizou mais uma edição de seu evento mensal Conservação em Foco, desta vez com o tema ‘O vegetarianismo e a pecuária: um debate sobre as políticas públicas para a conservação do pampa’. Participaram o agrônomo Valério Pillar, que falou da necessidade da presença de animais pastando para a preservação do bioma pampa e sua biodiversidade, e a socióloga Eliane Carmanim Lima, tratando do crescimento do número de vegetarianos entre a população e as motivações dessa mudança cultural. A mediação ficou por conta do filósofo Vicente Medaglia, coordenador do Ingá.
Segundo Pillar, a ausência de ruminantes no pampa resultará em crescimento de florestas e queimadas devido ao acúmulo de biomassa
Cerca de 50 pessoas compareceram para prestigiar o encontro, lotando o local. A participação do público foi intensa, com intervenções tanto dosvegetarianos/veganos quanto dos ambientalistas. O grupo Vanguarda Abolicionista compareceu com parte de seu núcleo atuante e colaboradores, realizando filmagem e oferecendo empadas veganas aos presentes, em parceria com o restaurante Casa Verde.
Eliane falou de direitos animais, anti-especismo, da revolução cultural a respeito do não-consumo de carne e seus reflexos na economia e consumo

junho 28, 2010

O vegetarianismo e a pecuária: um debate

O InGá promove no dia 29 de junho o seu evento mensal, o Conservação em Foco, trazendo o tema “O vegetarianismo e a pecuária: um debate sobre as políticas públicas para a conservação do pampa”.

junho 14, 2010

3° Congresso Vegetariano Brasileiro | Porto Alegre-RS


De 16 a 19 de setembro de 2010 acontece o 3° Congresso Vegetariano Brasileiro, na capital do Rio Grande do Sul. Alguns nomes importantes do ativismo em favor dos animais já estão confirmados, veja quem são os palestrantes clicando aqui.
Por que Porto Alegre?
É verdade que Porto Alegre não tem as lindas praias de Floripa, as 300 opções veganas de São Paulo e também não chega a ser o quarto município mais rico do Brasil, como Belo Horizonte [1].  Porém, esta cidade, por incrível que pareça, possui boas opções vegetarianas para se fartar de dia ou de noite, parques próximos ao centro da cidade para fugir um pouco do agito e curtir um chimas [2] e, é claro, um povo vegetariano pra lá de bem humorado e receptivo! Além do mais, vindo pra cá, você pode dar uma esticadela e conhecer a famosa serra gaúcha. Ou ficar por aqui mesmo e sair para as baladas na Cidade Baixa, torcer (contra ou a favor) nos acalorados jogos de futebol, encontrar a galera na Casa Verde, apreciar o famosíssimo pôr-do-sol no Guaíba, admirar (ou falar mal) das obras de arte no museu Iberê Camargo, dar uma banda de bicicleta pela orla e, se sobrar tempo, ir nas palestras do congresso, que promete bombar!

maio 02, 2010

Vanguarda Abolicionista faz protesto no 1º de Maio

Fotos: Leonardo Rocha e Rafael Santini

O grupo Vanguarda Abolicionista se fez presente junto às atividades promovidas pela CUT por ocasião do 1º de Maio, Dia do Trabalhador, neste sábado. No espelho d’água da Redenção, em Porto Alegre, foi montado palco para shows de hip-hop e de música gaúcha, com bandeiraço da CUT, sindicatos e partidos da esquerda, e gravação do programa de TV ‘Coisas do Sul’. Desde as 8h, houve farta distribuição de material político para o público presente, e a Vanguarda Abolicionista marcou presença com uma faixa escrito ‘Libertação Animal’ e dois banners coloridos, contra o consumo de carne e contra o uso de couro.

Os frequentadores do parque, muitos com seus animais de estimação, se mostraram simpáticos ao discurso abolicionista, apesar do estranhamento das imagens e mensagens, à primeira vista. Entre os ativistas, a nutnicionista Claudia Lulkin cativava os passantes com uma conversa provocativa mas envolvente. Uma professora aposentada parou para conversar, e contou que certa vez, em Bagé, esteve em uma palestra sobre animais, e na hora das perguntas pegou o microfone para reclamar que a palestrante usava casaco de Chinchilla. “Depois até fui advertida, por ter causado constrangimento. Mas quantos animais foram mortos só para ela usar um casaco? E depois dá palestra falando de animais”, aponta.

Populares também se aproximaram para pedir orientação em casos envolvendo animais. “Abandonaram um pitbull em frente ao Colégio Luciana de Abreu, e agora ele circula pela Jerônimo de Ornelas, com moradores de rua. Liguei para a Prefeitura e para outros órgãos, e ninguém quis se responsabilizar”, reclamou uma passante. Os ativistas tomaram nota das informações e explicaram que o resgate poderia ser feito por voluntários da proteção animal, que agem com seus próprios recursos.

O deputado estadual Raul Carrion, do PC do B, passou para cumprimentar os ativistas, e recebeu de presente um DVD do documentário ‘Não Matarás’, produzido pelo Instituto Nina Rosa. O ministro da Justiça, Tarso Genro, estava a poucos metros do local, mas não chegou a travar contato com o grupo, que já aguardava com um kit de materiais para entrega.

A mobilização se encerrou perto das 14h, com saldo positivo pelos contatos realizados e o volume de panfletos distribuído, inclusive na tradicional Feira Orgânica, que acontecia junto ao Parque da Redenção. O sábado frio, mas com Sol forte, foi dedicado aos trabalhadores humanos e, pela ação da VAL, aos não-humanos.

Um 1º de Maio que esquece parte dos trabalhadores



Fotos: Chicote Nunca Mais

Então neste sábado é mezzo-feriado, graças ao Dia do Trabalho / Dia do Trabalhador, conforme o ângulo por onde se esteja olhando. Sendo o trabalho mais que uma mera ferramenta da subsistência, mas um ato moral com o qual se obtém respeito e credibilidade, parte dos trabalhadores não são vistos como tal. Estão abaixo de qualquer empregado ou patrão, sem direitos ou Fundo de Garantia, com uma aposentadoria atrelada à morte ‘humanitária’.
Quem puxa uma carroça por horas a fio, ferrado nos cascos e na boca, é um cidadão invisível no cotidiano ‘coelhinho-da-Duracell’ das grandes cidades, presença obrigatória no mecanismo cruel que faz sumir o lixo da frente da casa de cada morador. Não é uma atividade voluntária, e do potro que recebe ‘lições de conduta’ até o cavalo adulto que sofre, sedento, pela burocracia pança-cheia, é uma triste linha de vida. Em paralelo aos que conduzem a carroça.
Alguns glamourizam e ideologizam a coisa toda, como se a carroça fosse símbolo de auto-afirmação valente e política, que não se curva ‘aos poderosos’. Sem esses óculos de lentes cor-de-rosa, o que se vê são miseráveis explorados por alguns um pouco menos miseráveis, sucessivamente, até chegar em um rico empresário, que pinga centavos pelo quilo do lixo valioso. Filhos de carroceiros condenados a também, e somente, ser carroceiros, e basta um olhar atento para vermos que o ‘pra valer’ começa na idade escolar.
Esse nó social se sustenta pelo baixo custo de manutenção de um cvalo, que, ‘amigo do homem’, trabalha de Sol a Sol comendo e bebendo pouco, sem assistência e nem sinal de liberdade, abençoado – muitas vezes – pela morte súbida, precoce e rápiada, no asfalto quente e imundo da Capital. Não sofre mais, pelo menos.
Alguns abnegados ainda correm atrás, no ritmo enxuga-gelo, para socorrer os cavalos estourados pelo expediente forçado, sem remuneração nem escolha. Ficar preso em um aparato de amarras, cordas e ferros, movimentando um veículo instável e pesado cheio de entulho – e mais um, dois ou mais humanos – sem ter pecados a pagar, deve ser uma sensação e tanto. Quando um sapato aperta, eu penso na exaustão eqüina sem chance de defesa, argumentação fiolosófica, pedido de um copo d’água ou mesmo ‘chamar um guarda’.
E como os que puxam carroça, muitos animais foram cooptados pelo RH da humanidade, à força, e fazem o mundo girar no ritmo de seu cansaço. As cenas do trabalho rural com diversos animais não-humanos tomando parte na ativdiade sempre foram captadas pelas lentes sensíveis de fotógrafos para exalar bucolismo, e raramente denúncia. São cachorros cuja vida se mede no comprimento da eterna corrente, são as bestas de carga, os que correm atrás dos rebanhos etc. Escravos que cuidam e manejam outros escravos, presos que estão à prórpia condição de terem sido subjugados ou frustrados nas primeiras tentativas de liberdade, pela mão humana.
Esse patrão exigente que drena a vida de seus comandados, e que descansa no 1º de Maio.

março 18, 2010

Moesch propõe criação do dia Segunda sem Carne



  
O projeto de lei protocolado na Câmara de Porto Alegre sugere que residências e restaurantes optem por refeições vegetarianas todas as segundas-feiras.
  
Divulgação SVBPOA    

Por Helena Dutra - Gabinete Vereador Beto Moesch
O vereador Beto Moesch (PP) protocolou projeto de lei para instituir em Porto Alegre  o dia  “Segunda sem Carne”. Pela proposta, residências, restaurantes e demais estabelecimentos que comercializam gêneros alimentícios serão convidados a optar por refeições vegetarianas todas as segundas-feiras. 

“O objetivo é promover mais reflexão e conscientização sobre o consumo excessivo de carne. A dieta vegetariana é ecológica, saudável, ética e compassiva. Precisamos disseminá-la o máximo possível entre a população”, defende o parlamentar. 

A iniciativa conta com o apoio da Sociedade Vegetariana Brasileira, idealizadora da campanha nacional “Segunda sem Carne”, já adotada pelo governo de metrópoles como São Paulo.

A medida também procura promover o veganismo, filosofia de vida baseada nos direitos animais, cujos adeptos procuram não consumir produtos nem participar de atividades em que há exploração ou uso de bichos, excluindo os alimentos de origem animal.  
Vegetarianismo e saúde 
O vereador aponta dados científicos que indicam relações positivas entre a dieta vegetariana e a redução do risco de várias doenças e condições degenerativas crônicas, como obesidade, doença arterial coronariana, hipertensão, diabete e alguns tipos de câncer.

Ele menciona a posição da Associação Dietética Americana, segundo a qual as dietas vegetarianas apropriadamente elaboradas são saudáveis, adequadas em termos nutricionais e apresentam benefícios para a saúde na prevenção e no tratamento de doenças.

Do mesmo modo, faz referência ao “Guia alimentar para a população brasileira”, editado em 2006 pelo Ministério da Saúde, que alerta que uma alimentação rica em proteínas animais contém altos teores de gorduras totais e saturadas, e, portanto, pode não ser saudável. 
Impactos no meio ambiente 
“A expansão da pecuária na Amazônia, no Cerrado, na Caatinga e em parte da Mata Atlântica é uma das principais causas da sua degradação. Soma-se a isso o crescimento da pesca industrial predatória, comprometendo ecossistemas marinhos significativos”, revela Moesch.
Além disso, de acordo com pesquisa da Organização das Nações Unidas, cerca de 18% da emissão dos gases causadores do aquecimento global são gerados pela produção de carnes em larga escala.

Maus-tratos aos animais

A exploração dos animais é mais um motivo para a proposição. “Não podemos esquecer que os animais sentem dor, prazer, alegria, tristeza, medo e afeto, assim como os seres humanos. O modo como são tratados no sistema de criação intensiva, confinados e manipulados como meras mercadorias, é extremamente cruel”, argumenta Moesch. 
EcoAgência