Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta Abolição Animal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Abolição Animal. Mostrar todas as mensagens

maio 04, 2011

Parar de comer carne pode salvar o planeta?

Os representantes que chegavam aos portões da conferência sobre o clima em Copenhague, no mês passado, eram recebidos por mulheres vestidas como animais peludos segurando placas mostrando imagens de carneiros, vacas e porcos e alertando: "Não me coma".
A reportagem é de James Kanter, do The New York Times e traduzida pelo portal UOL, 25-01-2010.
As mulheres eram representantes de Ching Hai, a líder de um grupo que defende a adoção de preceitos budistas, incluindo seguir uma dieta vegetariana.

maio 26, 2010

O Vegetarianismo como Obrigação Ética

Departamento de Filosofia da Universidade de Lisboa
Centro de Ética Aplicada da Sociedade Portuguesa de Filosofia
Sociedade Ética de Defesa dos Animais | ANIMAL
Centro de Estudos de Direito dos Animais


Introdução


Fundamentalmente, há três possíveis vias de argumentação a favor do vegetarianismo: 1) o respeito pelos animais não-humanos, 2) a preservação do ambiente e 3) o cuidado com a saúde. Só as duas primeiras vias de argumentação é que são de ordem ética e, por isso, são apenas essas duas que vou analisar. Há ainda uma possível quarta via de argumentação a favor do vegetarianismo, que é o da eficiência económica, que pode também ter uma relevância ética, como procurarei demonstrar.

Neste artigo, defenderei que temos o dever ético de i) respeitar os animais não-humanos, de ii) preservar o ambiente e viver tão ecologicamente quanto possível, e de iii) ter um sistema de produção alimentar que seja o mais economicamente eficiente possível, essencialmente para corresponder às necessidades elementares de todos os humanos, e argumentarei que uma das implicações que se segue destes deveres é o vegetarianismo como obrigação ética.

Cientistas e filósofos em defesa dos animais

Seja contra touradas, transgénicos, indústria alimentar ou cobaias, existe sempre alguém disposto a lutar pelo bem estar dos animais e defendê-los do seu maior inimigo: o Homem

A defesa dos animais em Portugal é cada vez mais notícia de primeira página e é também caracterizada por um movimento que não cessa de crescer. Há várias organizações a surgir e a alinharem-se para actividades de protesto, que ganham no nosso país mais protagonismo durante a época tauromáquica. Uma dessas organizações é o Centro de Estudos de Direito dos Animais ( CEDA ), criado em 2001 e que pretende ser diferente na forma e no agir em defesa dos animais.


O CEDA pretende apresentar à generalidade das pessoas conclusões sólidas, de cariz científico, que explicam porque é que os animais devem ser respeitados e protegidos. Este centro de estudos também quer provar porque é que o vegetarianismo ou o veganismo são formas possíveis e saudáveis de alimentação e que não prejudicam a integridade física das animais.

Por que razão dão tão importância aos animais que comemos?


A ANIMAL não dá importância “aos animais que comemos”; pelo contrário, a ANIMAL mostra a importância destes animais, mostra quais as características que têm, e, ao fazê-lo, demonstra exactamente porque é que devemos deixar de olhar para estes animais como objectos e fontes dePorca com os seus leitões felizes e em liberdade. Foto: (c) CIWF alimento, uma vez que são tão complexos e especiais como são os cães, os gatos e outros animais que com justiça estimamos.





maio 24, 2010

Abolição Animal - Uma Luta por Igualdade e Respeito





Assim como o racismo afirma a superioridade de um grupo racial sobre outro, e o sexismo a superioridade de um sexo perante outro, o termo ESPECISMO significa julgarmos uma espécie superior a outra. Na escravidão animal, o especismo qualifica e justifica a exploração de animais não-humanos por animais humanos. Assim como os brancos tentaram impor-se sobre os negros (racismo), ou os homens sobre as mulheres (sexismo), hoje nós, humanos, tentamos nos impor sobre outras espécies de animais não-humanas. Tornando-as simples objetos e mercadorias, sem valor inerente, ou seja, o valor de suas vidas está diretamente relacionado ao uso que nós fazemos dela. Deixamos, portanto, de considerar o interesse desses animais em sua própria vida e liberdade.
Os negros e a mulheres resistiram à exploração e, através da criação de movimentos politicamente organizados, lutaram para conquistar igualdade racial e igualdade entre os sexos, mas os animais não têm esse poder de organização política para reivindicar em sociedade seu direito de não ser tratado como mercadoria ou posse de seres humanos. Por isso a existência de uma organização humana que luta para que todas as espécies sencientes - seres com subjetividade, capazes de sentir dor e aptos a decidirem por si mesmos sobre seus próprios interesses - tenham sua igualdade conquistada. Chamamos esse movimento de Abolição Animal. O movimento abolicionista luta para que os animais não-humanos sencientes também sejam possuidores de direitos.

Mas, o que é um direito? Um direito é um muro construído em volta de um interesse, por exemplo, todos os animais sencientes – humanos e não-humanos - têm o interesse em não sofrer e em viver sua vida em liberdade, então são criados direitos para que todos esses interesses sejam protegidos. Dessa maneira atribuímos um valor inerente a toda forma de vida senciente no planeta. Atribuir tal valor é o mesmo que dizer que a vida dos animais humanos e não-humanos tem um valor próprio e não depende de interesses econômicos ou financeiros para existir. Assim, não há NADA que justifique moralmente a mercantilização e a escravização de uma espécie animal para que outra espécie seja beneficiada. Isso fere diretamente a questão da autonomia de cada ser vivo.
O que podemos fazer HOJE para contribuir com o fim da escravidão animal? Fácil, o que pode ser feito neste exato momento para contribuir com o fim da exploração dos animais humanos sobre os animais-não humanos é a opção pelo VEGANISMO. Ser vegano é optar por boicotar qualquer produto gerado através da exploração animal. Produtos que vão da alimentação (carne, leite, ovos, mel, etc), vestimentas (couro, peles, lã, etc), até a cultura (rodeio, circo com animais, etc), além de qualquer tipo de produto que tenha sido testado em animais (experimentação). Escolher o veganismo é escolher um mundo no qual se reconhece o valor inerente da vida, em qualquer espécie senciente. Tornarmos veganos é o que podemos fazer agora para deixar de contribuir com a exploração, sofrimento e morte de milhares de seres vivos que são diariamente escravizados dentro da indústria alimentícia, científica e do entretenimento.

Abolição Animal e veganismo não existem separados um do outro, só podemos deixar de sermos especistas se optarmos por uma escolha de vida vegana, ou seja, uma escolha que respeite e reconheça o valor da vida em qualquer espécie senciente, seja ela humana ou não. O veganismo é o primeiro passo em direção a um mundo mais ético e mais igual.

Texto retirado da apostila distribuída no 1° EDUCAVEG (dia 25/04/10)
Por Alex Peguinelli