janeiro 02, 2010

Os seis princípios da defesa dos direitos animais

1. A defesa dos direitos animais sustenta que todo ser senciente, humano ou não-humano, tem um direito: o direito básico de não ser tratado como propriedade de outrem.

2. O reconhecimento desse direito básico implica que devemos abolir, e não apenas regulamentar, a exploração animal institucionalizada – pois esta tem como premissa que os animais são propriedade dos humanos.

3. Assim como repudiamos o racismo, o sexismo, o preconceito de idade e a homofobia, repudiamos também o especismo. A espécie à qual pertence um ser senciente não pode ser razão para negar a proteção desse direito básico mais do que raça, sexo, idade ou orientação sexual podem ser razão para negar o pertencimento à comunidade moral humana a outros humanos.

4. Reconhecemos que o status de propriedade dos não-humanos não será abolido do dia para a noite, mas apoiaremos tão-somente as campanhas e posicionamentos que explicitamente promovam a agenda abolicionista. Não apoiaremos reivindicações por uma regulamentação supostamente "melhorada" da exploração animal. Rejeitamos qualquer campanha que promova o sexismo, o racismo, a homofobia ou outra forma de discriminação contra os humanos.

5. Reconhecemos que o passo mais importante que se pode dar pelo abolicionismo é a adoção de um estilo de vida vegano e a educação dos outros sobre veganismo. O veganismo é o princípio da abolição aplicado à vida pessoal, e o consumo de qualquer carne, ave, peixe, ovo ou laticínio, assim como vestir ou utilizar produtos de origem animal, é inconsistente com a perspectiva abolicionista.

6. Reconhecemos o princípio da não-violência como o princípio-guia do movimento pelos direitos animais.


[ tradução livre de excerto do site de Gary Francione, Animal Rights: The Abolitionist Approach ]

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