abril 13, 2010

Razões para ser Vegan:

Maus tratos não é diversão




No último post da série de razões para transformar nossas práticas com relação aos animais e adotar um modo de vida vegan, falaremos de duas formas de abuso que são muito semelhantes: o uso de animais para entretenimento e companhia.
Grande parte das pessoas, quando ouve falar de libertação animal, não consegue entender por que animais de companhia são maltratados. Se um cachorrinho deu a sorte de arranjar um lar e um dono que cuida bem dele ele provavelmente ficará bem. Contudo, para cada cão ou gato que são bem cuidados, vários outros não o são. Para termos uma idéia do que isso significa, estima-se que os serviços de controle de zoonoses, somente na cidade de São Paulo, matam em torno de 20.000 animais abandonados por ano. É desnecessário dizer  que animais abandonados sofrem privação de comida e água, necessidades sociais, e geralmente quando são capturados estão doentes e machucados. O problema é que o abandono de animais domésticos é a face cruel da criação doméstica. Enquanto animais forem criados para companhia, animais serão vítimas de exploração e abandono.
Mas isso não é tudo que um animal de companhia pode sofrer. Na verdade, grande parte do sofrimento começa antes mesmo do animal conseguir um dono. Criadores de animais frequentemente mantêm filhotes amontoados em jaulas, separados das mães e irmãos. Animais com pequenos defeitos ou que demoram a ser vendidos são sacrificados. Não são raras as denúncias de maus tratos e espancamento de animais por criadores comerciais.
Mas se animais de companhia já são vítimas de abusos, a sorte de animais de entretenimento costuma ser ainda pior. Animais de circo, por exemplo, são mantidos em jaulas ou acorrentados, são regularmente espancados como parte do processo de “treinamento” e privados de convívio social com animais de sua espécie. Vivem em condições extremamente estressantes e não naturais (Nenhum animal se acostuma a pular de trampolins, correr entre chamas ou andar de bicicleta).
Mas se os circos fossem a única forma de exploração animal destinada ao entretenimento as coisas estavam boas. Rodeios, touradas e práticas como a “farra do boi” abusam e maltratam em nome da tradição e da diversão dos espectadores. Somente na Espanha, mais de 40.000 touros são torturados e mortos em touradas (e vale lembrar que além da Espanha, touradas são praticadas em Portugal, França, México, Colômbia, Peru, Venezuela Guatemala, EUA e, pasmem, na China). Em rodeios, touros e cavalos além de serem irritados e batidos, os saltos e coices dos animais são garantidos tanto com as lacerações da espora quanto pelo “sedém”, um laço colocado na virilha do animal e que causa dor intensa em seus órgãos genitais. Tudo isso para divertir o público com o belo espetáculo de dor e crueldade.



Tourada: espetáculo de crueldade

Mais uma vez, o argumento moral não é complicado: É ruim causar dor e morte em animais sencientes. A diversão produzida nesses espetáculos não se compara ao sofrimento causado aos animais. Logo,  não é correto utilizarmos animais em espetáculos que involvam dor e morte. Não é difícil ver que o mesmo se aplica a animais criados para companhia ou praticamente qualquer forma de exploração animal.
Assim, esperamos que essas práticas de abuso sejam abandonadas e que cada vez mais pessoas, convencidas de que animais também são objetos de consideração moral, possamadotar o veganismo como um modo de vida ético.

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