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fevereiro 23, 2010

Em Carne Viva

O número de vegetarianos está a aumentar de dia para dia, em termos de percentagens é um aumento estrondoso, no entanto em termos numéricos somos gotas num oceano.
A ambição de ter uma vida saudável está cada vez mais idealizada à abolição de carnes na alimentação. Para arrebatar a discussão a respeito de um mundo verde, dos problemas ambientais, é indicado como uma das muitas alternativas o vegetarianismo (como proposta de uma vida de harmonia entre todos os que habitam neste planeta).

Mas não é só a ambição de uma vida saudável, que tem levado o número de vegetarianos a aumentar no mundo, os media mais do que quaisquer outros meios têm contribuindo para um grande aumento dos que são chamados "vegetarianos éticos".

Jonathan Safran Foer, um entusiasta articulado que editou à pouco tempo um romance que recebeu boas criticas do "New York Times" quanto à coerencia do discurso, mas foi penalizado por comparar a opressão vivida pelos humanos àquela sofrida pelos animais. Neste livro que tem como titulo "Eating Animals" (Comendo Animais), Jonathan descreve os processos de produção das propriedades ocupadas em criar animais para a industria alimentícia. O autor consegue descrever o destino de porcos e galinhas, com grande energia e compaixão, o que não é bem visto por alguns leitores, contra-argumentando que existem problemas mais graves como as consequências da malária nas milhares de pessoas que morrem por ano.

Esta é uma discussão que predomina à já alguns anos, encarada antes por um escritor muito menos optimista que Safran Foer. Prémio Nobel de Literatura de 2003, J.M. Coetzee - "não come carne de nenhum tipo e não disfarça a decepção quando vê alguém comer".

Esta obra de Coetzee toca em vários assuntos chave, contemplando argumentos de defesa e de ataque, sempre na voz dos personagens. Norma, a nora de Elizabeth, ateia a briga e afirma que “A proibição da carne que se vê no vegetarianismo é apenas uma forma extrema de restrição alimentar e uma restrição alimentar é uma forma rápida e simples de um grupo de elite se definir”.
O que pode ser considerado ofensivo para muitos que tomaram a árdua decisão de abolirem animais na sua alimentação, seja esta porque motivos for. Existem muitos motivos para a adesão ao regime vegetariano, sejam estes a religião, o afecto, a saúde, a politica ou até mesmo o paladar.

De facto, por volta do século 6 a.C., hindus, budistas e jainistas sentiram que as pessoas não deviam comer animais. Podemos então comparar a evolução da nossa mentalidade em relação à dos homens que aqui habitavam à 2600 anos.

Concluo este post com uma citação de Immanual Kant
"Nós podemos julgar o coração de um homem pelo seu tratamento dos animais"

Fonte: Come_Relva

via Planeta Vegetariano

1 comentário:

мαŀų™® ღૐஜ disse...

"A carne das fazendas americanas é imoral"
http://universoalimentos.blogspot.com/2009/11/carne-das-fazendas-americanas-e-imoral.html




A dor da carne
Muitas vezes objeto de suspeita e de ironia, os vegetarianos encontram agora em Jonathan Safran Foer (foto) um notável e apaixonado porta-voz. Com o seu último livro, “Se niente importa. Perché mangiamo gli animali?” [Se nada importa. Por que comemos os animais?], o escritor norte-americano, nas pegadas de Isaac Bashevis Singer e de J.M. Coetzee, denuncia os horrores das multinacionais da criação e do abate de animais.
http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=view&id=2519&Itemid=103
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