setembro 19, 2009

Rodrigo Campedelli – lutador vegano de jiu jitsu


Eu era um cara que não aguentava ver um animal sofrendo nas ruas e não ajudar. Cheguei à ter 30 cães resgatados só no quintal da minha casa. Mas ao mesmo tempo eu era o melhor cliente de uma churrascaria perto de onde eu morava. O gerente abriu até conta pra mim de tanto que eu frequentava. Acostumado à comer animais desde pequeno e sem nunca ter me interessado em ter um computador, eu nunca entrava na internet, onde poderia me conscientizar sobre a causa, o que iria acontecer mais tarde.


Eu achava que era um defensor dos animais. Mas na verdade eu era apenas um defensor de cães e gatos. Até que um dia eu comprei um lap top, comecei à entrar toda hora no orkut e ver muitas vegetarianas nas comunidades de defesa dos animais. Os orkuts das vegetarianas foram me conscientizando, e, cerca de um mês depois eu resolví virar vegetariano. Fiquei só 5 dias vegetariano e decidí ser vegan enquanto assistía, totalmente revoltado e indignado, ao filme “terráqueos”.
Não só virei vegan como também saí pesquisando e estudando à fundo tudo sobre o veganismo e a causa animal e me tornei um ativista da causa. Sou lutador e professor de jiu jitsu e tenho também usado meu desempenho nos campeonatos para ajudar à derrubar o mito de que o vegetarianismo deixa as pessoas fracas e inaptas para praticarem esportes. Na verdade, é exatamente o contrário. Se você pesquisa o assunto, vê que o ser humano é de natureza vegetariana e é essa a sua alimentação original.
Depois que eu mudei minha alimentação eu perdí um peso de gordura, que antes, por mais que eu treinasse e fizesse dietas, não conseguia perder. Não perdí nada de músculo e a minha força até aumentou. Eu levantava 100 kg de supino e em pouco tempo estava levantando 110 kg. Fiquei mais rápido e meu condicionamento melhorou sem que eu fizesse nenhum trabalho específico pra isso. E a comprovação disso foi que eu ganhei em outubro do ano passado, a medalha de bronze no pan americano entre 16 lutadores, na categoria máxima, de faixa preta. Colocação esta que me deu a classificação para o mundal deste ano, no qual fiquei com a quarta colocação entre 14 atlétas.
A competição é eliminatória (perdeu sai), e eu perdí apenas para o atleta que veio a ser o campeão mundial. Fui o único lutador que perdeu para o campeão apenas por pontos. Nada mal para um “desnutrido” e “totalmente desprovido de proteínas essenciais”, segundo muitos onívoros.
Estou treinando muito e espero ano que vem vencer o mundial e abrir o kimono para mostrar ao público a tatuagem vegana que eu vou fazer. Nada melhor do que derrubar os mitos na prática!
Minha alimentação básica diária e em véspera de competições: Almoço e jantar: Carne de soja, macarrão de sêmola de trigo (sem ovos na composição) ou arroz, batata e cenoura. Às vezes feijão também.
Outras refeições pela manhã e à tarde: Leite de soja batido com banana, quinua orgânica em pó e açúcar orgânico. Pão integral e biscoitos integrais sem componentes de origem animal.
Fonte: Vista-se

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