junho 09, 2010

Empatia, inteligência e o cérebro vegetariano

Quando você precisar dividir seus problemas com alguém que realmente te entenda, escolha um amigo (ou amiga) vegano ou vegetariano. De acordo com um novo estudo lançado por pesquisadores europeus, as pessoas que não comem carne têm mais empatia com o sofrimento alheio.

Os pesquisadores estudaram 60 pessoas - 20 onívoros, 19 vegetarianos e 21 veganos - e conduziram uma série de testes para medir seus graus de empatia. Em um texto escrito - o questionário do quociente de empatia - os vegetarianos e os veganos marcaram bem mais pontos que os onívoros. Houve ainda diferenças marcantes na atividade nervosa quando essas pessoas viam imagens de sofrimento humano e sofrimento animal.

Através do uso de encefalogramas, os pesquisadores mostraram que áreas do cérebro relativas a empatia eram mais ativas entre vegetarianos e veganos em comparação aos que se alimentam de carne quando estes viam imagens de sofrimento tanto humano quanto animal. Além disso, quando viam imagens de animais sofrendo, os vegetarianos e os veganos tinham atividade cerebral relacionada a empatia em áreas do cérebro que não eram afetadas por imagens de sofrimento humano.
O estudo é preliminar e foi elaborado com algumas falhas, mas ele reforça a idéia de que vegetarianos podem ser diferentes do resto da população - e no bom sentido. Por exemplo, um estudo anterior sugeriu que crianças com QI mais elevado têm mais chances de se tornarem vegetarianas.
Não deveria causar surpresa o fato de que pessoas que levam um estilo de vida mais compassivo sejam mais espertas e mais empáticas do que seus semelhantes. Se você faz parte do grupo esperto e empático, mas ainda não é vegano, aqui estão algumas sugestões (em inglês) pra ajudar você a dar o pontapé inicial.

*Texto original da nutricionista Virginia Messina, publicado semana passada no site Examiner. Tradução livre minha.
por Andréa Nichols
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