março 21, 2010

Repúdio à semana do foie gras, em São Paulo

Sentiens Defesa Animal
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Conforme divulgado no dia 07/12, no Jornal Folha de S. Paulo (Caderno Folha Ilustrada, página E3) e também no site da La Brasserie Erick Jacquin (http://www.brasserie.com.br/promocao/promo_foie-gras.html), esta casa está promovendo a SEMANA DO FOIE GRAS.
Um dos exemplos mais bizarros e desumanos de violência contra os animais é a produção do foie gras, ou patê de fígado de ganso. Anualmente, 10 milhões de gansos e patos são mortos para a produção de quase 17 mil toneladas de foie gras.
O processo se resume a tortura: os animais são confinados nos criadouros em espaços pequenos para que não consigam se movimentar e, consequentemente, não gastem energia desnecessariamente. Numa área de dois metros quadrados são confinados até 12 animais.
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Como eles se alimentam? Nada naturalmente. Se você está pensando em algo como ciscar, você está, infelizmente, muito enganado.
O criador prende a ave entre as pernas e, esticando seu pescoço, enfia um grosso tubo de metal por sua garganta. Esse tubo tem, em média, 30 centímetros de comprimento. Em seguida, um motor bombeia uma mistura de milho e gordura diretamente no estomago do animal. Um anel de borracha amarrado no pescoço impede que a ave vomite.
Esse processo é repetido de 3 a 5 vezes ao dia, fazendo com que a ave consuma cerca de 3 quilos de ração por dia. Com essa alimentação excessiva e desequilibrada o animal desenvolve problemas cardíacos e disfunções intestinais. Após 3 ou 4 semanas, os “sobreviventes” são abatidos.
O que se vê, então, são órgãos deformados. O fígado de um animal sadio pesa cerca de 120 gramas. O do animal tratado dessa maneira chega a 1200 gramas, dez vezes mais que o normal!
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E é esse fígado doente, com mais do que o dobro de gordura de um hambúrguer comum, que as pessoas comem com satisfação em requintados restaurantes.

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