fevereiro 28, 2010

“Veja-Se em Mim”, edição do autor





“Seu livro é como que um protesto contra a hipocrisia”, me disse um excelente professor que tive no curso de filosofia. De fato, essa falsidade, posso dizer, natalina, do dia a dia, é algo contra o que falo no livro.

Vamos lá. Meu objetivo com este blog não é sinceramente dissecar o livro “Veja-Se em Mim”, mas, apontar alguns pontos relevantes dele, que possam levar os curiosos leitores a compreender o seu verdadeiro conteúdo, mesmo sem tê-lo em mãos para folhear.

Eu objetivo, além disso, esclarecer que o tema vegetarianismo é sim parte do que escrevi, mas uma parte bem pequena.
Eu repudio o consumo de carne num trecho do texto “Só nos colocamos no lugar dos outros se estivermos lá”, que tem uma ilustração forte, por meio da qual faço o mesmo (reproduzida logo abaixo – desenho elaborado por mim, Igor Gonçalves, e Maurício Alves da Costa), no entanto, o tema principal desse escrito não é o vegetarianismo, e sim a empatia.



Só nos colocamos nos lugar dos outros se estivermos lá






A indústria da carne não existiria sem os seus consumidores. Quem a consome, sim, manda que a fabriquem, e toma, desse modo, partido da covardia que é matar um animal plenamente saudável e com expectativas de continuar não apenas vivo, mas buscando sentir o máximo de prazer que puder enquanto viver.

Há algum tempo, eu optei por renegar o meu passado de assassino indireto, não comendo mais carne (é uma das muitas mudanças que eu deveria provocar em mim). Estou certo de que os animais não nascem apenas para morrer antes que tenham vivido; e de que sua fragilidade não é um motivo para que eu os massacre, mas para que eu os defenda.

Escuto de alguns cristãos que (só para que o que escrevo envolva um bom número de pessoas) a bíblia lhes encoraja a ser covardes, isto é, que está lá a autorização para que o seu ato ruim de comer carne seja reprisado. Isso me assusta, e chamo isso de um mal, pois quem conhece como é o processo de transformação de carne viva em carne morta para o livre consumo, não pode, seriamente, concordar que toda aquela tortura seja um bem. Não se for alguém com um pouco de bom senso e que não esteja de brincadeira. Sem contar o desprazer ao qual são submetidos muitos animais antes do abate, como fica o seu direito à vida? Não o tem, sob nenhuma hipótese?Por que não?

O fato de um erro ser repetido várias vezes não faz dele algo correto. Se o hábito é ruim (matar animais, quando há alternativas a isso, torturar), deve, sem dúvida, ser repudiado. No entanto, isso não parece ser o que pensam os carnívoros. As suas consciências se apagam a todo instante... no entanto, não parece ser por abarcarem a culpa, mas para não se preocuparem com o que o costume ousa chamar de sem importância e natural, a saber: toda essa insensibilidade coletiva saboreando o produto dessa matança desnecessária.

E se ouve da boca de legumes intelectuais, com frequência, isto: “não quero nem saber. Não quero nem pensar.” E, muitas vezes, os comedores de carne transformam os vegetarianos em piada, ao mesmo tempo em que batem no seu peito para se orgulhar do que, na verdade, deveriam se envergonhar. O mal não pode ser um bem, não obstante, tem sido.
((isso, comento aqui, não está assim escrito no livro))



Como opção para dar seguimento aos meus breves comentários, decidi por copiar aqui uma apresentação da obra, esta gravada na orelha do próprio livro. (a visão dos leitores me importa)
Na sequência, cito parte do que preparei para o lançamento do livro, que se deu no dia 08/10/2009. (algumas palavras sobre a minha visão do que escrevi. Por que não?)



Veja-Se em Mim

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