junho 05, 2010

Animais sofrem com o maior desastre ambiental dos EUA


Aves estão cobertas de óleo. Presidente Barack Obama voltou à região atingida pelo vazamento e cobrou agilidade nas indenizações.




O presidente dos Estados Unidos visitou pela terceira vez a área atingida pelo vazamento de petróleo no Golfo do México. Barack Obama cobrou mais rapidez da empresa British Petroleum para indenizar as famílias afetadas pelo desastre ambiental.
A operação aconteceu a 1.600 metros de profundidade. Uma cúpula de metal amarelo com o formato de um grande sino ligado a um tubo foi feita para vedar o poço e funcionar como uma espécie de aspirador gigante, levando o petróleo para os porões de um navio. A peça foi encaixada na ponta do cano com a ajuda de robôs. Mas o vazamento não foi totalmente contido. De cada cem litros de petróleo que continuam se espalhando no mar, apenas cinco estão sendo sugados pelo equipamento e armazenados na superfície.
Os técnicos da Britsh Petroleum disseram que o óleo ainda vaza por válvulas que serão fechadas aos poucos. Se desta vez tudo der certo, eles esperam chegar a recuperar 90 de cada 100 litros que escapam do poço danificado.
Na superfície, a mancha já é tão grande que seria capaz de cobrir todo o estado do Rio de Janeiro e ainda uma pequena parte de São Paulo e de Minas Gerais.
Nesta sexta-feira (4), o presidente Barack Obama voltou ao estado de Louisiana para visitar comerciantes e moradores que estão tendo prejuízos com o desastre ambiental. Ele disse que ainda é cedo para ser otimista com relação ao fim do vazamento.
O óleo já chegou a várias reservas ambientais da costa do estado da Lousiana. Hoje, agentes do governo responsáveis pelo resgate de animais estiveram em um santuário de pelicanos atingido pela maré negra do petróleo.
Quase não dá para ver os animais debaixo de tanto óleo. Alguns respiram com dificuldade. Dezenas de pássaros foram resgatados. Mas, segundo os técnicos, pelo menos um terço deles não vai sobreviver.

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