março 18, 2010

Ser humano, Valores, Vegetariano

Por Eduardo Farah

Nasci comendo carne. Aprendi desde cedo que uma refeição sem carne era uma refeição incompleta e sem graça. E por que eu pensava assim? Porque fui educado desta forma.Meus pais me ensinaram isso, a partir do exemplo. Uma boa refeição era aquela que tinha várias opções de carne.

As famílias, em geral, aprendem que só não tem carne na mesa quando falta dinheiro para comprá-la. Além de tudo isso, compreendi que a comida tem um forte significado emocional, principalmente relacionada a avós, mães e tias. Eu, por exemplo, tenho uma tia que sempre preparou quibe cru para mim. Ao comer o quibe cru eu estava recebendo o amor dela. E isso fica fortemente arraigado.

Há mais de 10 anos comecei a me questionar, graças a um irmão biólogo. Tinha fortes dores de cabeça e ele me disse que eu deveria parar de comer carne. “Fisicamente” fiz um estudo sobre o impacto dos alimentos no meu corpo e vi a relação direta existente. Iniciei um trabalho de auto-conhecimento, psicológico e espiritual, e fui descobrindo, aos poucos, toda a crueldade, presente em mim, relacionada à matança dos animais. Estudei sobre ética e valores humanos e facilmente pude ver toda a lógica (ou falta dela) por detrás desta escolha. Entrei no campo da sustentabilidade e novamente vi o estrago que esta escolha “humana” gera ao meio ambiente.

Recebi dois ensinamentos de um ser especial que me ajudam no entendimento deste tema. O primeiro diz que nos tornamos seres humanos somente quandopraticamos verdadeiramente os valores humanos. O segundo mostra que a paz não chegará plenamente à terra enquanto ainda houver crueldade contra os animais.

De campos diferentes (saúde, científico, psicológico, espiritual, ético, sustentabilidade etc.) vem o conhecimento sobre ser íntegro, manifestando os valores humanos e respeitando os animais. Uma atitude concreta para isso é, entre outras coisas, ser vegetariano.

Aprendi também que esta é uma questão delicada, pois, embora tenha direta conseqüência em todos, é também pessoal e eu não devo julgar o outro pelas suas escolhas. Agredi-lo não é o caminho. Posso ajudá-lo, caso ele queira, a ampliar sua consciência, além de torcer por ele. Sei também que para eu me tornar realmente um ser humano não basta ser vegetariano. Mas isso ajuda.

Fonte: Vou Ser Feliz e já Volto
via Planeta Vegetariano

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