março 27, 2010

Grupo Fauna e Usina do Conhecimento realizam oficina de alimentação vegetariana no Colégio Estadual Polivalente


Em parceria com a Usina de Conhecimento de Ponta Grossa e o Colégio Estadual Polivalente, O Grupo Fauna promove na manhã deste sábado a Oficina de Culinária VEGetariANA, gratuita, com o propósito de divulgar a praticidade, economia, sustentabilidade e benefícios de uma dieta alternativa à alimentação baseada no consumo de produtos de origem animal.
“Quando uma pessoa se torna vegetariana é comum que parte da família ou o companheiro não o seja. Por isso, aprender a cozinhar para garantir sua autonomia alimentar é uma prioridade”, alega Luciana Moro, integrante do Grupo Fauna, especialista em Culinária Vegana e uma das oficineiras.
A oficina terá a participação de Andresa Jacobs – coordenadora de Meio Ambiente e Saúde da Usina de Conhecimento e vice-presidente do Grupo Fauna – e o apoio de Willian Lobo, membro da Ativeg PG, além de voluntários do Grupo Fauna, bem como professores e funcionários do Colégio Estadual Polivalente, que sedia o Curso Técnico em Meio Ambiente.
Segundo os organizadores, os participantes terão oportunidade de aprender como aplicar a alimentação VEGetariANA no dia-a-dia e quebrar o mito de que ser vegetariano implica em perder o paladar. As refeições VEGetariANAS são saborosas, nutritivas, criativas, saudáveis, desengorduradas, naturais, equilibradas, coloridas e muito mais baratas que a dieta tradicional. Além destes alimentos poderem, em várias situações, atuar como coadjuvantes no tratamento e prevenção de vários tipos de doença.
O curso ensina receitas básicas e fáceis de serem preparadas, além de mostrar que tornar-se vegetariano/vegano significa ampliar, e não restringir a sua dieta. Ao eliminar os produtos de origem animal, é natural que a pessoa passe a buscar novas alternativas, abrindo um leque infinito de opções e sabores.
Andresa Jacobs ressalta que a mudança nas formas de viver e consumir é uma questão de cidadania planetária e a alimentação geralmente não é inserida como um dos grandes fatores de impacto ético, social e ambiental: “Ao substituir a carne por alternativas vegetais, as pessoas ganham em saúde, reduzindo a ingestão excessiva de proteínas e gorduras saturadas, e os animais são poupados, pois uma pessoa evita a morte de cerca de 94 animais somente em um ano, parando de comê-los. Além disso, para produzir cada quilo de proteína animal são necessários de 3 a 10 kg de proteína vegetal, como soja, milho, etc. A Amazônia, a exemplo do que ocorreu com o Paraná, está sendo convertida em grandes pastagens ou plantações de soja para que a mesma vire ração animal. E esta carne está acessível a poucos, vendida para países ricos, que já não tem condições de produzir sua própria carne, devido aos altos custos ambientais. Enquanto isso, das quase 7 bilhões de pessoas na Terra, 800 milhões delas passam fome.”
As vagas para esta turma já estão esgotadas, mas os interessados em participar das próximas turmas podem enviar seus dados para grupofauna@gmail.com e informarem-se das próximas atividades no site do Núcleo Regional de Educação de Ponta Grossa, acessando a Usina de Conhecimento:http://www.nre.seed.pr.gov.br/pontagrossa/
Para mais informações acessem o site da Sociadade Vegetariana Brasileira: www.svb.org.br
Andresa Jacobs
Luciana Moro

via ANDA

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