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maio 08, 2010

Linda mensagem Dia das Mães

Dia das Mães!

Nesse Dia das Mães, pense também nas vacas. Compartilhar


Nessa data especial em que se comemora o amor mais puro do mundo, eu gostaria de lembrar da mãe vaca, símbolo mundial da maternidade.
Nos anos 40, a média de leite por vaca numa fazenda-fábrica de leite era de 2.3 toneladas por ano. Hoje, a média de leite retirado anualmente de cada vaca nesses lugares já passou de 30 toneladas. Essa alta produção de leite frequentemente leva ao colapso do animal, levando-o ao abate muito cedo.
Não é lucrativo manter as vacas vivas quando sua produção de leite declina. Elas então  são mortas geralmente aos 5 ou 6 anos de idade, quando sua média normal de vida seria de mais de 20 anos.



Atenção você que não come carne, mas não quer abrir mão do milk shake, chocolate ao leite, iogurte e queijinho quente: o destino final de vacas leiteiras é o abate pra que sua carne seja também “aproveitada”.
Durante suas vidas exaustivas, as vacas leiteiras são diariamente confinadas, têm partos forçados, são superalimentadas e injetadas com antibióticos e hormônios.
VACAS LEITEIRAS SÃO MÃES. Para que produzam leite, elas têm que estar grávidas. E para que façam isso sem parar, durante toda a sua vida, as vacas nas fazendas-fábricas são CONTINUAMENTE emprenhadas.
Os bezerrinhos são separados de suas mães nas primeiras 24 horas de vida. 50% deles nunca mamarão em suas mães.
Destino da maioria dos bezerros machos aos 4 meses de idade: baby beef. Se forem fêmeas, essas vaquinhas já terão automaticamente o mesmo destino escravo de suas mães.
A maioria do gado de abate é criada em escala industrial. Tratados como objetos, esse animais prestes a virar comida são forçados por meses, até anos, a permanecer em locais escuros, apertados e superlotados - muitas vezes imundos.
As vacas são muito parecidas com os humanos no sentido de que sentem dor, medo, querem preservar suas vidas, e têm tanto (ou mais) cuidado com suas crias quanto nós. A natureza delas é viver em liberdade.
Nesse dia das mães, faça uma homenagem a TODAS elas e comemore com uma decisão que vai mudar a sua vida pra melhor. Não participe mais do horror que é o uso e a tortura de animais.
Seja vegano - pelos animais, pelo planeta, e pela sua saúde.
por Andréa Nichols




Dia das Mães, ponto



Vanguarda Abolicionista - Marcio de Almeida Bueno


Se o Dia das Mães – aquela mesa arrumada, todos com fome – serve para comemorar a ligação afetiva entre fêmeas e seus filhotes, é porque se reconhece esta união mesmo após o rompimento do cordão umbilical. No entanto, os animais que são vistos por muitos justamente como seres ‘instintivos, ponto’, não recebem esse benefício do reconhecimento de uma afinidade maior e muitas vezes longa entre mãe e filho. Pela lupa míope do especismo, a mãe humana é sagrada – inclusive com desdobramentos religiosos – e recheada de virtudes, cabendo aos adoradores manter a escravidão e morte de mães não-humanos que, por azar, foram elencadas como ‘de serventia’.
Então a compreensão se divide em duas, sendo correto pensar que comparar mãe e filho com porca e porquinho, é ofender a humana. Vaca, cadela, galinha, porca, égua, macaca – comumente usados no linguajar chulo para rebaixar a mulher, e se aplicado à mãe de alguém pode redundar em briga ou processo por danos morais, tão em voga atualmente.
Mas o cuidado é o mesmo, o sentimento, a dor pela separação, o terror da morte, a defesa incondicional. E não, não vou arrolar casos de mães que jogam bebês na lata de lixo, que silenciam e não percebem o abuso dos filhos por padrasto etc – porque o objetivo aqui, senhores chatos veganofóbicos, não é diminuir ninguém. Isto já é feito há milênios pela humanidade tola e tosca, colocando os animais lá embaixo, os Morlocks que Deus-alguma-coisa enviou para servir os que são iguais a si – o que abre dúvidas em relação à empatia para com o sofriemnto alheio. Mas esta é outra conversa.
A idéia é equiparar aqueles que, sencientes, percebem no filhote um semelhante que, por enquanto, necessita da proteção, alimentação vital e olho atento, enquanto a idade adulta não chega. Há diferenças, claro, como em tudo que existe, e diferença nunca foi motivo suficiente para se aceitar a submissão e o ‘poder fazer à vontade’. Prova é que foram caindo, um a um, os alicerces do preconceito contra estrangeiros, negros, mulheres, crianças, infiéis, indígenas, homossexuais, portadores de deficiência mental. Todos eles diferentes, na aparência, do “macho adulto branco sempre no comando” – Caetano Veloso – que, vejam só, cunhava nas tábuas da verdade as leis ditadas pela divindade, compulsória para todos, e obviamente dura lex para quem estivesse abaixo do legislador.
Hoje são os animais não-humanos, que nada podem fazer contra as leis que regulam, autorizam, normatizam sua exploração, sua criação, abate, testes científicos, ‘lazer’ cultural/tradicional, puxar-lhe leite, puxar-lhe ovos, esfolar, capturar com anzol ou sufocamento, confinar, manter em jaulas ou gaiolas, viviseccionar, dar tiros, obrigar a cumprir trabalhos forçados – e o que mais a imaginação humana inventar como capricho, enquanto não é proibido.
Então o Dia das Mães, como outras datas, celebra o egoísmo de uma espécie, que ultraja as demais, e ainda sacraliza as que geram filhotes – desde que seja dentro dos limites da espécie. Fora dela, vaca ou cadela ‘é puta, ponto’.
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Para TODAS as Mães do Mundo!!!

O Dia da Mãe era já festejado na Grécia Antiga e em Roma. Os romanos festejam o Dia da Mãe em honra a Cybele, a mãe dos seus deuses, enquanto os gregos o celebravam em honra de Rhea, mãe dos seus deuses e mulher de Cronos. Em Portugal, o Dia da Mãe era festejado a 8 de Dezembro, mas actualmente é comemorado no primeiro Domingo de Maio.

Independentemente da raça ou da espécie, uma coisa é certa: mãe só há uma. Tal como para os humanos, não existe nada mais forte no mundo animal do que a relação entre mãe e filho. As crias dependem das suas mães para sobreviver e, de um modo geral, são elas que as preparam para a vida adulta. As mães são muito carinhosas, podendo ser também, por vezes, agressivas com todos os que querem fazer mal aos seus filhos. Estes são a sua principal prioridade e razão de viver.

Por essa mesma razão, o seu sofrimento e aflição são tão grandes quando vêem os filhos serem-lhes roubados. Um sentimento de perda que não consegue ser ultrapassado e que muitas vezes, tal como acontece com os humanos, é a principal causa de angústia e depressão.
Todos os anos, milhares de crias são roubadas às suas mães que, por seu lado, são obrigadas a procriar e a renunciar continuamente à criação dos seus filhos.

Os bezerros machos, por exemplo, são retirados das mães imediatamente após o seu nascimento e colocados em caixotes de madeira, onde serão alimentados à base de leite desnatado. Quando atingem os 4 meses de vida (anémicos e com os músculos atrofiados), são mortos para que a sua carne (vitela) seja vendida.
A mãe porca e os seus leitões parecem ter o mesmo destino infeliz. A mãe porca é obrigada a procriar pelo menos 2 vezes ao ano. Os leitões são desmamados antes de fazerem 1 mês de vida e, em seguida, são encaminhados para a engorda seguida de abate.
Por sua vez, a mãe galinha vê os seus ovos serem-lhe retirados logo após a postura, para serem chocados em incubadoras artificiais. Com apenas um dia de idade, os seus pintainhos são levados para os aviários. Mas se forem pintos machos o mais provável é que sejam descartados, pois não são rentáveis para a indústria.
Estes são apenas alguns exemplos da vida infeliz de muitas mães do mundo animal. Mães que, sentindo-se impotentes por não conseguirem proteger as suas crias, a única coisa que lhes resta é chorar a sua perda.

O Dia da Mãe não é apenas o dia da nossa mãe, mas sim de todas as mães do mundo. Independentemente de ter sido quem nos deu à luz, a sua religião, raça ou espécie, devemos apenas respeitá-las e mostrar-lhes que nos lembramos delas.